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Sunday, October 31, 2010

Pelé 70

Beagá (é 13 na cabeca!)

No último dia 23 Edson Arantes do Nascimento completou 70 primaveras. Nao gosto dele como pessoa, mas o Pelé é incontestávelmente o melhor de todos os tempos, passados e futuros.

Como o próprio mesmo disse, em ataque de modéstia "Como na música só há um Sinatra e um Beethoven, nas artes so houve um Michelangelo, no futebol só existe um Pelé."

Além da habilidade e talento natural Pelé possuia um fisíco extraordinário. Já li uma vez que seu coracao batia apenas 45 vezes em repouso enquanto uma pessoa normal necessita de 65 a 70.

O Santos dos anos 60 era uma máquina de fazer gols chegando por várias vezes a ultrapassar a marca de mais de 330 tentos no ano. Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Quem nao sabe de cor e salteado esse ataque?!

Guidao, o melhor Pai do Mundo, conta que num certo jogo o Vasco vencia o Santos por 2x0 até o finzinho do jogo. Mas em poucos minutos Pelé marcou dois empatando a partida pra assombro de todos. Nos vestiários, em entrevista, disse "Muito prazer, eu sou o Rei."

E Cesar Menotti, jogador e treinador do Boca Jrs. e selecao argentina disse que pra Maradona ser Pelé lhe faltavam três Copas e fazer mil gols.

O que eu lembro de Pelé?! Dos lances na Copa de 70, principalmente. Aquele chute do meio do campo contra a Tchecoslováquia quase marcando levando o goleirao do Galo na época Marzukiévski a loucura. Daquela finta no goleiro uruguaio deixando a bola passar e chutando ao gol com a bola passando rente ao poste. Da rebatida de primeira após um tiro de meta mal batido na mesma semi-final contra o Uruguay. Da cabecada certeira, subindo no 3º andar pra se encontrar com a bola cruzada pelo Rivelino abrindo o placar na final. Do passe milimétrico para o Capitao Torres, ao receber de frente pro gol uma bola do Tostao, e Carlos Alberto fuzilar o gol italiano decretando 4x1 e o TRI.

Neste site encontrei uma galeria interessante de fotos e capturei essa com o coracao de suor formado no peito.


Mas me lembro de lances da Copa de 58, de alguns gols e sempre daquele chapéu no beque sueco, quase dentro da pequena área, marcando aos 17 anos seu gol na final. O zagueirao escandinavo disse que "depois do quinto gol eu queria era aplaudi-lo".

E recordo dos lances espetaculares e gols de bicicleta de Pelé no Cosmos de New York na primeira tentativa séria dos americanos de fazer o esporte mais popular do Mundo pegar nos States.

Mas Pelé se envolveu em algumas confusoes, negociatas escusas e outras polêmicas. Seu filho e ex-goleiro santista que o diga.

O que impressiona é como um atleta que há muito tempo atrás pendurou as chuteiras sempre conseguiu estar em evidência, a ser uma imagem do craque futebolístico, a vender o sonho do menino pobre que alcancou o sucesso e virou lenda viva.


A Pelé todas as nossas reverências pelo esportista que foi. Já o homem Édson...