Düsseldorf (minha mulher era o Zacarias, hahahahaha)
Impagável essa piada dos Trapalhoes com o Mussum.
viagens, Vida cotidiana, automobilismo, arte, música, pessoas, cinema... TUDO!!! trips, real Life, motorsports, Art, muzik, people, movies... EVERYTHING!!!
Saturday, September 19, 2009
Caipirinha industrial
Rammstein - Pussy
Düsseldorf (o verao nao acabou)

Ando meio sumido, é verdade. Muitas atividades na Sulamérica e Leste Europeu. No Norte alemao e Holanda também. As rodinhas nos pés nunca estiveram tao afiadas.
Bem, quem gosta do som pesado e alemao dos Rammstein e de mulher, vale a pena conferir o clip novo aqui.
Recomendável abrir no recanto do seu lar, de preferência. A dica foi do Don Dimas, que apesar de estar grávido, continua tarado.

Ando meio sumido, é verdade. Muitas atividades na Sulamérica e Leste Europeu. No Norte alemao e Holanda também. As rodinhas nos pés nunca estiveram tao afiadas.
Bem, quem gosta do som pesado e alemao dos Rammstein e de mulher, vale a pena conferir o clip novo aqui.
Recomendável abrir no recanto do seu lar, de preferência. A dica foi do Don Dimas, que apesar de estar grávido, continua tarado.
Wednesday, September 09, 2009
Dribles existem
Dusseldorf (adeus ferias...)
Nao sei onde nem quem, mas funcionou perfeitamente.
Nao sei onde nem quem, mas funcionou perfeitamente.
Sunday, August 16, 2009
Don Diego
Düsseldorf (amanha tem DTM em Nürburgring)
Impossível nao chorar com essas imagens, mesmo depois de tanto tempo.
E olha que Victor Hugo Morales, o narrador, é uruguaio. Imagina se fosse argentino.
Impossível nao chorar com essas imagens, mesmo depois de tanto tempo.
E olha que Victor Hugo Morales, o narrador, é uruguaio. Imagina se fosse argentino.
Tuesday, August 04, 2009
Vida
Düsseldorf (indo dormir no quentinho com Ela)
Vou dar um CTRL+C CTRL+V do que vi no ßlig do don Gomes por que esse video merece demais ser visto e revisto:
É uma peça publicitária, um viral, como queiram. A Olympus tirou mais de 60 mil fotos, “revelou” 9.600 delas e usou 1.800 para fazer o filme que você vê abaixo, que segundo a empresa não tem nada de pós-produção. É uma colagem pura e simples. Um espetáculo de criatividade.
Vou dar um CTRL+C CTRL+V do que vi no ßlig do don Gomes por que esse video merece demais ser visto e revisto:
É uma peça publicitária, um viral, como queiram. A Olympus tirou mais de 60 mil fotos, “revelou” 9.600 delas e usou 1.800 para fazer o filme que você vê abaixo, que segundo a empresa não tem nada de pós-produção. É uma colagem pura e simples. Um espetáculo de criatividade.
Friday, July 31, 2009
Radio Truta
Düsseldorf (liebe Freitag!)
Antigamente se fazia música assim. Ela comecava despretenciosa, como se fosse mais uma. Mesmo que nos anos 70 essa "mais uma" jamais seria chamada assim.
Dava-se tempo pra guitarra entrar solando sem pressa. A bateria e o baixo marcando o ritmo, calmamente. O vocal acompanhando, duelando com as cordas.
A evolucao é gradativa. O resultado nao poderia ser outro. Um dos mais belos solos de guitarra da História.
A letra já diz tudo: a relatividade do Tempo. Seja onde for, no Amor, no trabalho, na Vida, o sr. Tempo é o Senhor de tudo.
Meu avô e xará Pedro, vulgo Dotô Pedro por que era veterinário (no fundo somos todos uns animais mesmo), já dizia: "o Tempo é a coisa mais preciosa que você tem. Um minuto, hora ou dia perdidos nao tem recuperacao. Nunca mais."
Hoje em dia, músicas com mais de 4 minutos sao uma raridade. Nao encaixam na programacao das rádios e MTVs, no consumo imediato e desesperado por mais, sempre mais. Mais quantidade e menos qualidade, claro.
Menos é mais. Cada vez mais.
Antigamente se fazia música assim. Ela comecava despretenciosa, como se fosse mais uma. Mesmo que nos anos 70 essa "mais uma" jamais seria chamada assim.
Dava-se tempo pra guitarra entrar solando sem pressa. A bateria e o baixo marcando o ritmo, calmamente. O vocal acompanhando, duelando com as cordas.
A evolucao é gradativa. O resultado nao poderia ser outro. Um dos mais belos solos de guitarra da História.
A letra já diz tudo: a relatividade do Tempo. Seja onde for, no Amor, no trabalho, na Vida, o sr. Tempo é o Senhor de tudo.
Meu avô e xará Pedro, vulgo Dotô Pedro por que era veterinário (no fundo somos todos uns animais mesmo), já dizia: "o Tempo é a coisa mais preciosa que você tem. Um minuto, hora ou dia perdidos nao tem recuperacao. Nunca mais."
Hoje em dia, músicas com mais de 4 minutos sao uma raridade. Nao encaixam na programacao das rádios e MTVs, no consumo imediato e desesperado por mais, sempre mais. Mais quantidade e menos qualidade, claro.
Menos é mais. Cada vez mais.
How come twenty four hours, baby sometimes seem to slip into days?
Oh twenty-four hours, baby sometimes seem to slip into days
A minute seems like a lifetime, baby when I feel this way
Sittin, lookin at the clock, time moves so slow
Ive been watchin for the hands to move
Until I just cant look no more
How come twenty four hours, baby sometimes seems to slip into days?
A minute seems like a lifetime, baby when I feel this way.
To sing a song for you, I recall you used to say
Oh baby this ones for we two, which in the end is you anyway
How come twenty four hours, baby sometimes slip into days?
A minute seems like a lifetime, baby when I feel this way.
There was a time that I stood tall, in the eyes of other men
But by my own choice I left you woman, and now I cant get back again
How come twenty-four hours, sometimes slip into days?
A minute seems like a lifetime, baby when I feel this way
A minute seems like a lifetime
When I feel this way...i feel this way
Tuesday, July 28, 2009
Zeppelin
Düsseldorf (final de semana em casa é bom demais)
Estava eu voltando de trem hoje ouvindo esta música quando olho pro lado e vejo um dirigível, vulgo zeppelin. Acho que nunca havia visto um ao vivo.
Tinha aquela sandália preta baranga demais de mesmo nome.
Me veio a lembranca do desastre com o Hindenburg em 1937 (viva a Wiki), aquela bola de fogo na cena que todos conhecem.
Estava eu voltando de trem hoje ouvindo esta música quando olho pro lado e vejo um dirigível, vulgo zeppelin. Acho que nunca havia visto um ao vivo.
Tinha aquela sandália preta baranga demais de mesmo nome.
Me veio a lembranca do desastre com o Hindenburg em 1937 (viva a Wiki), aquela bola de fogo na cena que todos conhecem.
Sunday, July 19, 2009
Ca" Sagredo
Venezia (internet na TV é o máximo)

A primeira vez que se conhece Venezia é apenas o comeco de uma história de Amor, já diria o poeta.
Agora vou ali tomar um banho de espuma com Ela no meu palazzo veneziano da foto.
Depois jantar na La Vedoveva, logo na esquina.
Ciao!

A primeira vez que se conhece Venezia é apenas o comeco de uma história de Amor, já diria o poeta.
Agora vou ali tomar um banho de espuma com Ela no meu palazzo veneziano da foto.
Depois jantar na La Vedoveva, logo na esquina.
Ciao!
Thursday, July 16, 2009
Mineirão 1969
Dusseldorf (Verón gosta de comer raposa)
Sensacional essa relíquia feita no Mineirão em 1969.
Filmado em 8mm mostrando corridas no saudoso autodromo 'Marcelo Campos' ao redor do Estadio Magalhaes Pinto (Mineirão), nos arredores da UFMG na Pampulha, em Belo Horizonte.
A corrida foi vencida pelo Marcelo Campos com o Puma da Carbel, em segundo ficou Toninho da Mata com o Opala 21 da Motorauto ainda na cor azul claro. Notem o protótipo VW fundo de quintal do Kid Cabeleira feito no "machado", Boris Feldman correndo com o Corcel 4 portas da Cisa e o Simca do Edu Malavéia que a cada curva abria a porta do lado do passageiro, obrigando o piloto a esticar o corpo e fechar a porta nas retas.
O Super 8 é dos acervos pessoais de Artur Melo de SJC.
Dica do Leonardo Korea.
Sensacional essa relíquia feita no Mineirão em 1969.
Filmado em 8mm mostrando corridas no saudoso autodromo 'Marcelo Campos' ao redor do Estadio Magalhaes Pinto (Mineirão), nos arredores da UFMG na Pampulha, em Belo Horizonte.
A corrida foi vencida pelo Marcelo Campos com o Puma da Carbel, em segundo ficou Toninho da Mata com o Opala 21 da Motorauto ainda na cor azul claro. Notem o protótipo VW fundo de quintal do Kid Cabeleira feito no "machado", Boris Feldman correndo com o Corcel 4 portas da Cisa e o Simca do Edu Malavéia que a cada curva abria a porta do lado do passageiro, obrigando o piloto a esticar o corpo e fechar a porta nas retas.
O Super 8 é dos acervos pessoais de Artur Melo de SJC.
Dica do Leonardo Korea.
Monday, July 13, 2009
Dia Mundial do Rock
Düsseldorf (Metamorphosis hoje no Major)
Uma vez Mestre Leopoldo me contou que essa música, na versao Slight Return, foi gravada de primeira por Eddie Kramer no Record Plant, NYC.
Sem ensaio nem nada, com a letra em criacao, meio que no improviso, Hendrix juntou a galera que estava num bar perto do estudio em Greenwich Village e foram pra la fazer uma jam.
Steve Winwood, entao com 19 anos, tava lá de bobeira afinando o órgao Hammond. Jimi pediu a todos que se posicionassem com os instrumentos e mandou bala. Criou o melhor solo de guitarra de todos os tempos.
Nas palavras de Joe Satriani, outro monstro sagrado:
"It's just the greatest piece of electric guitar work ever recorded. In fact, the whole song could be considered the holy grail of guitar expression and technique. It is a beacon of humanity."
Nao confunda com Voodoo Child, outro classico de Jimi.
Uma vez Mestre Leopoldo me contou que essa música, na versao Slight Return, foi gravada de primeira por Eddie Kramer no Record Plant, NYC.
Sem ensaio nem nada, com a letra em criacao, meio que no improviso, Hendrix juntou a galera que estava num bar perto do estudio em Greenwich Village e foram pra la fazer uma jam.
Steve Winwood, entao com 19 anos, tava lá de bobeira afinando o órgao Hammond. Jimi pediu a todos que se posicionassem com os instrumentos e mandou bala. Criou o melhor solo de guitarra de todos os tempos.
Nas palavras de Joe Satriani, outro monstro sagrado:
"It's just the greatest piece of electric guitar work ever recorded. In fact, the whole song could be considered the holy grail of guitar expression and technique. It is a beacon of humanity."
Nao confunda com Voodoo Child, outro classico de Jimi.
A Última Ceia
Düsseldorf (Edinburgh, Berlin, Paris...)

Ou Il Cenacolo em italiano é uma das obras-primas de Leo da Vinci. Fica em Milano no antigo refeitorio do convento de Santa Maria delle Grazie, feita a pedido do Duque Lodovico Sforza, protetor do gênio renascentista.
Sabia que seria preciso reservar a visita. Dei uma olhada no site e só tem ticket pro dia 21 de Agosto... sacanagem.
Nao poderei confirmar as conspirações de Dan Brown e muito menos admirar a Arte.
Já tenho motivo pra voltar a Milano.

Ou Il Cenacolo em italiano é uma das obras-primas de Leo da Vinci. Fica em Milano no antigo refeitorio do convento de Santa Maria delle Grazie, feita a pedido do Duque Lodovico Sforza, protetor do gênio renascentista.
Sabia que seria preciso reservar a visita. Dei uma olhada no site e só tem ticket pro dia 21 de Agosto... sacanagem.
Nao poderei confirmar as conspirações de Dan Brown e muito menos admirar a Arte.
Já tenho motivo pra voltar a Milano.
Friday, July 10, 2009
La Marseillaise
Marne-la-Vallée (Leopoldo tá nervoso)
O hino mais belo de todos. Na voz de Edith Piaf então, tudo fica ainda mais belo e imponente.
Exalta a França, seu povo, soldados e batalhões, mas a realidade é outra. Foram guerreiros com Napoleão, mas se acovardaram como ratos na Segunda Guerra "liderados" por Petain. Viraram fonte de iguarias e vinhos para os nazistas.
Bem, isso é um longo e polemico assunto. Tenho uma defesa de mestrado pra assistir logo mais.
O hino mais belo de todos. Na voz de Edith Piaf então, tudo fica ainda mais belo e imponente.
Exalta a França, seu povo, soldados e batalhões, mas a realidade é outra. Foram guerreiros com Napoleão, mas se acovardaram como ratos na Segunda Guerra "liderados" por Petain. Viraram fonte de iguarias e vinhos para os nazistas.
Bem, isso é um longo e polemico assunto. Tenho uma defesa de mestrado pra assistir logo mais.
Thursday, July 09, 2009
Paris
Nunca fui a Paris no verão. Nem vi ainda o Canal de St. Martin. Tenho interesse tambem no Parc Monceau, ambos proximos a Montmartre.
Faltam poucas atrações na minha lista como:
- subir no Arc du Triumph
- Palais Royal et Petit Palais
-Madeleine
- entrar no Pantheon (amarrei $$$ da ultima vez)
- ficar hospedado em Montmartre
- passear de Bateau Mouche pelo Sena
Faltam poucas atrações na minha lista como:
- subir no Arc du Triumph
- Palais Royal et Petit Palais
-
- entrar no Pantheon (amarrei $$$ da ultima vez)
- ficar hospedado em Montmartre
- passear de Bateau Mouche pelo Sena
- massagens e chás na Mosché de Paris
Vamos ver o que acontece dessa vez. Garanto que pelo menos um entrecôte delicioso vai rolar.
Vamos ver o que acontece dessa vez. Garanto que pelo menos um entrecôte delicioso vai rolar.
Tuesday, July 07, 2009
Gangs & Drugs
Dusseldorf (viva a Malaysia)

Comecei a ler domingo no trem vindo de Berlin o livro Gangs, de Tony Thompson. Como a capa diz, uma viagem ao coracao do submundo britanico.
Ainda na pag. 72 de 398, nao consigo mais largar. Impressionante a naturalidade com que os mais diversos tipos de crimes sao descritos. Comecando com assaltos a bancos e entrando agora no mundo das drogas, bem menos arriscado e lucrativo no final dos anos 80 e inicio dos 90. Parece uma coletanea das melhores cronicas policiais dos jornais dominicais.
Me disse meu amigo berlinense Dimas, o dono do livro, que Tony, o autor, viaja pra Bolivia, Colombia e Jamaica experimentando varias drogas e relatando suas sensacoes. Encontra-se também com varios baroes das drogas numa especia de Scarface ou Blow literario.
E hoje leio que encontraram uma mega fabrica de cocaina na Bolivia. A maior descoberta da Historia na "luta" contra o narcotrafico.
A principal pergunta feita é por que o DEA (a agência anti-drogas americana) não encontrou essas fábricas?!
Acho que nao quiseram. Ou a grana limpa vinda de lá nao justificava o fechamendo da fábrica. Muito mais fácil culpar os governos latinos de incompetencia no combate ao tráfico quando o maior mercado consumidor é justamente os EUA.
Cambada de hipócritas.
Ps. O autor do livro é o correpondente do Observer para crimes e autor do tambem aclamado Gangland Britain.

Comecei a ler domingo no trem vindo de Berlin o livro Gangs, de Tony Thompson. Como a capa diz, uma viagem ao coracao do submundo britanico.
Ainda na pag. 72 de 398, nao consigo mais largar. Impressionante a naturalidade com que os mais diversos tipos de crimes sao descritos. Comecando com assaltos a bancos e entrando agora no mundo das drogas, bem menos arriscado e lucrativo no final dos anos 80 e inicio dos 90. Parece uma coletanea das melhores cronicas policiais dos jornais dominicais.
Me disse meu amigo berlinense Dimas, o dono do livro, que Tony, o autor, viaja pra Bolivia, Colombia e Jamaica experimentando varias drogas e relatando suas sensacoes. Encontra-se também com varios baroes das drogas numa especia de Scarface ou Blow literario.
E hoje leio que encontraram uma mega fabrica de cocaina na Bolivia. A maior descoberta da Historia na "luta" contra o narcotrafico.
A principal pergunta feita é por que o DEA (a agência anti-drogas americana) não encontrou essas fábricas?!
Acho que nao quiseram. Ou a grana limpa vinda de lá nao justificava o fechamendo da fábrica. Muito mais fácil culpar os governos latinos de incompetencia no combate ao tráfico quando o maior mercado consumidor é justamente os EUA.
Cambada de hipócritas.
Ps. O autor do livro é o correpondente do Observer para crimes e autor do tambem aclamado Gangland Britain.
Monday, July 06, 2009
Até que ponto vai a crueldade humana?!
Düsseldorf (viajar muito também cansa)

Outro dia Bernie Ecclestone, o dono dos direitos comerciais da Formula 1, elogiou Hitler dizendo que ele fazia as coisas acontecerem. Ou ele pirou de vez ou se esqueceu completamente da História. Ou pior ainda, nunca teve a curiosidade (e obrigacao) de visitar um campo de concentracao como Sachsenhausen, em Oranienburg ao norte de Berlin.
Já visitei Buchwald perto de Weimar e também Auschwitz. A sensacao é sempre a mesma. Absurdo, indignacao, impotência. Sente-se no ar a energia extremamente negativa. Fico me perguntando até que ponto chega a crueldade humana.
Nestes campos, nao bastava simplesmente matar. A humilhacao era o mais importante. Destruir o corpo era muito fácil. Tinha que destruir a alma. Deixar só o esqueleto consumido pela barbárie do ser humano.
Os restos de onde ficavam a câmara de gases e o crematório ainda estao lá. O chao afundou tamanha energia negativa. Nos outros lugares acontece o mesmo.

Todas as pessoas desse Mundo deveriam visitar pelo menos uma vez na Vida um campo de concentracao na Alemanha. Às vezes vemos declaracoes infelizes e, na minha opiniao passíveis de algum tipo de punicao, de pessoas públicas. Eles nao tem a menor idéia (e nem eu) dos horrores e sofrimentos das vítimas do Holocausto. Parecem desconhecer os fatos.
O humano vira desumano. E até hoje o Mundo é assim. Cruel e injusto. Parece que sempre será.
Mais de 1 bilhao de pessoas continuam morrendo de fome. Isso também pode ser chamado de o Holocausto da ganância.
Outro dia Bernie Ecclestone, o dono dos direitos comerciais da Formula 1, elogiou Hitler dizendo que ele fazia as coisas acontecerem. Ou ele pirou de vez ou se esqueceu completamente da História. Ou pior ainda, nunca teve a curiosidade (e obrigacao) de visitar um campo de concentracao como Sachsenhausen, em Oranienburg ao norte de Berlin.
Já visitei Buchwald perto de Weimar e também Auschwitz. A sensacao é sempre a mesma. Absurdo, indignacao, impotência. Sente-se no ar a energia extremamente negativa. Fico me perguntando até que ponto chega a crueldade humana.
Nestes campos, nao bastava simplesmente matar. A humilhacao era o mais importante. Destruir o corpo era muito fácil. Tinha que destruir a alma. Deixar só o esqueleto consumido pela barbárie do ser humano.
Os restos de onde ficavam a câmara de gases e o crematório ainda estao lá. O chao afundou tamanha energia negativa. Nos outros lugares acontece o mesmo.
Todas as pessoas desse Mundo deveriam visitar pelo menos uma vez na Vida um campo de concentracao na Alemanha. Às vezes vemos declaracoes infelizes e, na minha opiniao passíveis de algum tipo de punicao, de pessoas públicas. Eles nao tem a menor idéia (e nem eu) dos horrores e sofrimentos das vítimas do Holocausto. Parecem desconhecer os fatos.
O humano vira desumano. E até hoje o Mundo é assim. Cruel e injusto. Parece que sempre será.
Mais de 1 bilhao de pessoas continuam morrendo de fome. Isso também pode ser chamado de o Holocausto da ganância.
Thursday, July 02, 2009
25 Carros Mais Caros do Mundo # 22
Dusseldorf (tira o terno, poe a bermuda)
Seguindo em velocidade estonteante com a serie, o #22 e um puro sangue alemao: o Porsche 917 apresentado ao Mundo 40 anos atras.
Valendo a bagatela de 1,7 Mio. EUR, oito dos celebrados exemplares ainda existem sendo tres pertencentes a marca alema. Os outros 5 estao por ai, flanando pelas ruas do Planeta humilhando o resto.
Seguindo em velocidade estonteante com a serie, o #22 e um puro sangue alemao: o Porsche 917 apresentado ao Mundo 40 anos atras.
Valendo a bagatela de 1,7 Mio. EUR, oito dos celebrados exemplares ainda existem sendo tres pertencentes a marca alema. Os outros 5 estao por ai, flanando pelas ruas do Planeta humilhando o resto.
25 Carros Mais Caros do Mundo # 23
Dusseldorf (ICE rumo a Berlin)
Continuando a saga exibida na Autobild alema com o Cadillac Fleetwood 60 Special de Elvis Presley, o Rei do Rock. Valor: 1,7 Mio. EUR. Era o carro preferido do cantor comprado em 1955 pra sua mae. Eles nunca andaram juntos no carrinho que era azul e foi pintado de rosa.
Hoje ele descansa no Museu Elvis Presley em Memphis, imagino eu.
Continuando a saga exibida na Autobild alema com o Cadillac Fleetwood 60 Special de Elvis Presley, o Rei do Rock. Valor: 1,7 Mio. EUR. Era o carro preferido do cantor comprado em 1955 pra sua mae. Eles nunca andaram juntos no carrinho que era azul e foi pintado de rosa.
Hoje ele descansa no Museu Elvis Presley em Memphis, imagino eu.
Friday, June 26, 2009
25 Carros Mais Caros do Mundo # 24
Dusseldorf (rumo ao Paraiso)

Continuando a serie, o carro #24 pertenceu a JFK. Esse belo Lincoln Continental GG 300 vale 1.4 Mio EUR na cotacao de hoje. Um dos carros mais celebrados do Mundo, foi nele mesmo que John Kennedy morreu assassinado, dizem que por Lee Oswald. A verdade nunca foi oficialmente descoberta, mas desconfia-se de ligacoes da CIA e da Mafia no crime. Vou investigar.
Mais tarde, os presidentes Johnson, Nixon, Ford e Carter tambem usaram o veiculo oficial da Casa Branca que hoje repousa em paz no Museu Henry Ford.

Continuando a serie, o carro #24 pertenceu a JFK. Esse belo Lincoln Continental GG 300 vale 1.4 Mio EUR na cotacao de hoje. Um dos carros mais celebrados do Mundo, foi nele mesmo que John Kennedy morreu assassinado, dizem que por Lee Oswald. A verdade nunca foi oficialmente descoberta, mas desconfia-se de ligacoes da CIA e da Mafia no crime. Vou investigar.
Mais tarde, os presidentes Johnson, Nixon, Ford e Carter tambem usaram o veiculo oficial da Casa Branca que hoje repousa em paz no Museu Henry Ford.
The King is Dead
Dusseldorf (seco num whisky)

O Rei esta morto. O Rei da pop music, o Rei da danca, o Rei do videoclip, mas tambem o Rei das excentricidades, o Rei dos complexos, o Rei das aberracoes.
Nao consegui comprar ingressos pra ultima turne de Michael Jackson que comecaria julho agora em London. Adiaram varias vezes a estreia devido a problemas de saude do artista. Quero ver agora se devolvem o $$$ dos ingressos. Morreu incrivelmente endividado apesar de ser o artista mais bem sucedido da historia da musica e de ter possuido por um bom tempo os direitos autorais da maioria das musicas dos Beatles.
Thriller marcou minha infancia/adolescencia e de todo mundo. Pode ser considerado o primeiro videoclip a fazer sucesso mundial. Versao longa e curta, producao cinematografica, lancamento simultaneo no Mundo todo e os varios superlativos que sempre acompanharam a carreira do astro.
Beat it com os solos de guitarra magistrais de Eddie van Halen tambem e outra musica que virou um hit instantaneo. Billie Jean entao com os passos luminosos se eternizou tambem.
Fico me perguntando onde foi que ele se perdeu. Essa mania de querer ficar branco quando sua maior fonte de energia era justamente o swing negro, o gingado que os brancos nao tem. A infancia nos palcos junto dos irmaos mais velhos ajuda a justificar a sindrome de Peter Pan. Ele nao queria crescer nunca ou nao viveu essa fase importantissima da Vida?!
Na verdade, o Rei ja estava morto fazia algum tempo. Vivia escondido e passava aos filhos seu modo maluco de Vida, tentando se esconder dentro de si mesmo. Do Mundo, da midia, da fama. E um caminho sem volta. O preco que se paga e maior que o prazer de ser famoso.
Essa cultura de celebridades nem existia ainda. Ele foi o primeiro em tudo. Talvez por isso tenha morrido agora, nao tao velho assim.
Perde-se um astro, ganha-se um mito. Material farto para jornais, revistas, blos, internet, etc.. do jeito que esse Mundo louco gosta.
Rest in Peace... if possible.

O Rei esta morto. O Rei da pop music, o Rei da danca, o Rei do videoclip, mas tambem o Rei das excentricidades, o Rei dos complexos, o Rei das aberracoes.
Nao consegui comprar ingressos pra ultima turne de Michael Jackson que comecaria julho agora em London. Adiaram varias vezes a estreia devido a problemas de saude do artista. Quero ver agora se devolvem o $$$ dos ingressos. Morreu incrivelmente endividado apesar de ser o artista mais bem sucedido da historia da musica e de ter possuido por um bom tempo os direitos autorais da maioria das musicas dos Beatles.
Thriller marcou minha infancia/adolescencia e de todo mundo. Pode ser considerado o primeiro videoclip a fazer sucesso mundial. Versao longa e curta, producao cinematografica, lancamento simultaneo no Mundo todo e os varios superlativos que sempre acompanharam a carreira do astro.
Beat it com os solos de guitarra magistrais de Eddie van Halen tambem e outra musica que virou um hit instantaneo. Billie Jean entao com os passos luminosos se eternizou tambem.
Fico me perguntando onde foi que ele se perdeu. Essa mania de querer ficar branco quando sua maior fonte de energia era justamente o swing negro, o gingado que os brancos nao tem. A infancia nos palcos junto dos irmaos mais velhos ajuda a justificar a sindrome de Peter Pan. Ele nao queria crescer nunca ou nao viveu essa fase importantissima da Vida?!
Na verdade, o Rei ja estava morto fazia algum tempo. Vivia escondido e passava aos filhos seu modo maluco de Vida, tentando se esconder dentro de si mesmo. Do Mundo, da midia, da fama. E um caminho sem volta. O preco que se paga e maior que o prazer de ser famoso.
Essa cultura de celebridades nem existia ainda. Ele foi o primeiro em tudo. Talvez por isso tenha morrido agora, nao tao velho assim.
Perde-se um astro, ganha-se um mito. Material farto para jornais, revistas, blos, internet, etc.. do jeito que esse Mundo louco gosta.
Rest in Peace... if possible.
Thursday, June 25, 2009
25 Carros Mais Caros do Mundo # 25
Dusseldorf (NPV, IRR, interest rate... Mundo Business, my friend!)
Ou Die teuersten Autos der Welt da reportagem original que saiu na revista alema Autobild.
O artigo comeca perguntando "Crise, que crise?!" e continua dizendo que os classicos estao num nivel acima desses probleminhas mundanos capitalistas. Concordo.
Comecando com a Lotus 49 de Jim Clark. Valor: 1,1 Mio. EUR sem choro nem vela. Para os fans da Formula 1 nos anos 60 essa era a combinacao perfeita. Construida de 1967 ate 1970, o piloto ia sentado num charutinho equipado com o potente canhao Cosworth DFV-V8. Na foto temos o modelo de chassis nr. R2 que levou Clark a sua primeira vitoria em 67. A barata descansa atualmente na garagem de um colecionador privado.
A serie continua qualquer dia desses com o 24° carro mais caro da Historia.
Edit: Vi uma replica dessa Lotus ano passado no Schloss Dyck, um encontro de antigos famoso na Alemanha. Tinha uma replica da Maserati do Fangio e um Porsche 956 pilotado pelo Senna nas 24h de Nurburgring. Esse era original e teve sua historia muito bem contada pelo Pandini aqui. As fotos foram feitas por mim na Techno Classica Essen desde ano, outro encontro sensacional de antigos e esportivos. Tenho que postar essas fotos qualquer dia desses.
Ou Die teuersten Autos der Welt da reportagem original que saiu na revista alema Autobild.
O artigo comeca perguntando "Crise, que crise?!" e continua dizendo que os classicos estao num nivel acima desses probleminhas mundanos capitalistas. Concordo.
Comecando com a Lotus 49 de Jim Clark. Valor: 1,1 Mio. EUR sem choro nem vela. Para os fans da Formula 1 nos anos 60 essa era a combinacao perfeita. Construida de 1967 ate 1970, o piloto ia sentado num charutinho equipado com o potente canhao Cosworth DFV-V8. Na foto temos o modelo de chassis nr. R2 que levou Clark a sua primeira vitoria em 67. A barata descansa atualmente na garagem de um colecionador privado.
A serie continua qualquer dia desses com o 24° carro mais caro da Historia.
Edit: Vi uma replica dessa Lotus ano passado no Schloss Dyck, um encontro de antigos famoso na Alemanha. Tinha uma replica da Maserati do Fangio e um Porsche 956 pilotado pelo Senna nas 24h de Nurburgring. Esse era original e teve sua historia muito bem contada pelo Pandini aqui. As fotos foram feitas por mim na Techno Classica Essen desde ano, outro encontro sensacional de antigos e esportivos. Tenho que postar essas fotos qualquer dia desses.
Monday, June 22, 2009
Batistinha
Dusseldorf (segundinha braba)

Acabo de descobrir esse sujeito, um dos melhores restauradores de carros antigos do Brasil. Aqui voce le a reportagem feita por Fred Melo Paiva, que define muito bem o papel de um colecionador de antigos e de um restaurador:
"O possuidor de carro antigo é um revolucionário, um inimigo do sistema, um guerrilheiro urbano. Se todos fizessem como ele, substituindo Corollas por Mavericks, Mercedes atuais por Pagodas da década de 60, a indústria automobilística iria para o saco e o próprio capitalismo estaria ameaçado. É claro que, sem catalisadores, nossos narizes e pulmões seguiriam o mesmo destino rumo à falência. Mas isso não seria nada diante da possibilidade do triunfo: Viva a revolução bolivariana!"

Acabo de descobrir esse sujeito, um dos melhores restauradores de carros antigos do Brasil. Aqui voce le a reportagem feita por Fred Melo Paiva, que define muito bem o papel de um colecionador de antigos e de um restaurador:
"O possuidor de carro antigo é um revolucionário, um inimigo do sistema, um guerrilheiro urbano. Se todos fizessem como ele, substituindo Corollas por Mavericks, Mercedes atuais por Pagodas da década de 60, a indústria automobilística iria para o saco e o próprio capitalismo estaria ameaçado. É claro que, sem catalisadores, nossos narizes e pulmões seguiriam o mesmo destino rumo à falência. Mas isso não seria nada diante da possibilidade do triunfo: Viva a revolução bolivariana!"
Thursday, June 18, 2009
Doutor Pedrinho
Düsseldorf (correr que é bom, nada)
Doutor Pedrinho é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Localiza-se a uma latitude 26º42'52" sul e a uma longitude 49º29'00" oeste, estando a uma altitude de 530 metros. Sua população estimada em 2008 era de 3.402 habitantes.
Se eu soubesse, teria me mudado pra lá há muito tempo atrás. Já previam o futuro, impressionante!
Será que o prefeito se chama Nostradamus?!
Mais informacoes na vasta página da Wiki.
Doutor Pedrinho é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Localiza-se a uma latitude 26º42'52" sul e a uma longitude 49º29'00" oeste, estando a uma altitude de 530 metros. Sua população estimada em 2008 era de 3.402 habitantes.
Se eu soubesse, teria me mudado pra lá há muito tempo atrás. Já previam o futuro, impressionante!
Será que o prefeito se chama Nostradamus?!
Mais informacoes na vasta página da Wiki.
Monday, June 15, 2009
Le Mans 2009 - final
Düsseldorf (nao gostei de 'Illuminati')
E os leoes franceses ganharam, finalmente desbancando a Audi. Gené/Wurz/Brabham levaram o caneco com o Peugeot 908. Melhor ainda, fizeram dobradinha, com Bourdais/Sarrazin/Montagny. O primeiro Audi veio em seguida completando o pódio.
Vou preparar minha barraca pra acompanhar essa corrida ano que vem.
Clique na foto para ampliar. Vale a pena.
E os leoes franceses ganharam, finalmente desbancando a Audi. Gené/Wurz/Brabham levaram o caneco com o Peugeot 908. Melhor ainda, fizeram dobradinha, com Bourdais/Sarrazin/Montagny. O primeiro Audi veio em seguida completando o pódio.
Vou preparar minha barraca pra acompanhar essa corrida ano que vem.
Clique na foto para ampliar. Vale a pena.
Sunday, June 14, 2009
Rossi, sensacional
Düsseldorf (ele é o maior de todos!)
Valentino tem mais de NOVENTA vittórias na Moto GP, a categoria máxima das duas rodas. A maneira como ele venceu hoje e a comemoracao eletrizante de como se fosse um novato mostram a diferenca de um craque pra um mito.
As duas últimas voltas da corrida estao aí embaixo. Isso é competicao, é o esporte ao extremo disputado e conquistado justamente pelos melhores. Nao existe enganacao.
Valentino tem mais de NOVENTA vittórias na Moto GP, a categoria máxima das duas rodas. A maneira como ele venceu hoje e a comemoracao eletrizante de como se fosse um novato mostram a diferenca de um craque pra um mito.
As duas últimas voltas da corrida estao aí embaixo. Isso é competicao, é o esporte ao extremo disputado e conquistado justamente pelos melhores. Nao existe enganacao.
Le Mans 2009 - parcial
Düsseldorf (os fogos japoneses foram doidos!)
Os leoes estao uma volta na frente. Vou dormir. Vamo ver como termina amanha.
Pos # Team Driver in Pit Laps
1 9 Peugeot Sport Total BRABHAM David 155
2 1 Audi Sport Team Joest MCNISH Allan 153
3 8 Team Peugeot Total MONTAGNY Franck 153
4 17 Pescarolo Sport BOULLION Jean-Christophe 152
5 007 AMR Eastern Europe MUCKE Stefan 151
6 14 Kolles LOTTERER Andre 150
7 11 Team Oreca Matmut AIM LAPIERRE Nicolas 149
8 16 Pescarolo Sport TINSEAU Christophe 149
9 15 Kolles ALBERS Christian 149
10 13 Speedy Racing Sebah JANI Neel 148
Os leoes estao uma volta na frente. Vou dormir. Vamo ver como termina amanha.
Pos # Team Driver in Pit Laps
1 9 Peugeot Sport Total BRABHAM David 155
2 1 Audi Sport Team Joest MCNISH Allan 153
3 8 Team Peugeot Total MONTAGNY Franck 153
4 17 Pescarolo Sport BOULLION Jean-Christophe 152
5 007 AMR Eastern Europe MUCKE Stefan 151
6 14 Kolles LOTTERER Andre 150
7 11 Team Oreca Matmut AIM LAPIERRE Nicolas 149
8 16 Pescarolo Sport TINSEAU Christophe 149
9 15 Kolles ALBERS Christian 149
10 13 Speedy Racing Sebah JANI Neel 148
Saturday, June 13, 2009
Le Mans 2009
Düsseldorf (largada às 15h daqui)
Vai comecar a prova mais tradicional de Endurance do Mundo.

Reza a lenda que em 1920, o Automobile-Club de l'Ouest pôs em obra a realização de uma competição cujo caráter contribuísse para a evolução do progresso técnico e favorecer o desenvolvimento do automóvel. Em 1922, o clube anuncia a criação de um novo tipo de competição na Sarthe, uma prova de resistência. Durante a prova, equipes de dois Pilotos por carro vão-se alternando dia e noite. A primeira edição, com 33 concorrentes, desenrolou-se nos dias 26 e 27 de Maio de 1923 num circuito perto da cidade de Le Mans, no departamento da Sarthe. Hoje, as «24 Horas de Le Mans» têm lugar cada ano em Junho. É a mais antiga e a mais prestigiada corrida de resistência para carros desportivos e protótipos.
Os Audis R15 TDi de Tom Kristensen, Allan McNish e Dindo Capello sao os favoritos a vitória, como acontece desde 2000. O único carro que ameaca a vitória das quatro argolas é o leao francês Peugeot 908 HDi FAP. Bruno Senna pilota um Oreca 01-AIM e larga da 14ª colocação.
Vai comecar a prova mais tradicional de Endurance do Mundo.

Reza a lenda que em 1920, o Automobile-Club de l'Ouest pôs em obra a realização de uma competição cujo caráter contribuísse para a evolução do progresso técnico e favorecer o desenvolvimento do automóvel. Em 1922, o clube anuncia a criação de um novo tipo de competição na Sarthe, uma prova de resistência. Durante a prova, equipes de dois Pilotos por carro vão-se alternando dia e noite. A primeira edição, com 33 concorrentes, desenrolou-se nos dias 26 e 27 de Maio de 1923 num circuito perto da cidade de Le Mans, no departamento da Sarthe. Hoje, as «24 Horas de Le Mans» têm lugar cada ano em Junho. É a mais antiga e a mais prestigiada corrida de resistência para carros desportivos e protótipos.
Os Audis R15 TDi de Tom Kristensen, Allan McNish e Dindo Capello sao os favoritos a vitória, como acontece desde 2000. O único carro que ameaca a vitória das quatro argolas é o leao francês Peugeot 908 HDi FAP. Bruno Senna pilota um Oreca 01-AIM e larga da 14ª colocação.
Thursday, June 11, 2009
Radio Truta
Düsseldorf (um frio de rachar, 15° em plena primavera)
Ainda verei esses caras ao vivo. Fui convencido pelo Matheuzinho meu amigo de que essa é uma das melhores bandas de rock da atualidade.
Os caras mudam completamente o setlist de uma noite pra outra, sem preguica de tocar o que sabem.
Ainda verei esses caras ao vivo. Fui convencido pelo Matheuzinho meu amigo de que essa é uma das melhores bandas de rock da atualidade.
Os caras mudam completamente o setlist de uma noite pra outra, sem preguica de tocar o que sabem.
Alta velocidade
Düsseldorf (Steve Jobs é um gênio!)
Impressionante as fracoes de segundo captadas por essa câmera, o formato da água no ar, se desfazendo e comecando a cair.
Impressionante as fracoes de segundo captadas por essa câmera, o formato da água no ar, se desfazendo e comecando a cair.
Ken Block
Düsseldorf (viva a Apple)
Já tinha visto o 1° video desse maluco, mas esse agora é ainda mais sensacional. Um festival de cenas espetaculares em câmera lenta.
Pra quem gosta de velocidade é um prato cheio!
Já tinha visto o 1° video desse maluco, mas esse agora é ainda mais sensacional. Um festival de cenas espetaculares em câmera lenta.
Pra quem gosta de velocidade é um prato cheio!
Monday, June 08, 2009
5 anos no Velho Mundo
Dusseldorf (foi ontem… só me lembrei hoje)

Dia 7 de Junho de 2004, 5 anos atrás, desembarcava eu no aeroporto internacional de Viena após escala em Amsterdam. Quem me esperava era um brasileiro já velho de guerra em terras germânicas. Morava em Berlin desde 1998 e agora continuava sua saga no Mundo Ciência em território austríaco.
Chegava com um desafio pela frente: fazer um Doutorado em Eng. de Materiais sem nunca ter lido uma publicação sequer sobre o assunto, ligas de TiAl (titânio e alumínio), vulgo Tio Tânio nas palavras do Gordinho meu amigo.
Bem, Viena dispensa comentários. Cidade clássica, suntuosa, elegante com seus cafés maravilhosos, charretes, a residência da famosa casa dos Habsburg que tanto tempo dominaram a Europa e o Mundo. O Schloss Schonbrun, residência de verão do Napoleão e versão austríaca de Versailles, a Stephansdom, as ruas do centro antigo, musica clássica tão bem representada por Mozart e Strauss, a Staatsoper (casa de concertos com a melhor acústica do Mundo), o Danúbio que em alemão se chama Donau e passa longe do centro da cidade, o parque do Prater e sua famosa roda gigante e a prefeitura em estilo gótico mais linda de todas, a Wiener Rathaus.
Desnecessário dizer que pirei o cabeção. Morando numa das mais importantes capitais européias, rica em cultura e história, pra mim foi um prato cheio. Fui a incontáveis museus onde visitei obras de Chagal, Picasso, Kandinsky, Magritte, da Vinci, Tâmara de Lempika e tantos outros.
Logo no primeiro final de semana fui a um festival de rock. A noite de sexta foi fechada pelos Chilli Peppers e o sábado pelo Metallica. Melhor só se fossem Pink Floyd e Led Zeppelin. Shows que foram uma constante nessa Vida rica: Joe Cocker, Black Sabbath com Ozzy e abertura do Velvet Revolver com Slash e Scott Weiland do STP, Jethro Tull numa cidadezinha ali perto, Mark Knopfler na primeiríssma fila, na cara do gol, Scorpions num festival na beira do Danúbio, e ate Avril Lavigne eu vi e gostei. Teve o B.B. King num barco em pleno Lác Leman durante o Festival de Montreux em 2006. O show do Robert Plant com o Jeff Beck eu nem considero por que Roberto Planta não cantou uma musica sequer do Led e Jeff Losca não compareceu ao evento. O grande astro da noite foi Kid Rock... é mole?! Em Dusseldorf vi shows antológicos do Ben Harper, Eric Clapton, Velvet Revolver, Pearl Jam e dois do AC/DC na nova turnê. Show esse que deixou cicatrizes...
Cheguei solteiro, em busca de alguém pra aquecer minhas noites de inverno e ocupar meu coração. Seria mais lógico uma gringa ou galega como se diz por ai, mas seguindo os conselhos da mãe dum amigo meu, me casei com uma brasileira, mineirinha de BH que nem eu. Já conhecida, mas nem amiga era. O encontro em Viena foi mágico e 19 dias depois, sim dezenove, nos casamos. Claro que com um intervalo de 3 meses e meio entre o fim da viagem dela e a assinatura no cartório.
As viagens foram tantas por um lado e tão poucas por outro. Quando penso na quantidade de lugares sensacionais que existem nesse Planeta e me dou conta de que não vou conhecer nem 30%, fico desesperado. Às vezes em depressão mesmo. Pelas minhas contas, minhas rodinhas nos pés passaram por Madrid, Sevilla e Barcelona la pelos lados da Ibérica (ainda falta Portugal), Paris não sei quantas vezes, Lyon, Nice, Grenoble e Evian les Bans (a da água mineral), todas na Franca. Mônaco logo ao lado, a Suíça comparecendo com Lausanne, Vevey, e Montreux (no Jazz Festival de 2006) London, Dublin outro dia (falta muita coisa na ilha da Rainha), Viena e Salzburg apenas (arrependo não ter rodado mais a Áustria...) e Roma, Milano e Venezia na Bota. No Leste Europeu, tiveram o privilégio de me receber: Bratislava, capital da Eslováquia, com as tchecas visitei Praha e a micro cidade de Becniye do meu amigo Martin Pesza e Budapest no antigo Império Austro-húngaro. Na Polônia foram Krakow (Cracóvia com direito a uma noite sombria em Auschwitz sobre os trilhos dos trens nazistas), Wroclaw e uma cidadezinha chamada Zgorgelec na fronteira com a Alemanha.
Neste país de onde escrevo agora rodei bastante conhecendo Berlin (onde tudo começou em 2003), Dresden, Leipzig, Hamburg, Gottingen, Bonn, Koln (Colônia), Essen, Bochum, Munchen (Munich) pra celebrar 4 vezes seguidas a melhor festa do Mundo... Oktoberfest, o castelo de Neuschwanstein (uma das novas maravilhas do Mundo), Nurnberg, Bamberg, Bayreuth (terra de Richard Wagner e suas Valkyries), Rothemburg ob der Tauber onde meu pai estudou alemão 30 anos atrás e tive a honra de levá-lo novamente na cidade ano passado. Dusseldorf é a sede dessa confusão toda, a base eqüidistante na Europa. A Holanda, vulgo Netherlands ou die Niederlande, foi visitada apenas nas cidades de Amsterdam e a praia de Renesse ao sul de den Haag (Haia). A Bélgica das suas cervejas maravilhosas foi bem explorada em Antwerpen (Antuérpia), Brugge, Gent, Leuven, Spa (e o GP de Formula 1, evidentemente) e Brussels (Bruxelas). Pra completar BeNeLux, fomos até a charmosa Luxemburg visitar meu irmão que trabalha pra um indiano e sua esposa. Cidade pequena, porém interessante, no centro da Europa, perto de tudo também. E Kobenhavn, ou Copenhagen foi uma das melhores cidades que já visitamos. Me esqueci de Sarajevo, viagem inesquecível. Diferente de tudo.
Claro que os destinos futuros são vários, as idéias malucas rondam minha cabeça o tempo inteiro. Rotas como pegar um barco em Moscow e descer ate St. Petersburg, um dos meus sonhos. Ou chegar em Luxor no Egito e descer o Nilo ate Cairo, parando onde for interessante. Thailand, Viet Nam, Indonésia, Japão e China fazem parte da rota do Oriente. Não me esquecendo de Laos, pais onde dizem estar as pessoas mais puras dessa Terra. Aqui na Europa os roteiros são intermináveis e ficaria o resto da noite escrevendo. Mas queria mesmo fazer como o Heinz, austríaco meu amigo de 40 e poucos anos. Em 2003 ele restaurou uma moto Puch de 1933 e refez a mesma viagem que um outro austríaco maluco realizou nessa época indo de Vienna até Bombaim na India. Simplesmente sensacional! Quem sabe vamos de Trabi até Tóquio, passando pelo Laos?!
Já que me lembrei de Formula 1, em 2005 fui a Mônaco na minha primeira experiência automobilística. Nunca esquecerei o som do carro pela primeira vez. O responsável por estuprar meus tímpanos atende pelo nome de Vitantônio Liuzzi que na época andava pela Red Bull Racing. Até hoje não entendo por que nunca fui a Interlagos. Por que nunca vi Senna correr. Nunca enchi a paciência do meu pai pra me levar. Agora não adianta chorar. Mas venho compensado bem essa falha. Se 2004 e 2006 passaram em branco, 2007 veio em dose dupla: Nurburgring de forma inesperada e sem gastar um puto sequer, e depois Spa Francorchamps na Bélgica, presente da minha amada, idolatrada, salve, salve Mulher. Ainda estive na sessão de testes oficiais em julho deste mesmo ano desbravando cada centímetro do circuito e facilitando a visita para o GP em setembro. Eau Rouge... nunca vou esquecer. O ano de 2008 tambem passou em branco. Acho que anos pares não combinam com F1. Esse ano planejo ir em Monza, o templo da Ferrari. Queria ir a Silvertone ver o ultimo GP do circuito mais antigo da F1, onde tudo começou. Mas tá meio em cima da hora.
Teve também um BRA 3x0 GAN, na Copa de 2006 aqui em Dortmund. Ingresso comprado na porta, na sorte mesmo. Alem desse jogo, assisti ao pior jogo de todos os tempos entre Rapid Viena e Athletic Bilbao pela Copa da UEFA de 2005. Acabou 0x0 com dois chutes na direção do gol, uma pra cada lado. Nenhum deles seria um tento se o gol estivesse vazio. Um frio de arrebentar e o estádio cheio de cadeiras metálicas. Ninguém se sentava, impossível. O vento gelado só não era pior que a pelada de décima que rolava. Ainda vi o Hamburg SV meter 2x1 de virada no Stuttgart pela Bundesliga (campeonato alemão) em 2004. Estava a trabalho na cidade e fui ver se haveria jogo no final de semana. O SV jogaria em casa e, pra minha sorte, o estádio ficava ao lado de onde eu estava. Resultado: caminhada no frio, cerva, salsichão e um bom jogo que valia o 5° lugar no certame. E foi só. Meu negocio é F1 mesmo!
Outro dia meu chefe perguntou se eu gostaria de ver uma corrida da DTM. Falei “Warum nicht?!” ou por que não?! Em Zandvoort, Holanda, pra relembrar as corridas épicas de F1 e tentar imaginar como era. Será dia 19 de Julho. Depois conto como foi. Moto GP é outro tipo de corrida que me agrada. Tem um circuito holandês aqui do lado. Tenho que ver o Rossi pelo menos uma vez na Vida!
Esqueci de contar sobre o Waltinho, um Warburg 353 S ano 1988 fabricado em Eisenach, antiga Alemanha Oriental, aqui conhecida como DDR. Exportei esse carro pra um jornalista maluco lá no Brasil. Walter deixou saudades. Nos levou a Paris e Spa. Virou gente, parte da família. Ganhou Vida aqui, mas resolveu curtir o Brasil. Como todo alemão que por lá pisa, não volta mais. Nunca mais. E como se sente sozinho, já encomendou um irmão. Um Trabi que logo vai pintar por essas bandas. Preciso tirar carteira primeiro pra depois buscá-lo. Onde?! Na DDR de novo, onde mais?!
Bem, tudo isso é detalhe. A oportunidade de viver na Europa muda qualquer um, por mais apegado ao Brasil que seja. Impossível não ver e viver os benefícios de um sistema de transporte democrático, fácil, funcional e confiável que serve a todas as classes sociais sem discriminação. Seja de ônibus, bonde (Strassenbahn), metrô, barco (sim, o rio Reno é o São Francisco da Alemanha e rasga Dusseldorf no meio), bicicleta, a pé e de trem circula-se como quiser, na hora que der na telha. Resumindo: carro é luxo. E quando dá vontade, é só alugar um no final de semana. Mesmo não tendo carteira... ainda.
A sensação de segurança não tem preço. Esse simples fato modifica completamente os hábitos da sociedade e a forma como seus cidadãos se relacionam. Aqui os espaços públicos são parte da Vida de cada um. As praças e parques são utilizados, visitados e curtidos por todos, sem exceção. Seja em feiras de comida, shows, festivais ou simples finais de semana com os amigos onde um churrasquinho rola fácil ou um casal se deita na grama pra namorar ou mesmo uma pessoa sozinha com um bom livro fica curtindo seu momento solitário, tão importante pra nós todos. No Brasil, a falta de segurança gera desigualdade social. Os espaços públicos vivem abandonados e mal cuidados, com raras exceções. Ninguém usa mesmo, quase ninguém põe o pé ali. Pra que cuidar?! Com isso, os ricos constroem suas fortalezas, convidam os amigos e ficam todos ali, naquele mundinho particular, longe dos problemas sociais, em "segurança". Quem não tem condições que se vire. Divirta-se como puder, onde der, gastando o mínimo. A isso chamam democracia.
Austríaco é um alemão mais devagar, segundo os teutônicos. Imaginei uma Bahia ali onde ficava o Império dos Habsburg e Vienna cheia de acarajé e a negada pela cidade afora. Não deixa de ser uma ponta de inveja dos alemães. Nenhuma cidade deles chega aos pés de Viena. Não tiveram o glamour e o poder dos austríacos, não na diplomacia, nas alianças, nos conchavos, e sim na força. Mesmo assim não durou muito, todos nos sabemos. Por outro lado, a Alemanha não tem uma única atração. São várias cidades espalhadas pelo país com importância e significado histórico. Estratégia de guerra. Se uma ou duas fossem completamente arrasadas, existiriam outras pra reerguer a nação. Esses caras só pensam em brigar com os outros.
Até hoje, quase todos os dias, os canais alemães exibem documentários da Segunda Guerra, principalmente mostrando os feitos e a personalidade do bigodudo mais odiado do Mundo. Nas bancas de jornal e revistas não é diferente. Sempre tem uma capa sobre o assunto. São completamente obcecados. Claro que querem contar aos mais jovens os horrores do Holocausto e do Nazismo, mas às vezes tenho a sensação de que não querem deixar o assunto morrer. Seja lá por qual motivo seja.
Após mudar de Viena pra Dusseldorf e dar inicio a fase de homem casado (e responsável ou irresponsável?!) morando com a melhor Mulher do Universo, também mudei de projeto no Doutorado. Depois de muito sofrimento, consegui finalmente adicionar algumas letrinhas na frente do meu primeiro nome, a saber: Dr.-Ing.. Portanto, se você algum dia me vir na rua, não pode me chamar apenas pelo primeiro nome. Lembre-se das letrinhas, senão eu nem olho. Hahahahahaha! E pensar que no Brasil, qualquer pessoa com um pouco de dinheiro, principalmente no interior, é chamado de Doutor. O Dotô Ruy!
Metade dessas letrinhas só viraram realidade pelo simples fato de eu ter me casado com uma pessoa fantástica. A mulher da minha Vida é, pra minha sorte grande, a melhor do Universo inteiro! Companheira pra todas as horas, exemplo de profissional dedicada e responsável (sou exatamente o oposto, caótico) me incentivou e apoiou desde sempre. Os filminhos dos meus treinos para as apresentações em congressos são hilários, tragicômicos até.
Inventei uns 300 nomes pra chamar ela: Piquitita, Criança, Mininete, Amore mio, Beibinha, Xuxuca, Mon Amour, Beibete, Polvilhete, Juju e por ai vai. Mora no meu coração e quando pedi a Deus pra mandar ela pra mim, prometi fazê-la feliz... SEMPRE! Acho que venho cumprindo bem essa promessa, apesar das tempestades passageiras que todo casal enfrenta. O barraco é solido e aguenta o tranco. Uma telha ou outra vai embora, mas logo é substituída e nem se nota. Como toda chuvarada, nunca se pensa que estamos preparados, mas depois que passa percebemos que o alicerce é forte, as paredes vem sendo construídas tijolo por tijolo, sem pressa, esperando a massa secar pra nao trincar lá na frente. Quando a gente assustar, estamos no segundo andar!
Junto com ela, veio no pacote um grande amigo chamado Leopoldo Magnífico, cachaceiro, safado e sem vergonha, mas de coração gigante.
A saudade da família, dos amigos, das comidas, bebidas, lugares, viagens e de tudo que faz o Brasil ser o melhor país do Mundo, pelo menos dos que eu já visitei e/ou morei, não é fácil. Ate hoje não é fácil. Saudade é como um furacão. Fica longe, lá no meio do nada, despercebida, ganhando forca. Se alimentando todos os dias de um pouquinho de fraqueza, de nostalgia. E quando aparece costuma ser devastadora. Dura pouco, mas deixa estragos. Te fazem rever alguns conceitos, a repensar a Vida. Por que estamos aqui, qual o sentido disso tudo?! Um misto de egoísmo, determinação e coragem justificam um pouco esse viver longe de tudo e de todos. Mas até quando?!
Enfrentar a operação do meu pai daqui foi uma das piores coisas, senão a pior de todas. A sensação de impotência é enorme. Não se pode fazer nada, nem ao menos dar um abraço, um olhar de apoio, dizer palavras confortáveis. Pelo menos Amore mio estava lá me representando e apoiando, como sempre.
Acontece que meu pai é um cara de sorte também. Tem ao seu lado minha mãe e seu Amor e apoio incondicionais. Muito do que fiz e sou devo a eles. O que seria de nós sem nossas mães e nossos pais?! Minha tia, que é minha segunda mãe, e minha sogra que me ama também sempre estiveram presentes nessa caminhada. E meu sogro, que é professor, me acha o máximo. Aliás, Petrus Maximus!
Minha irmã e meus irmãos que amo também já riram muito dessas confusões. Dos sonhos que tinha e mandava pra eles. Um deles gosta tanto de mim e me admira que veio morar em Luxemburgo. O do meio é jornalista de mão cheia e o cacula faixa preta de jiu-jitsu.
Ah, e tem o cunhado fanático pela Ducati. Já viajei uma fez pro Brasil com dois cilindros duma 916, sem falar nas várias outras peças. Outro doido.
Acho que já escrevi demais. Se você chegou até aqui, parabéns. Acaba de ganhar um pão quente e um Grapete. Se não, perdeu uma das melhores retrospectivas já feitas por um brazuca morando na Europa em todos os tempos. Premio Pullitzer é pouco.
E vamos levando a Vida antes que ela nos leve. Espero que não seja de avião...
Já que agora sou tio de três pimpolhos, pela ordem: Matheus, Marina e André. A família cresce e agradece. Essa é a pior parte de morar do outro lado do Atlântico...
Os planos para o futuro são os melhores possíveis. Filhos, plantar uma floresta tropical e escrever livros. E várias fotos. E vídeos.
Que venham os próximos CINCO!
ps. Antes que alguém pergunte, as fotos e videos desses 5 anos estao sendo selecionadas. Processo longo e demorado. Nostalgico, emocionante! Vou postar algumas por aqui, sem ordem cronologica. Aguardem. A melhor coisa a se fazer é acessar esse Blog todos os dias. Depois que a série comecar, não acaba nunca mais. Eu prometo!
Comecemos com Korfu, Grécia - Ago 2005:

Dia 7 de Junho de 2004, 5 anos atrás, desembarcava eu no aeroporto internacional de Viena após escala em Amsterdam. Quem me esperava era um brasileiro já velho de guerra em terras germânicas. Morava em Berlin desde 1998 e agora continuava sua saga no Mundo Ciência em território austríaco.
Chegava com um desafio pela frente: fazer um Doutorado em Eng. de Materiais sem nunca ter lido uma publicação sequer sobre o assunto, ligas de TiAl (titânio e alumínio), vulgo Tio Tânio nas palavras do Gordinho meu amigo.
Bem, Viena dispensa comentários. Cidade clássica, suntuosa, elegante com seus cafés maravilhosos, charretes, a residência da famosa casa dos Habsburg que tanto tempo dominaram a Europa e o Mundo. O Schloss Schonbrun, residência de verão do Napoleão e versão austríaca de Versailles, a Stephansdom, as ruas do centro antigo, musica clássica tão bem representada por Mozart e Strauss, a Staatsoper (casa de concertos com a melhor acústica do Mundo), o Danúbio que em alemão se chama Donau e passa longe do centro da cidade, o parque do Prater e sua famosa roda gigante e a prefeitura em estilo gótico mais linda de todas, a Wiener Rathaus.
Desnecessário dizer que pirei o cabeção. Morando numa das mais importantes capitais européias, rica em cultura e história, pra mim foi um prato cheio. Fui a incontáveis museus onde visitei obras de Chagal, Picasso, Kandinsky, Magritte, da Vinci, Tâmara de Lempika e tantos outros.
Logo no primeiro final de semana fui a um festival de rock. A noite de sexta foi fechada pelos Chilli Peppers e o sábado pelo Metallica. Melhor só se fossem Pink Floyd e Led Zeppelin. Shows que foram uma constante nessa Vida rica: Joe Cocker, Black Sabbath com Ozzy e abertura do Velvet Revolver com Slash e Scott Weiland do STP, Jethro Tull numa cidadezinha ali perto, Mark Knopfler na primeiríssma fila, na cara do gol, Scorpions num festival na beira do Danúbio, e ate Avril Lavigne eu vi e gostei. Teve o B.B. King num barco em pleno Lác Leman durante o Festival de Montreux em 2006. O show do Robert Plant com o Jeff Beck eu nem considero por que Roberto Planta não cantou uma musica sequer do Led e Jeff Losca não compareceu ao evento. O grande astro da noite foi Kid Rock... é mole?! Em Dusseldorf vi shows antológicos do Ben Harper, Eric Clapton, Velvet Revolver, Pearl Jam e dois do AC/DC na nova turnê. Show esse que deixou cicatrizes...
Cheguei solteiro, em busca de alguém pra aquecer minhas noites de inverno e ocupar meu coração. Seria mais lógico uma gringa ou galega como se diz por ai, mas seguindo os conselhos da mãe dum amigo meu, me casei com uma brasileira, mineirinha de BH que nem eu. Já conhecida, mas nem amiga era. O encontro em Viena foi mágico e 19 dias depois, sim dezenove, nos casamos. Claro que com um intervalo de 3 meses e meio entre o fim da viagem dela e a assinatura no cartório.
As viagens foram tantas por um lado e tão poucas por outro. Quando penso na quantidade de lugares sensacionais que existem nesse Planeta e me dou conta de que não vou conhecer nem 30%, fico desesperado. Às vezes em depressão mesmo. Pelas minhas contas, minhas rodinhas nos pés passaram por Madrid, Sevilla e Barcelona la pelos lados da Ibérica (ainda falta Portugal), Paris não sei quantas vezes, Lyon, Nice, Grenoble e Evian les Bans (a da água mineral), todas na Franca. Mônaco logo ao lado, a Suíça comparecendo com Lausanne, Vevey, e Montreux (no Jazz Festival de 2006) London, Dublin outro dia (falta muita coisa na ilha da Rainha), Viena e Salzburg apenas (arrependo não ter rodado mais a Áustria...) e Roma, Milano e Venezia na Bota. No Leste Europeu, tiveram o privilégio de me receber: Bratislava, capital da Eslováquia, com as tchecas visitei Praha e a micro cidade de Becniye do meu amigo Martin Pesza e Budapest no antigo Império Austro-húngaro. Na Polônia foram Krakow (Cracóvia com direito a uma noite sombria em Auschwitz sobre os trilhos dos trens nazistas), Wroclaw e uma cidadezinha chamada Zgorgelec na fronteira com a Alemanha.
Neste país de onde escrevo agora rodei bastante conhecendo Berlin (onde tudo começou em 2003), Dresden, Leipzig, Hamburg, Gottingen, Bonn, Koln (Colônia), Essen, Bochum, Munchen (Munich) pra celebrar 4 vezes seguidas a melhor festa do Mundo... Oktoberfest, o castelo de Neuschwanstein (uma das novas maravilhas do Mundo), Nurnberg, Bamberg, Bayreuth (terra de Richard Wagner e suas Valkyries), Rothemburg ob der Tauber onde meu pai estudou alemão 30 anos atrás e tive a honra de levá-lo novamente na cidade ano passado. Dusseldorf é a sede dessa confusão toda, a base eqüidistante na Europa. A Holanda, vulgo Netherlands ou die Niederlande, foi visitada apenas nas cidades de Amsterdam e a praia de Renesse ao sul de den Haag (Haia). A Bélgica das suas cervejas maravilhosas foi bem explorada em Antwerpen (Antuérpia), Brugge, Gent, Leuven, Spa (e o GP de Formula 1, evidentemente) e Brussels (Bruxelas). Pra completar BeNeLux, fomos até a charmosa Luxemburg visitar meu irmão que trabalha pra um indiano e sua esposa. Cidade pequena, porém interessante, no centro da Europa, perto de tudo também. E Kobenhavn, ou Copenhagen foi uma das melhores cidades que já visitamos. Me esqueci de Sarajevo, viagem inesquecível. Diferente de tudo.
Claro que os destinos futuros são vários, as idéias malucas rondam minha cabeça o tempo inteiro. Rotas como pegar um barco em Moscow e descer ate St. Petersburg, um dos meus sonhos. Ou chegar em Luxor no Egito e descer o Nilo ate Cairo, parando onde for interessante. Thailand, Viet Nam, Indonésia, Japão e China fazem parte da rota do Oriente. Não me esquecendo de Laos, pais onde dizem estar as pessoas mais puras dessa Terra. Aqui na Europa os roteiros são intermináveis e ficaria o resto da noite escrevendo. Mas queria mesmo fazer como o Heinz, austríaco meu amigo de 40 e poucos anos. Em 2003 ele restaurou uma moto Puch de 1933 e refez a mesma viagem que um outro austríaco maluco realizou nessa época indo de Vienna até Bombaim na India. Simplesmente sensacional! Quem sabe vamos de Trabi até Tóquio, passando pelo Laos?!
Já que me lembrei de Formula 1, em 2005 fui a Mônaco na minha primeira experiência automobilística. Nunca esquecerei o som do carro pela primeira vez. O responsável por estuprar meus tímpanos atende pelo nome de Vitantônio Liuzzi que na época andava pela Red Bull Racing. Até hoje não entendo por que nunca fui a Interlagos. Por que nunca vi Senna correr. Nunca enchi a paciência do meu pai pra me levar. Agora não adianta chorar. Mas venho compensado bem essa falha. Se 2004 e 2006 passaram em branco, 2007 veio em dose dupla: Nurburgring de forma inesperada e sem gastar um puto sequer, e depois Spa Francorchamps na Bélgica, presente da minha amada, idolatrada, salve, salve Mulher. Ainda estive na sessão de testes oficiais em julho deste mesmo ano desbravando cada centímetro do circuito e facilitando a visita para o GP em setembro. Eau Rouge... nunca vou esquecer. O ano de 2008 tambem passou em branco. Acho que anos pares não combinam com F1. Esse ano planejo ir em Monza, o templo da Ferrari. Queria ir a Silvertone ver o ultimo GP do circuito mais antigo da F1, onde tudo começou. Mas tá meio em cima da hora.
Teve também um BRA 3x0 GAN, na Copa de 2006 aqui em Dortmund. Ingresso comprado na porta, na sorte mesmo. Alem desse jogo, assisti ao pior jogo de todos os tempos entre Rapid Viena e Athletic Bilbao pela Copa da UEFA de 2005. Acabou 0x0 com dois chutes na direção do gol, uma pra cada lado. Nenhum deles seria um tento se o gol estivesse vazio. Um frio de arrebentar e o estádio cheio de cadeiras metálicas. Ninguém se sentava, impossível. O vento gelado só não era pior que a pelada de décima que rolava. Ainda vi o Hamburg SV meter 2x1 de virada no Stuttgart pela Bundesliga (campeonato alemão) em 2004. Estava a trabalho na cidade e fui ver se haveria jogo no final de semana. O SV jogaria em casa e, pra minha sorte, o estádio ficava ao lado de onde eu estava. Resultado: caminhada no frio, cerva, salsichão e um bom jogo que valia o 5° lugar no certame. E foi só. Meu negocio é F1 mesmo!
Outro dia meu chefe perguntou se eu gostaria de ver uma corrida da DTM. Falei “Warum nicht?!” ou por que não?! Em Zandvoort, Holanda, pra relembrar as corridas épicas de F1 e tentar imaginar como era. Será dia 19 de Julho. Depois conto como foi. Moto GP é outro tipo de corrida que me agrada. Tem um circuito holandês aqui do lado. Tenho que ver o Rossi pelo menos uma vez na Vida!
Esqueci de contar sobre o Waltinho, um Warburg 353 S ano 1988 fabricado em Eisenach, antiga Alemanha Oriental, aqui conhecida como DDR. Exportei esse carro pra um jornalista maluco lá no Brasil. Walter deixou saudades. Nos levou a Paris e Spa. Virou gente, parte da família. Ganhou Vida aqui, mas resolveu curtir o Brasil. Como todo alemão que por lá pisa, não volta mais. Nunca mais. E como se sente sozinho, já encomendou um irmão. Um Trabi que logo vai pintar por essas bandas. Preciso tirar carteira primeiro pra depois buscá-lo. Onde?! Na DDR de novo, onde mais?!
Bem, tudo isso é detalhe. A oportunidade de viver na Europa muda qualquer um, por mais apegado ao Brasil que seja. Impossível não ver e viver os benefícios de um sistema de transporte democrático, fácil, funcional e confiável que serve a todas as classes sociais sem discriminação. Seja de ônibus, bonde (Strassenbahn), metrô, barco (sim, o rio Reno é o São Francisco da Alemanha e rasga Dusseldorf no meio), bicicleta, a pé e de trem circula-se como quiser, na hora que der na telha. Resumindo: carro é luxo. E quando dá vontade, é só alugar um no final de semana. Mesmo não tendo carteira... ainda.
A sensação de segurança não tem preço. Esse simples fato modifica completamente os hábitos da sociedade e a forma como seus cidadãos se relacionam. Aqui os espaços públicos são parte da Vida de cada um. As praças e parques são utilizados, visitados e curtidos por todos, sem exceção. Seja em feiras de comida, shows, festivais ou simples finais de semana com os amigos onde um churrasquinho rola fácil ou um casal se deita na grama pra namorar ou mesmo uma pessoa sozinha com um bom livro fica curtindo seu momento solitário, tão importante pra nós todos. No Brasil, a falta de segurança gera desigualdade social. Os espaços públicos vivem abandonados e mal cuidados, com raras exceções. Ninguém usa mesmo, quase ninguém põe o pé ali. Pra que cuidar?! Com isso, os ricos constroem suas fortalezas, convidam os amigos e ficam todos ali, naquele mundinho particular, longe dos problemas sociais, em "segurança". Quem não tem condições que se vire. Divirta-se como puder, onde der, gastando o mínimo. A isso chamam democracia.
Austríaco é um alemão mais devagar, segundo os teutônicos. Imaginei uma Bahia ali onde ficava o Império dos Habsburg e Vienna cheia de acarajé e a negada pela cidade afora. Não deixa de ser uma ponta de inveja dos alemães. Nenhuma cidade deles chega aos pés de Viena. Não tiveram o glamour e o poder dos austríacos, não na diplomacia, nas alianças, nos conchavos, e sim na força. Mesmo assim não durou muito, todos nos sabemos. Por outro lado, a Alemanha não tem uma única atração. São várias cidades espalhadas pelo país com importância e significado histórico. Estratégia de guerra. Se uma ou duas fossem completamente arrasadas, existiriam outras pra reerguer a nação. Esses caras só pensam em brigar com os outros.
Até hoje, quase todos os dias, os canais alemães exibem documentários da Segunda Guerra, principalmente mostrando os feitos e a personalidade do bigodudo mais odiado do Mundo. Nas bancas de jornal e revistas não é diferente. Sempre tem uma capa sobre o assunto. São completamente obcecados. Claro que querem contar aos mais jovens os horrores do Holocausto e do Nazismo, mas às vezes tenho a sensação de que não querem deixar o assunto morrer. Seja lá por qual motivo seja.
Após mudar de Viena pra Dusseldorf e dar inicio a fase de homem casado (e responsável ou irresponsável?!) morando com a melhor Mulher do Universo, também mudei de projeto no Doutorado. Depois de muito sofrimento, consegui finalmente adicionar algumas letrinhas na frente do meu primeiro nome, a saber: Dr.-Ing.. Portanto, se você algum dia me vir na rua, não pode me chamar apenas pelo primeiro nome. Lembre-se das letrinhas, senão eu nem olho. Hahahahahaha! E pensar que no Brasil, qualquer pessoa com um pouco de dinheiro, principalmente no interior, é chamado de Doutor. O Dotô Ruy!
Metade dessas letrinhas só viraram realidade pelo simples fato de eu ter me casado com uma pessoa fantástica. A mulher da minha Vida é, pra minha sorte grande, a melhor do Universo inteiro! Companheira pra todas as horas, exemplo de profissional dedicada e responsável (sou exatamente o oposto, caótico) me incentivou e apoiou desde sempre. Os filminhos dos meus treinos para as apresentações em congressos são hilários, tragicômicos até.
Inventei uns 300 nomes pra chamar ela: Piquitita, Criança, Mininete, Amore mio, Beibinha, Xuxuca, Mon Amour, Beibete, Polvilhete, Juju e por ai vai. Mora no meu coração e quando pedi a Deus pra mandar ela pra mim, prometi fazê-la feliz... SEMPRE! Acho que venho cumprindo bem essa promessa, apesar das tempestades passageiras que todo casal enfrenta. O barraco é solido e aguenta o tranco. Uma telha ou outra vai embora, mas logo é substituída e nem se nota. Como toda chuvarada, nunca se pensa que estamos preparados, mas depois que passa percebemos que o alicerce é forte, as paredes vem sendo construídas tijolo por tijolo, sem pressa, esperando a massa secar pra nao trincar lá na frente. Quando a gente assustar, estamos no segundo andar!
Junto com ela, veio no pacote um grande amigo chamado Leopoldo Magnífico, cachaceiro, safado e sem vergonha, mas de coração gigante.
A saudade da família, dos amigos, das comidas, bebidas, lugares, viagens e de tudo que faz o Brasil ser o melhor país do Mundo, pelo menos dos que eu já visitei e/ou morei, não é fácil. Ate hoje não é fácil. Saudade é como um furacão. Fica longe, lá no meio do nada, despercebida, ganhando forca. Se alimentando todos os dias de um pouquinho de fraqueza, de nostalgia. E quando aparece costuma ser devastadora. Dura pouco, mas deixa estragos. Te fazem rever alguns conceitos, a repensar a Vida. Por que estamos aqui, qual o sentido disso tudo?! Um misto de egoísmo, determinação e coragem justificam um pouco esse viver longe de tudo e de todos. Mas até quando?!
Enfrentar a operação do meu pai daqui foi uma das piores coisas, senão a pior de todas. A sensação de impotência é enorme. Não se pode fazer nada, nem ao menos dar um abraço, um olhar de apoio, dizer palavras confortáveis. Pelo menos Amore mio estava lá me representando e apoiando, como sempre.
Acontece que meu pai é um cara de sorte também. Tem ao seu lado minha mãe e seu Amor e apoio incondicionais. Muito do que fiz e sou devo a eles. O que seria de nós sem nossas mães e nossos pais?! Minha tia, que é minha segunda mãe, e minha sogra que me ama também sempre estiveram presentes nessa caminhada. E meu sogro, que é professor, me acha o máximo. Aliás, Petrus Maximus!
Minha irmã e meus irmãos que amo também já riram muito dessas confusões. Dos sonhos que tinha e mandava pra eles. Um deles gosta tanto de mim e me admira que veio morar em Luxemburgo. O do meio é jornalista de mão cheia e o cacula faixa preta de jiu-jitsu.
Ah, e tem o cunhado fanático pela Ducati. Já viajei uma fez pro Brasil com dois cilindros duma 916, sem falar nas várias outras peças. Outro doido.
Acho que já escrevi demais. Se você chegou até aqui, parabéns. Acaba de ganhar um pão quente e um Grapete. Se não, perdeu uma das melhores retrospectivas já feitas por um brazuca morando na Europa em todos os tempos. Premio Pullitzer é pouco.
E vamos levando a Vida antes que ela nos leve. Espero que não seja de avião...
Já que agora sou tio de três pimpolhos, pela ordem: Matheus, Marina e André. A família cresce e agradece. Essa é a pior parte de morar do outro lado do Atlântico...
Os planos para o futuro são os melhores possíveis. Filhos, plantar uma floresta tropical e escrever livros. E várias fotos. E vídeos.
Que venham os próximos CINCO!
ps. Antes que alguém pergunte, as fotos e videos desses 5 anos estao sendo selecionadas. Processo longo e demorado. Nostalgico, emocionante! Vou postar algumas por aqui, sem ordem cronologica. Aguardem. A melhor coisa a se fazer é acessar esse Blog todos os dias. Depois que a série comecar, não acaba nunca mais. Eu prometo!
Comecemos com Korfu, Grécia - Ago 2005:
Assuntos:
cronicas,
europa,
promessas,
retrospectiva,
viagens
Friday, June 05, 2009
AF447 Rio de Janeiro - Paris-Charles de Gaulle
Dusseldorf (...)
Passos sobre a areia
Ademar de Barros
Uma noite, eu tive um sonho,
Eu caminhava pela praia, lado a lado com o Senhor, deixando uma dupla pegada na areia, a minha e a do Senhor.
Veio-me a idéia – era um sonho – de que cada um dos meus passos representava um dia da minha vida. (…) Mas observei que em certos lugares em vez de duas pegadas, havia apenas uma. Então, dirigindo-me ao Senhor, ousei repreendê-Lo:
“O Senhor nos havia no entanto prometido de estar conosco todos os dias!
Por que não cumpristes a vossa promessa?
Por que me deixastes sozinho no pior momento da minha vida?
Nos dias em que eu mais precisava da vossa presença.”
Mas o Senhor me respondeu:“Meu amigo, os dias em que tu vês uma única marca de passos sobre a areia, são os dias em que Eu te carreguei.”
Passos sobre a areia
Ademar de Barros
Uma noite, eu tive um sonho,
Eu caminhava pela praia, lado a lado com o Senhor, deixando uma dupla pegada na areia, a minha e a do Senhor.
Veio-me a idéia – era um sonho – de que cada um dos meus passos representava um dia da minha vida. (…) Mas observei que em certos lugares em vez de duas pegadas, havia apenas uma. Então, dirigindo-me ao Senhor, ousei repreendê-Lo:
“O Senhor nos havia no entanto prometido de estar conosco todos os dias!
Por que não cumpristes a vossa promessa?
Por que me deixastes sozinho no pior momento da minha vida?
Nos dias em que eu mais precisava da vossa presença.”
Mas o Senhor me respondeu:“Meu amigo, os dias em que tu vês uma única marca de passos sobre a areia, são os dias em que Eu te carreguei.”
Friday, May 29, 2009
Rendezvous in Paris
Dusseldorf (de vez em quando eu apareco...)
Esquece as coisas erradas que o cara faz. Simplesmente sensacional o filme. Pra quem conhece bem Paris entao, melhor ainda.
A estoria e mais ou menos assim: em agosto de 1978, o cineasta francês Claude Lelouch montou uma câmera giroscopicamente estabilizada na frente de uma Ferrari 275 GTB e convidou um amigo, piloto profissional de Formula 1, para fazer um trajeto no coração de Paris à maior velocidade que ele pudesse. A hora seria logo que o dia clareasse.
O filme só dava para 10 minutos e o trajeto era de Porte Dauphine, através o Louvre até a basílica de Sacre Coeur. Lelouch não conseguiu permissão para interditar nenhuma rua no trajeto.
O piloto completou o circuito em 9 minutos, chegando a 140 mph (224 km/h) em certos momentos. O filme mostra ele furando sinais vermelhos, quase atropelando pedestres e entrando em ruas de mão única na contra-mão.
Quando mostrou o filme em publico pela primeira vez, Lelouch foi preso.
Ele nunca revelou o nome do piloto e o filme foi proibido, passando a circular só no underground.
E quem era a loira?!
Esquece as coisas erradas que o cara faz. Simplesmente sensacional o filme. Pra quem conhece bem Paris entao, melhor ainda.
A estoria e mais ou menos assim: em agosto de 1978, o cineasta francês Claude Lelouch montou uma câmera giroscopicamente estabilizada na frente de uma Ferrari 275 GTB e convidou um amigo, piloto profissional de Formula 1, para fazer um trajeto no coração de Paris à maior velocidade que ele pudesse. A hora seria logo que o dia clareasse.
O filme só dava para 10 minutos e o trajeto era de Porte Dauphine, através o Louvre até a basílica de Sacre Coeur. Lelouch não conseguiu permissão para interditar nenhuma rua no trajeto.
O piloto completou o circuito em 9 minutos, chegando a 140 mph (224 km/h) em certos momentos. O filme mostra ele furando sinais vermelhos, quase atropelando pedestres e entrando em ruas de mão única na contra-mão.
Quando mostrou o filme em publico pela primeira vez, Lelouch foi preso.
Ele nunca revelou o nome do piloto e o filme foi proibido, passando a circular só no underground.
E quem era a loira?!
Friday, May 15, 2009
Radio Truta
Dusseldorf (mudanca... mais uma)
Pra quem acha que o Mundo tá do meio pro fim e perdeu as esperancas, Bob mostra que nao é bem assim.
Pra quem acha que o Mundo tá do meio pro fim e perdeu as esperancas, Bob mostra que nao é bem assim.
Wednesday, April 29, 2009
Autômatos
Dusseldorf (Armas na veia)
Detlev acorda todos os dias no mesmo horario. Lava o rosto, escova os dentes, coloca o terno, pega a carteira, o chicletes e algumas moedas, da um beijo na espreguicante mulher, pega a pasta preta, calca os sapatos, bota o paleto, gira as chaves e cai no Mundo. Esse modus operandi se repete em tantas outras familias alemas com pequenas variacoes.
Anda ate a estacao de metro e no curto caminho vai pensando no que escutar em seu ipod logo mais. Entra no trem rumo a estacao principal aproveitando pra comer uma barra de cereais. Silencio absoluto, a nao ser por duas garotinhas falantes e um pai de cabelos lisos e compridos idem. Ate os cachorros olham indiferentemente, como se tivessem sendo incomodados. As criancas nao sorriem. Limitam-se a olhar para um angustiado Detlev.
Sai do metro, sobe as mesmas escadas de sempre, entra no ultimo vagao por que no destino e o que fica mais perto da escada de saida, desabotoa o paleto, tira os fones, acomoda-se no assento, tira a carteira do bolso de tras colocando-a na tampa da lixeira ao lado da janela, toma um gole d'agua, posiciona a pasta preta no bagageiro sobre sua cabeca e dos demais, nao sem antes tirar um livro ou revista, senta-se, olha pela janela esperando o trem partir pontualmente as 7:54 da matina e comeca a leitura. Olha para os lados e quase todos fazem a mesma coisa, com pequenas diferencas. Uns ouvem musica, de pessima qualidade na maioria das vezes. Outros leem bons livros. Raramente se ve alguem com uma "profunda" revista de fofocas nas maos.
A viagem passa rapido com a leitura. Levanta a cabeca de quando em vez pra desfrutar o verde da primavera e os raios de sol que logo logo desaparecerao no ainda distante outono. Chega no destino, ajuda a formar uma fila dentro do trem para o desembarque. Todos caminham na mesma direcao em passos rapidos e pesados. Parecem apostar corrida. Desce escadas ate chegar no metro novamente, agora numa outra cidade. Telas grandes despejam informacoes nas mentes aparentemente abobalhadas. Engolem tudo. Detlev nao sabe se entendem ou se apenas absorvem as informacoes. Entra novamente num metro, mas agora para uma viagem curta de uma estacao.
As portas se abrem e ele caminha mais uma vez pela escada. Na sua frente tres homens usando ternos pretos carregando maletas pretas na mao direita caminham no mesmo ritmo. Parecem estar num trilho imaginario. Farao o mesmo caminho de volta a tarde. Detlev esboca um sorriso maroto. Seu terno e cinza e ele carrega a pasta preta na mao esquerda. Seu ipod reproduz Guns & Roses - Estranged, e os riffs de guitarra massageiam sua alma.
Todos caminham pelo estacionamento em direcao ao parque. Detlev muda de direcao, meio que para tentar sair do trilho imaginario e fazer seu proprio caminho. Passa sob as arvores respirando o ar puro da primavera europeia. Atravessa a avenida rapidamente e percebe que um Porsche 912 preto, ano provavel 74, vem em sua direcao. Deseja o veiculo e entra no trabalho.
Detlev ainda tem salvacao.
Detlev acorda todos os dias no mesmo horario. Lava o rosto, escova os dentes, coloca o terno, pega a carteira, o chicletes e algumas moedas, da um beijo na espreguicante mulher, pega a pasta preta, calca os sapatos, bota o paleto, gira as chaves e cai no Mundo. Esse modus operandi se repete em tantas outras familias alemas com pequenas variacoes.
Anda ate a estacao de metro e no curto caminho vai pensando no que escutar em seu ipod logo mais. Entra no trem rumo a estacao principal aproveitando pra comer uma barra de cereais. Silencio absoluto, a nao ser por duas garotinhas falantes e um pai de cabelos lisos e compridos idem. Ate os cachorros olham indiferentemente, como se tivessem sendo incomodados. As criancas nao sorriem. Limitam-se a olhar para um angustiado Detlev.
Sai do metro, sobe as mesmas escadas de sempre, entra no ultimo vagao por que no destino e o que fica mais perto da escada de saida, desabotoa o paleto, tira os fones, acomoda-se no assento, tira a carteira do bolso de tras colocando-a na tampa da lixeira ao lado da janela, toma um gole d'agua, posiciona a pasta preta no bagageiro sobre sua cabeca e dos demais, nao sem antes tirar um livro ou revista, senta-se, olha pela janela esperando o trem partir pontualmente as 7:54 da matina e comeca a leitura. Olha para os lados e quase todos fazem a mesma coisa, com pequenas diferencas. Uns ouvem musica, de pessima qualidade na maioria das vezes. Outros leem bons livros. Raramente se ve alguem com uma "profunda" revista de fofocas nas maos.
A viagem passa rapido com a leitura. Levanta a cabeca de quando em vez pra desfrutar o verde da primavera e os raios de sol que logo logo desaparecerao no ainda distante outono. Chega no destino, ajuda a formar uma fila dentro do trem para o desembarque. Todos caminham na mesma direcao em passos rapidos e pesados. Parecem apostar corrida. Desce escadas ate chegar no metro novamente, agora numa outra cidade. Telas grandes despejam informacoes nas mentes aparentemente abobalhadas. Engolem tudo. Detlev nao sabe se entendem ou se apenas absorvem as informacoes. Entra novamente num metro, mas agora para uma viagem curta de uma estacao.
As portas se abrem e ele caminha mais uma vez pela escada. Na sua frente tres homens usando ternos pretos carregando maletas pretas na mao direita caminham no mesmo ritmo. Parecem estar num trilho imaginario. Farao o mesmo caminho de volta a tarde. Detlev esboca um sorriso maroto. Seu terno e cinza e ele carrega a pasta preta na mao esquerda. Seu ipod reproduz Guns & Roses - Estranged, e os riffs de guitarra massageiam sua alma.
Todos caminham pelo estacionamento em direcao ao parque. Detlev muda de direcao, meio que para tentar sair do trilho imaginario e fazer seu proprio caminho. Passa sob as arvores respirando o ar puro da primavera europeia. Atravessa a avenida rapidamente e percebe que um Porsche 912 preto, ano provavel 74, vem em sua direcao. Deseja o veiculo e entra no trabalho.
Detlev ainda tem salvacao.
Tuesday, April 21, 2009
Loucos
Düsseldorf (insanidade mental)
Quem algum dia já chamou alguém de louco ou foi assim chamado tem a obrigacao de ver esse video. Se isso nao se chamar LOUCURA, entao eu nao sei de mais nada.
Ah, um dos caras diz que isso se chama base jump... tá bom.
wingsuit base jumping from Ali on Vimeo.
Quem algum dia já chamou alguém de louco ou foi assim chamado tem a obrigacao de ver esse video. Se isso nao se chamar LOUCURA, entao eu nao sei de mais nada.
Ah, um dos caras diz que isso se chama base jump... tá bom.
wingsuit base jumping from Ali on Vimeo.
Enquanto isso...
Düsseldorf (mixidao)
... nas ruas de Jakarta, Indonésia, o simpático símio do Valentino Rossi desfilava calmamente pela cidade.
Beawiharta/Reuters
... nas ruas de Jakarta, Indonésia, o simpático símio do Valentino Rossi desfilava calmamente pela cidade.
Beawiharta/Reuters
Sunday, April 05, 2009
McLaren Bluetooth
Düsseldorf (cai o mundo em Sepang)
Recebi o email do meu amigo Ti Gui, louco pelo AC/DC.
Um cara (muito louco) desenvolve um controle remoto de carrinho de corrida no seu telefone usando Bluetooth, apenas por diversão.
Daí ele faz um vídeo com uma pista de corrida feita em um escritório. Publica isso na internet e quem vê o filme e responde para eles? A McLaren!
Daí o cara leva o controle lá eles adaptam no carro verdadeiro e veja só como ficou e quem pilota o carro.
O melhor de tudo é a cara do cidadão no final dos testes, pois ele não acredita no que fez.
Recebi o email do meu amigo Ti Gui, louco pelo AC/DC.
Um cara (muito louco) desenvolve um controle remoto de carrinho de corrida no seu telefone usando Bluetooth, apenas por diversão.
Daí ele faz um vídeo com uma pista de corrida feita em um escritório. Publica isso na internet e quem vê o filme e responde para eles? A McLaren!
Daí o cara leva o controle lá eles adaptam no carro verdadeiro e veja só como ficou e quem pilota o carro.
O melhor de tudo é a cara do cidadão no final dos testes, pois ele não acredita no que fez.
Sunday, March 29, 2009
2009 comeca do jeito que terminou 2008
Düsseldorf (homenagem ao Kroc or Die)

Eletrizante!!!
A BRAWN GP fez uma dobradinha histórica em Melbourne com Button e Barrichello no 1-2 seguido pela Toyota de Trulli.
E pensar que há pouco menos de 5 meses atrás Jenson Button exorcizava seu carro em chamas depois do final eletrizante em Interlagos.
Rubens se salvou da lambanca na largada onde ficou parado e depois causou um acidente. Ainda foi beneficiado pelo acidente estúpido entre Kubica e Vettel faltando 4 voltas para o fim ganhando o 2° lugar de brinde. O polaco foi afoito. Poderia ter esperado mais um pouco já que passaria de qualquer jeito. O alemao foi um idiota, segundo suas próprias palavras. Perderam o pódio.
As Toyotas, se nao fosse a punicao na classificacao, ameacariam a vitória da estreante. Chegaram em 3° com o italiano narigudo e 5° com Glock. Este com direito a uma ultrapassagem categórica pra cima do Alonso nas voltas finais.
Hamilton também fez uma excelente corrida. Saiu em 18° e quase belisca o pódio. Terminou em 4°. Um lucro enorme pra uma equipe desacreditada no início da temporada. Já Kovalainen...
Alonso, bom piloto que é, ficou ali na espreita, tentando de tudo e chegou em 6°. Tá bom demais pra quem nao passou para o Q3 e nao esperava muito da corrida. Ele já havia dito que só muitos acidentes com a entrada do safety-car poderia dar-lhe chance de pontos. Em condicoes normais, ficarao atrás nesse início de temporada.
Rosberguinho bem que tentou, mas os pneus macios acabaram com sua corrida no final. Foi ultrapassado por pelo menos 4 carros em menos de 2 voltas. Chegou em 7° quando poderia ter ido mais longe. Esse moleque já passou da hora de mostrar a que veio.
E o Buemi?! Evitou as várias confusoes e marcou seu 1° pontinho, logo no GP de estréia. Tio Didi Materschitz está feliz da Vida. E viva a Suica!
E a Ferrari?! Parece que os caras fazem o encontro anual Vroooom pra apagar da memória da equipe e pilotos tudo que aconteceu na temporada anterior. Um festival de trapalhadas na pista. Nao entendi o pit stop prematuro do Massa na segunda parada. O safety car acabara de sair da pista. Óbvio que ficaria atrás do pelotao e andando lento por estar mais pesado. Já Kimi, discreto como sempre, rodou sozinho e visitou os boxes 3 vezes antes de abandonar. Uma vergonha.
Nelsinho vinha bem, com uma estratégia correta aproveitando-se dos acidentes e confusoes. Ameacado por Rosberg, assustou-se, ferveu no freio e passou reto antes da primeira curva parando na brita. Disse depois que os freios ficaram loucos... sei. Comeca mal um ano chave na sua carreira. A paciência de Briatore nao será tao grande como em 2008.
Ross Brawn é mesmo um cara fora de série. Mesmo tendo comecado o desenvolvimento desde carro há 15 meses atrás, o que ele e sua equipe fizeram hoje chama-se História com H maiúsculo. Primeira fila, dobradinha com direito a vitória de ponta a ponta. Polêmicas envolvendo o difusor traseiro à parte, que Toyota e Williams também usam, a equipe já é a grande favorita para o título.
É melhor esperar mais 3 ou 4 corridas para se ter uma visao melhor da coisa, mas o carro gruda no chao de uma maneira impressionante. Bem nascido que é, numa temporada com testes proibidos, a chance das outras chegarem perto é dificultada.
Tomara que o Rubinho aprenda a largar e lembre-se mais uma vez que corre por uma equipe inglesa, com um chefe inglês, patrocinada por uma gigante inglesa (Virgin) e tendo Jenson UK Button como companheiro. Qualquer semelhanca com os anos em Maranello nao será mera coincidência...

Eletrizante!!!
A BRAWN GP fez uma dobradinha histórica em Melbourne com Button e Barrichello no 1-2 seguido pela Toyota de Trulli.
E pensar que há pouco menos de 5 meses atrás Jenson Button exorcizava seu carro em chamas depois do final eletrizante em Interlagos.
Rubens se salvou da lambanca na largada onde ficou parado e depois causou um acidente. Ainda foi beneficiado pelo acidente estúpido entre Kubica e Vettel faltando 4 voltas para o fim ganhando o 2° lugar de brinde. O polaco foi afoito. Poderia ter esperado mais um pouco já que passaria de qualquer jeito. O alemao foi um idiota, segundo suas próprias palavras. Perderam o pódio.As Toyotas, se nao fosse a punicao na classificacao, ameacariam a vitória da estreante. Chegaram em 3° com o italiano narigudo e 5° com Glock. Este com direito a uma ultrapassagem categórica pra cima do Alonso nas voltas finais.
Hamilton também fez uma excelente corrida. Saiu em 18° e quase belisca o pódio. Terminou em 4°. Um lucro enorme pra uma equipe desacreditada no início da temporada. Já Kovalainen...
Alonso, bom piloto que é, ficou ali na espreita, tentando de tudo e chegou em 6°. Tá bom demais pra quem nao passou para o Q3 e nao esperava muito da corrida. Ele já havia dito que só muitos acidentes com a entrada do safety-car poderia dar-lhe chance de pontos. Em condicoes normais, ficarao atrás nesse início de temporada.
Rosberguinho bem que tentou, mas os pneus macios acabaram com sua corrida no final. Foi ultrapassado por pelo menos 4 carros em menos de 2 voltas. Chegou em 7° quando poderia ter ido mais longe. Esse moleque já passou da hora de mostrar a que veio.
E o Buemi?! Evitou as várias confusoes e marcou seu 1° pontinho, logo no GP de estréia. Tio Didi Materschitz está feliz da Vida. E viva a Suica!
E a Ferrari?! Parece que os caras fazem o encontro anual Vroooom pra apagar da memória da equipe e pilotos tudo que aconteceu na temporada anterior. Um festival de trapalhadas na pista. Nao entendi o pit stop prematuro do Massa na segunda parada. O safety car acabara de sair da pista. Óbvio que ficaria atrás do pelotao e andando lento por estar mais pesado. Já Kimi, discreto como sempre, rodou sozinho e visitou os boxes 3 vezes antes de abandonar. Uma vergonha.
Nelsinho vinha bem, com uma estratégia correta aproveitando-se dos acidentes e confusoes. Ameacado por Rosberg, assustou-se, ferveu no freio e passou reto antes da primeira curva parando na brita. Disse depois que os freios ficaram loucos... sei. Comeca mal um ano chave na sua carreira. A paciência de Briatore nao será tao grande como em 2008.
Ross Brawn é mesmo um cara fora de série. Mesmo tendo comecado o desenvolvimento desde carro há 15 meses atrás, o que ele e sua equipe fizeram hoje chama-se História com H maiúsculo. Primeira fila, dobradinha com direito a vitória de ponta a ponta. Polêmicas envolvendo o difusor traseiro à parte, que Toyota e Williams também usam, a equipe já é a grande favorita para o título.
É melhor esperar mais 3 ou 4 corridas para se ter uma visao melhor da coisa, mas o carro gruda no chao de uma maneira impressionante. Bem nascido que é, numa temporada com testes proibidos, a chance das outras chegarem perto é dificultada.
Tomara que o Rubinho aprenda a largar e lembre-se mais uma vez que corre por uma equipe inglesa, com um chefe inglês, patrocinada por uma gigante inglesa (Virgin) e tendo Jenson UK Button como companheiro. Qualquer semelhanca com os anos em Maranello nao será mera coincidência...
Sunday, February 15, 2009
Nuri Bilge Ceylan
Düsseldorf (Herr Doktor... endlich!!!)

Nasceu em Istambul, Turquia, em 1959. Depois de se formar em Engenharia na Bosphorus University, estudou Cinema por dois anos na Mimar Sinan University. Ator, diretor, produtor e roteirista, fez seu primeiro curta-metragem, Koza, em 1995. Em 1997 realizou o primeiro longa, Kasaba. Com Mayis Sikintisi, de 1999, ganhou inúmeros prêmios, entre eles o de melhor filme no Festival de Ankara. Em 2002, concluiu Distante, vencedor do grande prêmio do júri no Festival de Cannes 2003 e integrante da seleção da 27ª Mostra. Climates (2006) foi exibido na 30ª Mostra.
Acontece que o turco era fotógrafo antes de virar diretor. Uma trajetória muito comum, aliás. Neste link aqui pode-se conferir várias chapas belíssimas dele.
Vou montar outro ßlog com minhas fotos desde Jun2004 quando a saga do Doutorado comecou. Aguardem!

Nasceu em Istambul, Turquia, em 1959. Depois de se formar em Engenharia na Bosphorus University, estudou Cinema por dois anos na Mimar Sinan University. Ator, diretor, produtor e roteirista, fez seu primeiro curta-metragem, Koza, em 1995. Em 1997 realizou o primeiro longa, Kasaba. Com Mayis Sikintisi, de 1999, ganhou inúmeros prêmios, entre eles o de melhor filme no Festival de Ankara. Em 2002, concluiu Distante, vencedor do grande prêmio do júri no Festival de Cannes 2003 e integrante da seleção da 27ª Mostra. Climates (2006) foi exibido na 30ª Mostra.
Acontece que o turco era fotógrafo antes de virar diretor. Uma trajetória muito comum, aliás. Neste link aqui pode-se conferir várias chapas belíssimas dele.
Vou montar outro ßlog com minhas fotos desde Jun2004 quando a saga do Doutorado comecou. Aguardem!
Monday, January 05, 2009
CNF-SAO-CDG-DUS
Düsseldorf (Feliz 2009 pra todo Mundo!)
De volta ao frio alemao. Lá fora a neve cai leve e solta a -1° C. Viva o inventor do edredom e do aquecedor.
Tenho medo de aviao. Na decolagem é pior, mas nao fico tranquilo enquanto nao ouco a reversao da turbina após o pouso. Até freio junto pra garantir.
Esses 3 vôos foram até tranquilos. Excecao feita a sacolejada gigante após 1:30h de viagem no trecho SAO-CDG, justo na aeronave grande. Entramos em nuvens carregadas, o bicho balancou pra um lado e pro outro, desceu perigosamente e estabilizou. Fiquei grudado na cadeira de olhos esbugalhados. Depois o piloto relatou o que acontecera. Nao podia subir por que havia outro aviao em cima da gente. Como assim?! Qual era a distância entre eles?! Havia algum perigo?!
Esse medo é oscilante. Já foi maior, mas também menor. Segundo um amigo meu, quanto mais responsabilidades temos, maior o medo de morrer... pode ser. Chego ao cúmulo de viajar com o cinto apertado o tempo todo e com o passaporte no bolso pra facilitar a identificacao em caso de acidentes. Loucura, eu sei.
E também divido minha Vida em ciclos determinados pelos vôos. Ao entrar num aviao, um ciclo acaba. O seguinte só comeca no destino. Durante a viagem estou em "trânsito". Fico avaliando o que já fiz até hoje, o que quero fazer e o sempre peco um pouco mais de Tempo no Planeta que estamos todos de passagem.
É engracado o comportamento padrao dos viajantes. Ficam horas dentro do aparelho, mas assim que o aviso de apertar os cintos desliga, um desespero inconsciente toma conta da maioria. Querem se levantar, pegar as bagagens em tempo recorde e esperar as pessoas da frente saírem do aviao. Tudo isso pra ficar esperando mais uma vez na frente da esteira. Os alemaes entao sao os mais desesperados pra pegar as malas. Quase entram dentro daquela cortininha que separa o início da esteira. Pegam seus pertences e saem vitoriosos. Como se comemorassem um gol do Bayern. Ou do Schalke. Doidos.
Um dos itens da minha lista pra 2009 é diminuir ou eliminar por completo esse medo retardado de voar. Vamos ver no que dá.
Inté.
De volta ao frio alemao. Lá fora a neve cai leve e solta a -1° C. Viva o inventor do edredom e do aquecedor.
Tenho medo de aviao. Na decolagem é pior, mas nao fico tranquilo enquanto nao ouco a reversao da turbina após o pouso. Até freio junto pra garantir.
Esses 3 vôos foram até tranquilos. Excecao feita a sacolejada gigante após 1:30h de viagem no trecho SAO-CDG, justo na aeronave grande. Entramos em nuvens carregadas, o bicho balancou pra um lado e pro outro, desceu perigosamente e estabilizou. Fiquei grudado na cadeira de olhos esbugalhados. Depois o piloto relatou o que acontecera. Nao podia subir por que havia outro aviao em cima da gente. Como assim?! Qual era a distância entre eles?! Havia algum perigo?!
Esse medo é oscilante. Já foi maior, mas também menor. Segundo um amigo meu, quanto mais responsabilidades temos, maior o medo de morrer... pode ser. Chego ao cúmulo de viajar com o cinto apertado o tempo todo e com o passaporte no bolso pra facilitar a identificacao em caso de acidentes. Loucura, eu sei.
E também divido minha Vida em ciclos determinados pelos vôos. Ao entrar num aviao, um ciclo acaba. O seguinte só comeca no destino. Durante a viagem estou em "trânsito". Fico avaliando o que já fiz até hoje, o que quero fazer e o sempre peco um pouco mais de Tempo no Planeta que estamos todos de passagem.
É engracado o comportamento padrao dos viajantes. Ficam horas dentro do aparelho, mas assim que o aviso de apertar os cintos desliga, um desespero inconsciente toma conta da maioria. Querem se levantar, pegar as bagagens em tempo recorde e esperar as pessoas da frente saírem do aviao. Tudo isso pra ficar esperando mais uma vez na frente da esteira. Os alemaes entao sao os mais desesperados pra pegar as malas. Quase entram dentro daquela cortininha que separa o início da esteira. Pegam seus pertences e saem vitoriosos. Como se comemorassem um gol do Bayern. Ou do Schalke. Doidos.
Um dos itens da minha lista pra 2009 é diminuir ou eliminar por completo esse medo retardado de voar. Vamos ver no que dá.
Inté.
Monday, November 17, 2008
A evolucao da Formula 1
Bochum (tá acabando mesmo... nem acredito!!!)
Impossível nao postar esse video que vi no ßlig do meu amigo Gomes mostrando como mudaram os carros desde 1950 até hoje.
Impossível nao postar esse video que vi no ßlig do meu amigo Gomes mostrando como mudaram os carros desde 1950 até hoje.
Wednesday, November 05, 2008
Lewis - o início
Bochum (tá acabando.... ALELOÉA!!!)
Foi assim que tudo comecou.
Nesse video, Hamilton já mostra foco e determinacao pra chegar onde chegou.
E dizem que durante a entrega de um prêmio feito por Ron Dennis, Lewis, do alto de seus 12 anos, recebeu o prêmio, apertou a mao do chefao da McLaren e disse que um dia pilotaria pra ele.
Foi assim que tudo comecou.
Nesse video, Hamilton já mostra foco e determinacao pra chegar onde chegou.
E dizem que durante a entrega de um prêmio feito por Ron Dennis, Lewis, do alto de seus 12 anos, recebeu o prêmio, apertou a mao do chefao da McLaren e disse que um dia pilotaria pra ele.
Monday, November 03, 2008
Interlagos entra pra História
Bochum (até agora nao acredito no que vi)
Paulo Gilham/Getty Images

Massa ganhou mas nao levou. Vettel dava o título para o brasileiro até os últimos metros da última volta, quando Timo Glock, sem pneus e condicoes de segurar o carro na pista, devolveu o caneco pra ilha da Rainha.
Uma final eletrizante, melhor ainda que no ano passado. Massa fez sua parte, fez a terceira pole seguida no Brasil e venceu categoricamente. O resto seria milagre. Que quase aconteceu. O raio quase caiu duas vezes no mesmo lugar.
Vanderlei Almeida/Getty Images

Lewis leva o título merecidamente e se torna agora o mais jovem campeao de todos os tempos. O primeiro "de cor" com uma história belíssima de superacao e dedicacao desde os 8 anos de idade.
A McLaren, que nao ganhava um campeonato de pilotos desde 1999 com Mika Hakkinen, foi do céu ao inferno para ir ao delírio nos metros finais da corrida.
E à Ferrari, restou o consolo do caneco de construtores sobre sua maior rival. Pagou pelos erros bisonhos ao longo do ano, especialmente Silverstone, o estouro do motor de Felipe na Hungria com a corrida ganha, e a trapalhada-mor em Cingapura.
Ano que vem tem mais. Muito mais. Acho que será mais disputado ainda do que foram 2007 e 2008 com as duas Ferrari, Hamilton, Alonso e sua agora rápida Renault, Kubica (se os alemaes da BMW deixarem) e Vettel, se a Red Bull acertar a mao no carro.
Dos demais, em 2009 Nelsinho terá a última chance de dizer a que veio, Di Grassi (se entrar mesmo na Honda) vai mostrar por que merece estar lá e a Toyota pode comecar a sonhar com a primeira vitória (se nao meter os pés pelas maos como fez de 2005 pra 2006). O resto fará figuracao de luxo.
ps1: as BMW nunca fizeram tanta falta quanto hoje. Se pelo menos uma repetisse o desempenho do ANO INTEIRO, Felipe sairia campeao. mas um campeonato nao se ganha ou se perde em apenas uma corrida, já disse o poetinha, e 7 pontos era muita coisa pra tirar num dia só.
Massa termina o ano como campeao moral. É coisa de perdedor sim, mas ano que vem vai fazer uma diferenca imensa na Vida desse moleque aos olhos do resto do Mundo.
ps2: ano que vem a corrida em Interlagos deveria ter apenas 70 voltas...
Paulo Gilham/Getty Images

Massa ganhou mas nao levou. Vettel dava o título para o brasileiro até os últimos metros da última volta, quando Timo Glock, sem pneus e condicoes de segurar o carro na pista, devolveu o caneco pra ilha da Rainha.
Uma final eletrizante, melhor ainda que no ano passado. Massa fez sua parte, fez a terceira pole seguida no Brasil e venceu categoricamente. O resto seria milagre. Que quase aconteceu. O raio quase caiu duas vezes no mesmo lugar.
Vanderlei Almeida/Getty Images

Lewis leva o título merecidamente e se torna agora o mais jovem campeao de todos os tempos. O primeiro "de cor" com uma história belíssima de superacao e dedicacao desde os 8 anos de idade.
A McLaren, que nao ganhava um campeonato de pilotos desde 1999 com Mika Hakkinen, foi do céu ao inferno para ir ao delírio nos metros finais da corrida.
E à Ferrari, restou o consolo do caneco de construtores sobre sua maior rival. Pagou pelos erros bisonhos ao longo do ano, especialmente Silverstone, o estouro do motor de Felipe na Hungria com a corrida ganha, e a trapalhada-mor em Cingapura.
Ano que vem tem mais. Muito mais. Acho que será mais disputado ainda do que foram 2007 e 2008 com as duas Ferrari, Hamilton, Alonso e sua agora rápida Renault, Kubica (se os alemaes da BMW deixarem) e Vettel, se a Red Bull acertar a mao no carro.
Dos demais, em 2009 Nelsinho terá a última chance de dizer a que veio, Di Grassi (se entrar mesmo na Honda) vai mostrar por que merece estar lá e a Toyota pode comecar a sonhar com a primeira vitória (se nao meter os pés pelas maos como fez de 2005 pra 2006). O resto fará figuracao de luxo.
ps1: as BMW nunca fizeram tanta falta quanto hoje. Se pelo menos uma repetisse o desempenho do ANO INTEIRO, Felipe sairia campeao. mas um campeonato nao se ganha ou se perde em apenas uma corrida, já disse o poetinha, e 7 pontos era muita coisa pra tirar num dia só.
Massa termina o ano como campeao moral. É coisa de perdedor sim, mas ano que vem vai fazer uma diferenca imensa na Vida desse moleque aos olhos do resto do Mundo.
ps2: ano que vem a corrida em Interlagos deveria ter apenas 70 voltas...
Thursday, October 30, 2008
Senna Campeao - 20 anos atrás
Bochum (nao prometo mais nada)
Exatamente hoje fazem 20 anos que Ayrton Senna da Silva, meu primo distante e de metade do Brasil incluindo o Presidente, sagrou-se campeao mundial de Formula 1 no circuito de Suzuka no Japao.
Tinha 14 anos e me lembro muito bem dessa fantástica madrugada. Galvao Bueno narra a volta final com muita emocao e sem os exageros de hoje.
Impossível nao se emocionar.
Exatamente hoje fazem 20 anos que Ayrton Senna da Silva, meu primo distante e de metade do Brasil incluindo o Presidente, sagrou-se campeao mundial de Formula 1 no circuito de Suzuka no Japao.
Tinha 14 anos e me lembro muito bem dessa fantástica madrugada. Galvao Bueno narra a volta final com muita emocao e sem os exageros de hoje.
Impossível nao se emocionar.
Friday, October 17, 2008
What do you think?!
Düsseldorf (Paris vem aí!)
Toru Hanai, Reuters

O que você pensa das polêmicas manobras ocorridas no GP do Japao domingo passado envolvendo Hamilton na largada, depois o toque do Massa no inglês e por último o encontro do brasileiro com Bourdais na saída dos pits?!
Veja tudo de novo em vários ângulos aqui. Videos oficiais da Formula 1 Management, vulgo FOM, do baixinho, esperto e bilionário Bernie Ecclestone.
Toru Hanai, Reuters

O que você pensa das polêmicas manobras ocorridas no GP do Japao domingo passado envolvendo Hamilton na largada, depois o toque do Massa no inglês e por último o encontro do brasileiro com Bourdais na saída dos pits?!
Veja tudo de novo em vários ângulos aqui. Videos oficiais da Formula 1 Management, vulgo FOM, do baixinho, esperto e bilionário Bernie Ecclestone.
Tuesday, October 07, 2008
Rotina
Bochum (voltando aos poucos...)
O despertador agora toca no mesmo horário, em intervalos de 8 minutos. Na terceira vez é desligado. Mais dois minutos na cama e se levanta rumo ao banheiro. Percebe os sinais da idade. Alguns raios brancos nas pestanas e as primeiras olheiras. Escova os dentes. Lava as maos e o rosto com água fresca, enxuga com a toalha de banho ainda úmida da mulher, sentindo seu cheiro. Rola o desodorante nas axilas, borifa perfume francês no peito e no pescoco e abre a porta.
Sua roupa o espera na poltrona vermelha. Cueca, meia, blusa, calca, pulover. Aperta o cinto. Ainda nao está gordo, mas a barriga vai ficando saliente. Foi-se o tempo em que emagrecia correndo apenas 3 vezes numa semana. Nao está cansado, apenas se acostumando com a nova rotina.
Volta ao quarto pra buscar a carteira, moedas e protetor labial. Isso é bom no frio. Sua mulher dorme calmamente. Já na sala, pega as frutas e a mochila. Confere o computador. Dobra sua toalha e a coloca no secador. Depois de vários beijos nela e um "depois te ligo", fecha a porta e encara o casaco. As chaves saem do gancho em direcao à fechadura. Fecha a porta, confere a correspondência automaticamente, mesmo sabendo nao encontrar nada. A pesada porta bate.
Uma chuva fina molha as ruas e calcadas frias. Isso é Alemanha! Às 7:43 é o metrô ideal, mas pegar o de 7:37 nao é má idéia. As pessoas seguem caladas, algumas lendo, outras ouvindo música digital. Cada um em seu próprio mundo, sem se importar com o resto, aparente mente. Cada um imerso em sua rotina diária.
Na estacao, o vai-e-vem contínuo de pessoas que parecem autômatos sedentos por trens. Uns andam rápido, atrasados, outros devagar, pontuais. Uma enxurrada humana escorre pelas escadas. Algum trem regional acabara de chegar. Nao há espaco para subir. Espera-se, quando o Tempo está a favor. Luta-se contra a correnteza, quando é desfavorável.
Croissants, cafés, sanduíches, brezels, wursts, iogurtes, sucos, tudo isso é vendido. Antídotos contra o sono que teima em controlar sua mente. Ler um livro é uma boa opcao. Pode-se dormir após algumas linhas ou espantar o cansaco quando o texto é interessante. Este é o caso. Dormir de dia é pra vampiro.
O mesmo silêncio irritante continua no vagao. Excecao feita à América Latina que nao para de falar. Pelo menos hoje estava de posse de bons livros. E um laptop também, adiantando o trabalho acumulado.
Nao há nuvens e o sol brilha forte. Tampouco há frio, em pleno outono europeu. O clima está louco mesmo. E as acoes se seguem repetidamente. De estacao em estacao. Pessoas entrando e saindo. Sentando e se levantando. Comendo, lendo e ouvindo. Até chegar no destino. Caminha-se pouco. As máquinas ajudam muito a agilizar a Vida "moderna". Um sobe e desce sem fim. Abre-fecha portas em igual proporcao. Até que, finalmente, entra-se num elevador, gira-se uma chave e aperta-se um botao que faz ligar uma tela.
E a grande maioria dos autômatos do trem fazem o mesmo neste momento. Nao sem antes tomar um café, após apertar um botao pra ligar a máquina e abrir a porta da geladeira pegando um leite.
E pensar que todo esse movimento contrário se repetirá no fim da tarde deste dia. E amanha comecamos tudo novamente.
A isto, chamamos todos de Vida.
O despertador agora toca no mesmo horário, em intervalos de 8 minutos. Na terceira vez é desligado. Mais dois minutos na cama e se levanta rumo ao banheiro. Percebe os sinais da idade. Alguns raios brancos nas pestanas e as primeiras olheiras. Escova os dentes. Lava as maos e o rosto com água fresca, enxuga com a toalha de banho ainda úmida da mulher, sentindo seu cheiro. Rola o desodorante nas axilas, borifa perfume francês no peito e no pescoco e abre a porta.
Sua roupa o espera na poltrona vermelha. Cueca, meia, blusa, calca, pulover. Aperta o cinto. Ainda nao está gordo, mas a barriga vai ficando saliente. Foi-se o tempo em que emagrecia correndo apenas 3 vezes numa semana. Nao está cansado, apenas se acostumando com a nova rotina.
Volta ao quarto pra buscar a carteira, moedas e protetor labial. Isso é bom no frio. Sua mulher dorme calmamente. Já na sala, pega as frutas e a mochila. Confere o computador. Dobra sua toalha e a coloca no secador. Depois de vários beijos nela e um "depois te ligo", fecha a porta e encara o casaco. As chaves saem do gancho em direcao à fechadura. Fecha a porta, confere a correspondência automaticamente, mesmo sabendo nao encontrar nada. A pesada porta bate.
Uma chuva fina molha as ruas e calcadas frias. Isso é Alemanha! Às 7:43 é o metrô ideal, mas pegar o de 7:37 nao é má idéia. As pessoas seguem caladas, algumas lendo, outras ouvindo música digital. Cada um em seu próprio mundo, sem se importar com o resto, aparente mente. Cada um imerso em sua rotina diária.
Na estacao, o vai-e-vem contínuo de pessoas que parecem autômatos sedentos por trens. Uns andam rápido, atrasados, outros devagar, pontuais. Uma enxurrada humana escorre pelas escadas. Algum trem regional acabara de chegar. Nao há espaco para subir. Espera-se, quando o Tempo está a favor. Luta-se contra a correnteza, quando é desfavorável.Croissants, cafés, sanduíches, brezels, wursts, iogurtes, sucos, tudo isso é vendido. Antídotos contra o sono que teima em controlar sua mente. Ler um livro é uma boa opcao. Pode-se dormir após algumas linhas ou espantar o cansaco quando o texto é interessante. Este é o caso. Dormir de dia é pra vampiro.
O mesmo silêncio irritante continua no vagao. Excecao feita à América Latina que nao para de falar. Pelo menos hoje estava de posse de bons livros. E um laptop também, adiantando o trabalho acumulado.
Nao há nuvens e o sol brilha forte. Tampouco há frio, em pleno outono europeu. O clima está louco mesmo. E as acoes se seguem repetidamente. De estacao em estacao. Pessoas entrando e saindo. Sentando e se levantando. Comendo, lendo e ouvindo. Até chegar no destino. Caminha-se pouco. As máquinas ajudam muito a agilizar a Vida "moderna". Um sobe e desce sem fim. Abre-fecha portas em igual proporcao. Até que, finalmente, entra-se num elevador, gira-se uma chave e aperta-se um botao que faz ligar uma tela.
E a grande maioria dos autômatos do trem fazem o mesmo neste momento. Nao sem antes tomar um café, após apertar um botao pra ligar a máquina e abrir a porta da geladeira pegando um leite.E pensar que todo esse movimento contrário se repetirá no fim da tarde deste dia. E amanha comecamos tudo novamente.
A isto, chamamos todos de Vida.
Tuesday, July 29, 2008
Los Quemagomas - GP Silverstone 2008
Düsseldorf (quente, ventilador ligado)
Conheci essa série animada através do ßlog F1 Grand Prix e aqui reproduzo.
Vou procurar outras sátiras dos GPs passados. Divirtam-se.
Conheci essa série animada através do ßlog F1 Grand Prix e aqui reproduzo.
Vou procurar outras sátiras dos GPs passados. Divirtam-se.
Tuesday, July 22, 2008
Anões do Mundo (2)
Düsseldorf (19° C, esquentando)
Foi só eu criar a sessao dos Anões do Mundo e um representante da turma virou destaque, pelo menos na Inglaterra.
Em Newcastle, Lee Kildare, o anao-larápio, ajudava ladroes ingleses a roubar casas.
Quem sabe se eu inventar uma coluna no ßlog sobre política brasileira algo acontece na terrinha?!
A dica foi do anônimo, vulgo Leo Kroc.
Foi só eu criar a sessao dos Anões do Mundo e um representante da turma virou destaque, pelo menos na Inglaterra.
Em Newcastle, Lee Kildare, o anao-larápio, ajudava ladroes ingleses a roubar casas.
Quem sabe se eu inventar uma coluna no ßlog sobre política brasileira algo acontece na terrinha?!
A dica foi do anônimo, vulgo Leo Kroc.
Rossi x Stoner
Düsseldorf (verao de 13° C com chuva...)
Quem nao viu domingo passado veja aqui. Quem já viu, veja de novo.
Valentino mostrou por que é 7 vezes campeao mundial domando Stoner numa Ducati-foguete com sua Yamaha mais lenta. Uma batalha que já virou épica.
Rossi foi pura ousadia, agressividade e perícia nas curvas de Laguna Seca, onde ele nunca havia vencido. A Casey, restou reclamar dos excessos do italiano em algumas manobras e a culpar-se pela impaciência de nao conseguir vencer com uma moto mais rápida.
Acabou caindo sozinho e dando adeus à vitória.
Tiraram o video do ar, mas achei outro aqui.
Quem nao viu domingo passado veja aqui. Quem já viu, veja de novo.
Valentino mostrou por que é 7 vezes campeao mundial domando Stoner numa Ducati-foguete com sua Yamaha mais lenta. Uma batalha que já virou épica.
Rossi foi pura ousadia, agressividade e perícia nas curvas de Laguna Seca, onde ele nunca havia vencido. A Casey, restou reclamar dos excessos do italiano em algumas manobras e a culpar-se pela impaciência de nao conseguir vencer com uma moto mais rápida.
Acabou caindo sozinho e dando adeus à vitória.
Tiraram o video do ar, mas achei outro aqui.
Friday, July 18, 2008
Anões do Mundo (1)
Düsseldorf (um kilo de Lecithin, por favor)
Gosto dos anões. Acho engracado e simpático o modo como levam a Vida. Nunca soube de ninguém que presenciou o enterro de um deles. este é, aliás, um dos mistérios da Humanidade.
Quando vejo um na rua, tenho vontade de fotografar. os dois dessa série inaugural foram "capturados" pelas minhas lentes este ano.
O primeiro foi clicado em Paris, em frente à Eglisé de Saint Laurent no Boulevard Magenta, perto da Gare du Nord. Anao chique, que fala francês. Era um chato. Perguntei se poderia tirar uma foto. Disse que nao pedindo $$$. Falei que nao daria. Tirei a foto sem ele ver do mesmo jeito.

Já o simpático anaozinho alemao (anao já é um cara que nao cresceu. O que seria um anaozinho entao?!) foi "capturado" em Heidelberg, voltando de Rothemburg ob der Tauber, a cidade mais medieval da Alemanha. As duas sao um espetáculo à parte. Nao conversei com ele, apesar de trabalhar nas lojinhas ao redor da catedral evangélica no centro da cidade, mas me pareceu tranquilo e sereno. Pouco se importava com seu tamanho. Apenas fazia seu trabalho numa tarde de domingo no verao europeu.
Gosto dos anões. Acho engracado e simpático o modo como levam a Vida. Nunca soube de ninguém que presenciou o enterro de um deles. este é, aliás, um dos mistérios da Humanidade.
Quando vejo um na rua, tenho vontade de fotografar. os dois dessa série inaugural foram "capturados" pelas minhas lentes este ano.
O primeiro foi clicado em Paris, em frente à Eglisé de Saint Laurent no Boulevard Magenta, perto da Gare du Nord. Anao chique, que fala francês. Era um chato. Perguntei se poderia tirar uma foto. Disse que nao pedindo $$$. Falei que nao daria. Tirei a foto sem ele ver do mesmo jeito.
Já o simpático anaozinho alemao (anao já é um cara que nao cresceu. O que seria um anaozinho entao?!) foi "capturado" em Heidelberg, voltando de Rothemburg ob der Tauber, a cidade mais medieval da Alemanha. As duas sao um espetáculo à parte. Nao conversei com ele, apesar de trabalhar nas lojinhas ao redor da catedral evangélica no centro da cidade, mas me pareceu tranquilo e sereno. Pouco se importava com seu tamanho. Apenas fazia seu trabalho numa tarde de domingo no verao europeu.
Assuntos:
europa,
fotografia,
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series
Tuesday, July 01, 2008
Faz tempo....
Düsseldorf (viva Jane & Guido!!!)
Faz tempo que nao escrevo nada. Dá saudade, tava num ritmo bom. Acabei parando pra terminar a bendita tese. Acabei nao terminando agora, mas daqui há dois meses.
Calma que vamos aos poucos reaquecendo as turbinas. Nesse final de semana tem F1 em Silverstone e a Vida continua, independente disso.
Vou voltar a postar como gostaria, diariamente.
Faz tempo que nao escrevo nada. Dá saudade, tava num ritmo bom. Acabei parando pra terminar a bendita tese. Acabei nao terminando agora, mas daqui há dois meses.
Calma que vamos aos poucos reaquecendo as turbinas. Nesse final de semana tem F1 em Silverstone e a Vida continua, independente disso.
Vou voltar a postar como gostaria, diariamente.
Sunday, June 01, 2008
Pilotando um Formula 1
Düsseldorf (domingo dá tempo)
Essa ótima reportagem do programa inglês "Top Gear" com o Richard Hammond. O cara ganha a chance única de pilotar um F-1. Completa apenas duas voltas e parece que ganhou o campeonato. E Richard pode ser considerado um piloto, já que sua Vida é testar carros no programa.
Parece ser fácil né! Imagina nas ruas de Mônaco com o Mundo inteiro assistindo e uma pressao gigantesca nas suas costas entao.
Video enviado pelo don Gomes.
Essa ótima reportagem do programa inglês "Top Gear" com o Richard Hammond. O cara ganha a chance única de pilotar um F-1. Completa apenas duas voltas e parece que ganhou o campeonato. E Richard pode ser considerado um piloto, já que sua Vida é testar carros no programa.
Parece ser fácil né! Imagina nas ruas de Mônaco com o Mundo inteiro assistindo e uma pressao gigantesca nas suas costas entao.
Video enviado pelo don Gomes.
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