Tuesday, September 27, 2011

Joaíma na França

Saarbrücken (escrever é mais fácil do que vender tijolos)

Estou aqui estacionado num hotel, a 800 metros da fronteira com a França, onde levanto velas amanha rumo à Baden Württemberg, mais especificamente, Kehl.

Como a barriga cresce enquanto o corpo padece, sempre tento dar umas corridas por aí. Especialmente em lugares onde jamais pisei antes. Em Saarbrücken costumo ficar perto do centro, da Altstadt, mas dessa vez, por algum motivo, a cidade está lotada. Achei esse, afastado, mas aconchegante.

Tendo uma floresta como ponto de referência, saí trotando e brigando com meu Polar que nao funciona mais. Passei por alguns restaurantes chegando numa rotatória com uma placa onde se lia "France". Nao prestei a atencao antes, mas logo após cruzar a linha imaginária entre os dois países o idioma mudou automaticamente. Como um canal de TV. Os carros deixaram de ser Audis, BMWs, VWs e Opels para se transformarem em Renaults, Citröens e Peugeots. Incrível isso.

Peguei uma viela ao lado da cerca de um parque, que depois percebi ser um cemitério, e fui subindo a ruazinha do bairro. No lado francês a cidade muda de nome pra Stiring-Wendel, ainda sob forte influência germânica, apesar de veículos e linguajar.

Stiring-Wendel (Moselle), Häuserzeile im Ortsteil Verrerie Sophie (Quelle: © die argelola regiofactum)

Me senti numa cidezinha do interior do Brasil, talvez de um Brasil que nao exista mais. Algumas criancas brincavam na rua. Maes faziam caminhadas com seus caes. Três moleques, cada um com sua mobilete, confabulavam um plano secreto. Mais a frente um Renault branco para, engata ré e dois jovens conversam. Poderiam estar apenas chegando o movimento noturno, passando a mercadoria e recebendo o montante, mas nao. Nesse bairro-cidade nao. Comentavam apenas da vizinha, colega de trabalho. As janelinhas de madeira, todas abertas, deixavam um pedacinho daquele cotidiano francês transparecer. Senti cheiro de grama cortada, novinha. De alho também ao passar perto duma cozinha. Imaginei o coelho assado com ervas marinando, esperando o marido chegar.

A curiosidade foi aumentando, indiretamente proporcional ao fôlego, mas segui em frente. Tudo simples e bem cuidado. Carros sob garagens pequenas, para uma unidade apenas. Um pai chamou a filha travessa que se escondia atrás do cortador de grama. Um trator estacionado mostrava orgulhoso a terra fresca em suas pás e arados.

Me lembrei de Joaíma, a princesinha do Vale do Jequitinhonha em Minas Gerais. Minha tia Vânia e meus primos moraram boa parte de suas Vidas ali. Era uma graça de cidade, bem cuidada e arborizada. Tinha parquinho na praca principal, igreja na praca grande com duas bombas de gasolinha ao fundo. Era a descida pro Ipê, o clube campestre da cidade. Passava-se pela ponte de madeira do Anta Podre, curvava-se a esquerda e em frente a Cooperativa encarávamos a subida até o Olímpo. Na volta quase sempre rolava carona.


Ali a Vida era simples e rica ao mesmo tempo. Claro que alguns poucos fazendeiros eram pontos fora da curva, faziam política, mas zelavam pelo bem estar de todos. Os prefeitos nao roubavam e as famílias tradicionais alternavam no poder. Seu Nondas cuidava melhor do parquinho do que da própria casa. E a Momoça passava de quando em vez vendendo rosquinhas de leite condensado ou apenas pedindo uma banana pra matar o que a incomodava.

No Natal todos corríamos atrás das caminhonetes com papais noéis jogando balas e chocolates. Nas chuvas de verao, quantos foram mesmo?, a varanda molhada virava pista pra escorregar com a barriga. E as enchorradas lavavam nossas almas quando nelas nos deitávamos. As maiores preocupacoes eram evitar que o sorvete derretesse antes de acabar, chegar no parquinho tarde demais, perder carona pro Ipê na ida - na volta era catástrofe - e ir todo bonitao para o Domingo Alegre.

As viagens comecavam ao lado do meu avô e xará Pedro no ônibus da Gontijo. E acabavam do mesmo jeito após 30 a 40 dias de férias e toneladas de experiências vividas e estórias pra contar. Acho que vou parar por aqui já que os olhos estao marejados.

Mas voltando à França, vi aqui hoje uma ligaçao com esse passado da minha infância. Apesar das alegrias vividas e lembraças, fico triste em saber que no Brasil hoje em dia raros sao esses lugares tao comuns por aqui.

Monday, September 26, 2011

Radio Truta

Düsseldorf (Nelson Rodrigues me espera)

A banda do melhor guitarrista do Brasil, Leo Lachini, lancou clip novo faz um tempo atrás. Esqueci de postar.

André é o vocalista circense que estudou Eng. Civil comigo na FUMEC. Danilo o baixista e o batera é gente boa, mas me esqueci como se chama.

Som na caixa, em HD.

Facebook vs. Google

Düsseldorf (volta logo xuxuca...)

Nao, nao vou escrever sobre mais um round da luta pelo domínio da internet. Falarei brevemente da minha experiência no FB e as consequências que este espaco vem sofrendo.

Já há algum tempo venho postando uma foto por dia, às vezes falha, no FB neste perfil aqui. A sensacao de estar escrevendo algo lá, de interacao, etc. acaba me tomando preciosos minutos que antes eram dedicados ao Truta.

Fui mais uma vez na Oktoberfest sábado passado. E na volta passei pelo IAA, o Salao do Automóvel em Frankfurt. Dois textos prontos na minha cabeca, mas que nao saíram do papel... ainda. Mas nao será hoje.

Escrevo apenas pra nao acharem que isso aqui virou uma casa abandonada. Escovarei os dentes e lerei algumas páginas de "Night Train", biografia do Sonny Liston escrita pelo Nick Tosches. Liston foi a vítima que sofreu as pancadas impiedosas do entao Cassius Clay, jovem promessa do boxe americano. Viria a se tornar lenda do esporte e ficar conhecido como Mohammed Ali.

Recomendo passar pelo meu perfil no FB. As fotos estao fabulosas, modéstia à parte.

Inté.

Sunday, September 11, 2011

11.09.11

Düsseldorf (sopa de batata é bom pra enxaqueca)

Coloquei o capacete no cabide e me sentei pra ver os emails. Sr. Jeronymo havia saido para uma "volta na área". Aquele burburinho de escritório de obra cheio e movimentado me agradava. Naquela manha úmida e nublada, nada de especial havia ocorrido até entao.

Nogueira, vulgo Nonô do Pipa, fumava seu décimo cigarro e passava as maos no cabelo. Da testa até o fim como se penteasse com as maos. Estava nervoso com o andamento da medicao do mês.

Jaime, sentado com as pernas cruzadas, apenas observava o chororô de um empreiteiro na mesa ao lado. Diniz da Condil implorava ao outro Jeronymo, o paraguaio, para que ele o pagasse antecipadamente no final daquela semana. Diabolicamente, o paraguaio dizia ser impossível.

Johnny Rambone chega discutindo com Dolfinho. Os dois eram uma espécie de Batman e Robin. Uma relacao de Amor e Ódio hilária de se ver. Cada um dono da sua própria razao. Eram irredutíveis nas decisoes tomadas. A nao ser que viesse uma ordem de cima. Enfiavam o rabo entre as pernas e acatavam calados.

De cima quem falava era o Gilson, vulgo Pinga. Maluco de jogar pedra em aviao e sair correndo atrás pra ver se caiu mesmo, era o gerentao do escritório de gerenciamento de obras e fiscalizacao da MBR, Mineracoes Brasileiras Reunidas, em Vargem Grande (MG). Tirava sarro com tudo e todos. Fazia piada com a Maria do café, o Teteco do almox., o Ademir da manutencao e até do Juarez, o temido diretor.

A rádio cuspia notícias esparsas separadas por melodias despercebidas. Naquele zum zum da manha, pouca gente percebeu quando interromperam a transmissao para um plantao extraordinário. Falavam sobre um aviao que teria possivelmente se chocado com uma das torres gêmeas no World Trade Center em Nova Iorque.

O paraguaio, acho, que se sentava perto do rádio e dava notícia de tudo, deu o grito. Colou o ouvido no autofalante e chamou a turma pra ouvir. Alguns ignoraram. Outros levantaram uma orelha enquanto continuavam fazendo o que faziam. Dois ou três se aproximaram dele e se sentaram em frente pra acompanhar a transmissao.

A confirmacao do até entao acidente veio seguida de outra notícia ainda mais inverossímel: outro aviao havia explodido na segunda torre do WTC. Dessa vez, todas as cameras de TV do mundo registraram as imagens. Sem TV por perto pra acompanhar, agora todos no escritório ficaram ouvindo as notícias cada vez mais absurdas.

Um terceiro aviao havia caído no Pentagono. Onde?! Sim, lá mesmo. A sede da "inteligência" militar americana. O país estava vulnerável e em estado de choque. O mundo ficou incrédulo.

O aviao número 4 tinha como destino a Casa Branca ou o Capitólio, em Washington. Cacas americanos chegaram há tempo e o derrubaram num descampado na Pennsilvânia. Bush estava a salvo, pensaram alguns.

Deu meio dia. Pegamos um Gol bolinha e fomos ao Pico almocar. No caminho, silêncio e espanto. No refeitório, a peaozada mal conseguia comer. Alguns faziam gestos mecânicos com o garfo indo em direcao a boca enquanto acompanhavam as imagens na única TV do local. Todos meio estupefatos acabaram se esquecendo por alguns minutos sobre suas funcoes, atividades, profissoes e que raio faziam ali naquele momento.

Nao era possível haverem ocorrido quatro acidentes aéreos no mesmo dia. A palavra TERRORISMO percorreu os quatro cantos do Globo como rastilho de pólvora. Nas montanhas afegas de Tora Tora um certo saudita barbudo esfregava as maos com satisfacao nos olhos.

A política externa americana conhecia e sofria em casa um contra-ataque esmagador, invisível, imprevisível. Ficaram impotentes e só puderam reagir instintivamente. Com apoio militar e popular incondicional.

 ”If ‘justice’ for the victims of 9/11 entails killing a man called Osama Bin Laden, what would justice for one million dead Iraqis entail? — Jody McIntyre

Dez anos, duas guerras, centenas de milhares de mortos e trilhoes de dólares gastos depois, todos conhecemos os resultados. Aqui uma análise completa, mas nao muito imparcial, feita pelo grupo Folha.

As perguntas que faco, além da que foi feita na reportagem acima, sao:
1. O que mudou no Iraque passados 10 anos do 11 de Setembro?!
2. Como está a Vida das pessoas no Afeganistao 10 anos após os atentados?!
3. O quanto cresceu a conta bancária de empresas americanas como Halliburton, Kellog Brown Root e outras que participaram da reconstrucao dos dois países atacados?!

Muitos dizem que o atentado é uma farsa criada pelos próprios americanos para justificar uma invasao no Iraque e reativa a entao combalida indústria bélica. Entre eles, o principal desafeto da América no momento, o presidente do Ira Ahmadinejad.

Alguns documentários tentaram esclarecer e explicar a queda dos avioes elaborando teorias conspiratórias. Entre tantos e com a ajuda do Making Off, recomendo o "The Power of Nightmares: the Rise of the Politics of Fear" cuja sinopse diz o seguinte:

The Power of Nightmares (O Poder dos Pesadelos) é um documentário da BBC escrito por Adam Curtis e lançado em 2004. No documentário é mostrado a "Política do Pesadelo", a qual consiste em dividir o mundo em dois polos: Bem (EUA & aliados) e Mal (Ex: Ex-URSS ou Saddam Russein), supostamente praticada pelos EUA. O documentário é dividido em 3 partes.

A primeira parte consiste em explicar a origem do pensamento terrorista muçulmano. A qual remonta o ano de 1949, iniciada por um jovem estudante de pedagogia egípsio, Sayyid Qutb. Qutb irá aos EUA estudar o sistema educacional do país em um colégio público no inteior do estado do Ohio. O então jovem Sayyid Qutb se desilude com a sociedade e os valores estadunidenses; volta no ano seguinte, 1950, ao Egito e decide lutar contra a presença da influência estadunidense nos países islâmicos.


A segunda parte mostra como voluntários e jovens seguidores do pensamento de Sayyid Qutb, dentre eles Sheikh Ayman al-Zawahiri, foram lutar contra a presença soviética no Afeganistão. Nessa ocasião, em 1987, Sheikh Ayman al-Zawahiri encontra-se com o jovem e bilionário saudita Osama bin Laden. Após a debandada soviética o conflito no Afeganistão é encerrado, e Zawahiri junta-se a bin Laden, formando uma aliança contra toda e qualquer presença do ocidente nos governos dos países do Oriente Médio.


A terceira parte consiste em mostrar a mudança de foco dos extremistas. Antes, era a presença ocidental nos governos dos países do Oriente Médio e agora passa a ser o ocidente, em especial os EUA e seus aliados. O documentário também argumenta que o grupo terrorista Al-Qaeda é apenas um invenção do governo norte americano para justificar a luta contra o terrorismo.


É um documentário um tanto quanto esclarecedor já que demonstra o quanto o statu quo está nas mãos de poucos e o quanto eles manipulam e distorcem os fatos sempre em beneficio próprio.

Cada um que tire suas próprias conclusoes, mas pra mim o 9/11 foi um "inside job".



ps. Foto tirada no Café Concierto em Vienna numa noite altamente bizarra. Além do terrorista mais procurado da Terra estavam presentes o homem-bomba, máquina um e uma anãzinha. Outro dia conto essa.

Atualizando: achei o link para o documentário no youtube: http://youtu.be/Vt-FyuuWlWQ. Engracado esse link com .be separando a palavra "tube". Será que migraram os servidores pra Bélgica por motivos chocolatícos?!

Monday, September 05, 2011

Fred 6.5

Düsseldorf (quem inventou a palavra budget?!)


O vocalista do Queen, homenageado pelo Gugou, faria hoje 65 anos (clique na imagem para assistir). Como seria ver Mr. Mercury soltando a voz com uma barba grisalha, os dentes de vampiro já gastos e a capa de Majestade um tanto quanto puída?!

Nesse nosso Mundo perdido de hoje, onde rihanas, kattyperries, ladygagas e afins fazem tanto sucesso, ele nao teria muita chance. Seria esquecido num canto escuro de um buteco sórdido em Northhampton por ser um fora-de-série. Sua voz nao precisaria de retoques muito drásticos nos estúdios, portanto, muita gente na indústria fonográfica ficaria desempregado.As capas dos seus álbuns, coloridas, psicodélicas, pareceriam algo inteligente demais. Ou de difícil compreensao.

A plebe ignara quer hoje pensar pouco e consumir barulho e imagens. Nao importa a qualidade e sim o volume. Nao o do stereo, mas o dos pixels da TV e decibéis reverberando os mal tratados tímpanos.

Falei do Queen e, por tabela de Freddie, aqui. E já basta. Feliz é o Mr. Concert que viu tudo ao vivo.

God Save the King!

Continua lindo...

Düsseldorf (Franca 93x92 Sérvia no Europeu de Basquete)

Como o blog anda homenageando o Rio ultimamente, vamos continuar. As fotos fazem parte de uns slides em ppt enviados pelo Emi Pê, habitante de Trancoso e futuro cidadao europeu.

Direitos de imagem gentilmente cedidos pelo Nilo Lima (nilo-lima@uol.com.br) que está procurando patrocínio para o livro "O Rio visto do céu". Diz ele que 85% já tá pronto. As imagens sao maravilhosas.


Acho que os Arcos da Lapa foram inspirados no aqueduto de Segóvia. Será?!


Saturday, September 03, 2011

Seja inteligente, evite o bate boca

Düsseldorf (amanha em Munster)

Pérola enviada pelo José Guilherme, vulgo Ti Gui.


Wednesday, August 31, 2011

Cine Bresson 8 - Budapest Parade, nas ruas

Düsseldorf (por que Jeff Buckley suicidou-se no Mississipi?!)


Do Rio pra Budapest seguindo o causo que comecou aqui, no metrô húngaro. A cena era realmente muito parecida com o Carnabelô de Beagá. A nao ser pela música eletrônica. E as meninas um tanto quanto desinibidas.




Vários eram os trios elétricos com a combinacao mulher seminua + marmanjo bombado + DJ eletrôniko. Ficamos ali na Praca dos Heróis até ver o enxame seguir pra uma after party num galpao nao muito distante. Como nao tinhamos nada a perder a nao ser alguns Forints, o cascalho húngaro da época já que agora temo EUR, resolvemos conferir. Haroldinho aparece nos instantes finais da parte 2 balancando o esqueleto como se fosse um nativo.




Nao perca as partes 3 e 4. Em breve, num teatro perto da sua casa. Se você perdeu o resto da série ou nao entendeu nada, clique aqui.

Monday, August 29, 2011

Solteiro no Rio de Janeiro

Düsseldorf (vinhos do Douro português sao magníficos)

Por falar em Rio de Janeiro, a internet é mesmo uma maravilha. Em 2004 fizemos uma viagem pra lá, Quinho, Ramiro, Biduzera, Leo Cancado, Hotel e outros. Escrevi um Diário de Viagens e mandei por email pra alguns. Nunca mais achei. Tinha até desistido de procurar. Até que outro dia o Slow, que nunca irá, me mandou por coincidência.

Abaixo segue o relato hilário, sem correcoes, censuras e frescuras, tal e qual foi enviado na época. Eu era solteiro, lembrem-se, e no Rio de Janeiro.

05.03.04, Sexta 
 
Saída de BH às 10:40 rumo ao Fat Boy Slim, Big Beach Brasil, no Aterro do Flamengo. Eu, Ramiro, Marquin e nosso piloto inquieto (Rodrigo) Di Souza zarpamos rumo à Cidade Maravilhosa esperando 500mil pessoas na praia. Queríamos que o Norman Cook (verdadeiro nome do Fat Boy Slim) achasse que o Big Beach Boutique II na praia de Brighton, Inglaterra fora apenas um chá das cinco, uma matinê do 1º Nokia Trends no Rio.

Após a tradicional parada no Roselanches com um Mini Prato pra cada seguimos viagem ouvindo amostras do que estava por vir. Nosso anfitrião Leo Cançado (na verdade o apê é do estagiário dele) já estava estrategicamente posicionado na praia de Ipanema, entre Postos 9 e 10 tomando algumas geladas.

Chegamos, paramos o carro. Marquin e Di Souza bebiam os primeiros goles da primeira cerva. Leo Cançado, Bidu e Piolho já estavam na frente quando alguém gritou:
- Olha o cara ali!!!
- Olha o Fat Boy – falou outro.

Ramiro procurou um gordo na praia, mas quando olhamos era ele em pessoa, Norman Cook atravessando calmamente a Vieira Souto rumo à praia trajando a mesma camisa havaiana azul e branca que o consagrara no DVD de Brighton.

- Tira foto... pega a maquininha Ramiro – eu gritei.

O baixinho tremendo de emoção chama o DJ pra tirar umas chapas. A galera junto. O ego do cara foi na lua. Uns cariocas aproveitaram a chance e também registraram o cara. Passado o susto, ninguém acreditava na coincidência gigante. Não tinhamos nem 5 minutos de Rio e demos de cara com o motivo da viagem, em pessoa e curtindo a cidade.
 
Aproveitamos pra registrar mais momentos únicos, inclusive a caipiroska na casca de abacaxi compartilhada pelo Figuinho. O menino tremia de emoção e susto. Ainda fizemos uma pequena entrevista com o Sr. Cook dando-se por satisfeito do assédio e voltando pro Caesar Park em Ipanema.

O final de semana mal começara, mas já imaginávamos o que viria pela frente. Dali pro apê comunitário do Leo Cançado foi um pulo. Mais umas cervas no Sindicato do Chopp, bandeja de peixe e bolinho de bacalhau, negociações frustadas na compra duma rede cearense, e voltamos pra casa.

Jack Daniel´s + Reb Bull = Alegria Garantida 

Tinha show do D2 e Eletro Samba na Fundição, mas preferimos ir na festa da Nokia na cobertura dum prédio na Praia de Botafogo com vista pros Arcos da Lapa. Alem da balada, era sem ficha. No apê do Warley em Ipanema, a concentração. O comboio carregado de vodka com sucos chegou de assalto ao local. Tinha uns 20 nomes na lista... entraram 50 ou mais. BH invadira o Rio.

Durante a festa, celebridades globais e cariocas dividiram espaço com a minerada insandecida. Dado Dollabella era um deles. Seu clone, Sergin Passarinho tava lá tb. Um amigo nosso quase enlouqueceu com as canetas duma morena carioca. A mulher desorganizou a paisagem da festa. Por onde ia, a machaiada seguia os feromônios da ragazza. A moça quase abalou sólidos relacionamentos... mas valia a pena. O problema de resistir a uma tentação é não ter uma segunda chance. Naquele momento percebi que perdera um amigo solteiro, mas tive a certeza de enxergar um futuro casamento feliz. Da gandaia na cobertura, direto pra praia de Copa ver o sol nascendo. Parecia cenário de filme... o céu tava pegando fogo. Depois da tradicional larica nas padarias com azulejo azul de Copa, selo de qualidade garantida, e de ver uma carioca safada mandando bem no inglês e levando um gringo no bolso, desligamos nossas pernas aguardando o dia Nokia.

06.03.04, Sábado

Musas de Ipanema e Arpoador 

Cochilamos de 7 às 11. Eu, Ramiro e Othon Gervásio botamos sunga e seguimos um quarteirão dando de cara com o Atlântico. Tava sem sol... meio nublado, mas foi só pisar na areia que o astro Rei deu as caras. Depois de molhar as canelas e salgar o corpo com os coliformes de Copa, adquirimos uma Skol Beth, na barraca da mesmo e depois tomamos uma dose de Refresca Cuca, um chuveirinho anti-calor que pode ser aplicado até com roupa. Othon desistiu de nos acompanhar... Mandela dera sinal. Pior pra ele, perdeu o melhor do dia. Seguimos pelo início da Atlântica passando pelo Bingo Arpoador, jogando conversa fora com Ramiro me falando dum caldo de feijão tomado na última estada no Rio depois do Carnaval. Ligamos o radar atrás dum buteco carioca tradicional e vimos o Beth Bar. Na volta da praia ele não escaparia.

Caminhando pela rua, entramos no APA Arpoador, a Área de Proteção Ambiental do local onde os caras que faziam arpão ficavam pescando... daí o nome. Caminhando mais um pouco, vimos o Expeto na varanda do apê da namorada do Cibinha. Prometemos voltar. Avistamos a 1ª musa, sentadinha, bem quieta numa canga verde, bikininho branco, pele morena, cabelos castanhos e aqueles peitinhos que cabem na palma da mão. Paramos ao lado, olhamos pro mar... rabo de olho na gata.

Comentário do Figuinho: - Que gata em Pedrinho... descobrimos a nova Garota de Ipanema hein Titio!!!

Andamos mais um pouco e fomos salgar o chassi de novo justo entre as placas de “Perigo – Correnteza Forte”. Alguns caldos depois, voltamos caminhando, apreciando a Cidade Maravilhosa, olhando pra Pedra da Gávea, início da Vieira Souto e as pedras do Arpoador. Uma bundinha empinada nos atrasou mais um pouco. Daquelas sem nenhum berne, nenhum carrapato e nenhum pingo de solda. Apareceu boi na linha (o namorado da gata tava no mar e apareceu) e falei: - Vamo picar mula, primo?!

Já quase saindo da praia, chegando na calçada subindo pelos mesmos sacos de areia que serviam de escada, avistei duas beringelas brilhando no sol. Era o par de nádegas formando a bunda perfeita duma crioula sozinha tomando sol. O bikini amarelo só realçava aquele espetáculo da natureza exuberante do Rio. Um vendedor de água tava babando e esticava conversa só pra guardar o corpo dela na memória pra relembrar depois em casa. Demos a volta e o gringo proprietário da negona apareceu. Concluímos que parecia ser mulher de ficha e muito bem paga. Passamos perto apreciando aquele par único de coxas, daqueles que saem 1 em 1 milhão de cada fornada juntando com a buzanfa perfeita. Próxima parada: Beth Bar.

Peito de Frango e uma do C... da Foca 

No Beth Bar, daqueles butecos tradicionais de balcão em “L” onde se bebe e proseia em pé, tinha um típico carioca comendo um franguinho ensopado. Pedimos uma ampola gelada e sugestão de petiscos. O cara já deu o toque: ”- Depois do frango vou comer uns pastéis. Faço assim sempre, mas o contrário também dá certo.”

Mandamos o peito de frango pro pé junto com o pãozinho, mais umas geladas e uma pimentinha brava que fez o Baixinho quase engasgar. Os pastéis vieram pra completar o quase-almoço. Um carioca meio gringo depois de apresentações mútuas falava que BH ta ficando igual ao Rio em violência. Concordamos, mas dissemos ainda ser uma cidade tranqüila de se viver. O cara parecia ser um garanhão, ou pelo menos tentava passar a imagem. Desaconselhou petecas raspadas... preferia as cabeludas mesmo, com mais aroma e sabor. As carecas deixam a boca vermelha e arranham dizia a figuraça de lenço na cabeça e cheio de lábia. Chegou um casal amigo dele e o cara caiu matando na mulher do amigo servindo bebida, pegando tira-gosto, guardanapo, palito... era só sorrisos pra morena.

Figuinho fora reconhecido mais uma vez nas ruas do Rio por um amigo. Papeamos, terminamos o franguinho e passamos a régua na conta. Despedimos de outros novos amigos prometendo voltar e seguimos rumo ao apê comunitário na Av. Nsa. Sra. de Copacabana, 1267 em frente ao Banco do Brasil.

Passando de novo pela praia vimos a estátua do Drummond em frente a rua onde ele morava. Um mendigo nos viu. Abraçou e beijou o poeta. Tentou arrancar-lhe a cabeça dizendo que tentara outras vezes sem sucesso. Rachamos de rir, o cara ganhou um troco e ficou feliz com os mineiros, como sempre. Um lambe-lambe moderno passava pelo local e enxergou a oportunidade. Munido duma Polaroid com foto a $15 sugeriu a chapa. Fizemos a mesma pose do poeta de Itabira, negociada a $10. Ramiro deu $5 e eu $10. Pegamos a foto e qdo perguntei: “- Cadê meus $5?!”, ele falou: “- Eu dei $5 tb!!!” Ou seja, era $10, mas pagamos $15... pro Drummond em Copa foi até barato. Aquela foto não tem preço. Imaginei a galera que ainda morgava no apê e pensei: “- Nós é que sabemos aproveitar cada momento da vida.”

A Flavinha do Marquin apareceu. Não agüentou a pressão, pulou num balaio sábado a noite com retorno previsto pra domingo. O amor é lindo mesmo. Depois de tirar o sal do corpo, nova rodada etílica de suco de laranja com vodka e a Super Cuba Libre em copo cortado de garrafa d´água de litro e meio.

Rolou a primeira camisa do Camarote Nokia Trends e fomos buscar. Marquin impaciente pediu pra andar rápido. No caminho Ramiro tentou ficar mais forte fazendo barras nos balanços do Arpoador. Entramos no palacete do Arpoador, residência da namorada do Cibinha. Parecia pequeno por fora, mas lá dentro precisava de mapa pra não perder. A vista pra praia do Arpoador era só um dos atrativos. Cascamos fora de volta pro apê do Leo Cançado. Chegando lá a notícia de que mais uma camisa do Camarote tava na mão. Marquin e Flavinha não agüentaram e desceram pra esperar o Bolinha. Eu, Ramiro, Di Souza e Mari Pimenta tentamos pegar uns 6 taxis até conseguirmos alguém pra nos levar a um restaurante do Leblon pra pegar minha camisa. O taxista gente fina contava histórias do Rio e falava da localização. A Super Cuba era bebida com prazer. Mais um curta metragem foi rodado no caminho ao som dum forrózinho fuleiro que o Ramiro disse ser música sertaneja...

Nao sei por que, mas parei de escrever. Me lembro que o show foi maluco demais, teve uma after party e tudo mais. O domingo amanheceu amassado pra todo mundo. Na volta, paramos no Alemao depois da subida de Petrópolis e o resto virou História. 

ps. Tinha a foto com o Drummond guardada em algum lugar...

Dica do Dia

Düsseldorf (Ela tá em Berlin...)

A de hoje foi enviada pelo Cid que, além de fanático pelo Lula e Dilma, também entende um pouco de aviao e energia elétrica. E gosta de vale-tudo.

Um giro de 360° pelo Cristo sob vários ângulos: ombro direito, esquerdo, cabeca e por aí vai. Trabalho fantástico do fotógrafo Marco Velasquez e equipe.

O Redentor sempre fascinou. Pela religiao. Pela dificuldade na construcao. Pelo significado histórico e turístico. Pela beleza única da vista carioca.

Acho que já contei aqui uma vez sobre o dia em que dormi aos pés dele. Se já contei, conto de novo. Alberto, Franja e eu voltávamos da balada quando resolvemos parar numa padaria em Copacabana. Após alguns mistos no pao francês e vitaminas anti-ressaca um de nós falou: vamo pro Cristo?! Pulamos no carro, um Celta azul dos primeiros que saiu, e lá fomos nós. Ao som da brisa matinal e das pancadas da cabeca do Franjinha no vidro, já no décimo sono, Albertiones e eu chegamos no portao de entrada. Era 6 e meia da matina e as visitas comecariam apenas às 8 e meia. Negociamos com o guarda, que viu dois distintos jovens nada bêbados e com cara de cachorro sem dono, e acabamos entrando.

Outro carro já tinha passado e lá em cima, apenas um Santana vinho e o Celtinha ocupavam as vagas mais altas das ruas do Rio de Janeiro. O céu alaranjado, vermelho e amarelo era só mais um componente na vista espetacular. Ficamos tentando descobrir o nome das ruas de Botafogo e dos outros bairros e o que as pessoas faziam no momento. Nas favelas, apartamentos, calcadas, bares ainda abertos, padarias já funcionando. Uns poucos aposentados entao acordados na fissura de comprar O Globo e fazer a caminhada dominical na praia. Outros jovens e uns nem tanto matando a ressaca pela raiz nas lanchonetes. Barcos distantes, às vezes apenas pontos de luz. Transatlânticos e pescadores. Todos dividindo o mesmo balanco das águas. Um mergulho ou outro no mar renovado pela noite.

A gente ali, apenas vivendo. E o Franja babando no carro e se tornando o único cara da face da Terra que já foi ao Corcovado e nao viu o Cristo.

A trupe de paulistas do Santana foi embora. Nao trocamos uma palavra sequer. Aliás, ninguém falou nada. O cansaco bateu. O céu comecou a azular. Os bracos abertos pareciam aconchegantes o suficiente para uma soneca. Alberto, antes de encostar a cabeca no chao, já roncava em alto e bom som. Imaginei o Redentor levando o indicador no meio da boca pedindo silêncio. Deitei também. E dormi.

Acordamos lá pelas 9h da manha com o som dos passos apressados. Turistas desesperados pela chapa perfeita. Pela foto exclusiva, sem "estranhos" ao redor. E nós, apenas bocejando e pensando no que havíamos visto, levantamos, sacudimos a poeira imaginária e seguimos em direcao ao carro.

A volta em silêncio, a nao ser pelas cabecadas no vidro que chegou trincado na Barra, parecia eterna. Os dois ficaram no carro em plena manha do verao de 2003 após uma noite no Rock in Rio. Sol quase a pino. Subi. Vi um colchao esticado, roupa de cama limpinha e o ar ligado. Antes de encostar no travesseiro já estava sonhando. Paisagem perfeita.

Saturday, August 27, 2011

Radio Truta

Düsseldorf (Alt Bier, a melhor do Mundo!)

As expressoes da menininha mexicana, Alexa Narvaez, sao demais. Ela fica ansiosa pra poder soltar a voz, chega a colocar as maozinhas no rosto quando canta. A música já é boa e essa versao me ajudou a entender melhor a letra do que o original cantado pela gordinha linda, Adele.

Parabéns ao pai também.

Tuesday, August 23, 2011

Enquanto isso, em NYC...

Düsseldorf (parecendo casa abandonada)

... uma fotógrafa inteligente, corajosa, destemida e que deveria ser seguida por seus pares resolveu inovar. Tirou fotos de si mesmo em New York e publicou na internet. Vi no caralivro do Don Gomes, que além de gostar de Lada é tarado profissional.

E daí?! Bom, ela tá pelada...



ps. Nao, nao peguei um foguete pra Plutao. Ainda estou aqui. E pra dizer boa noite.

Saturday, August 13, 2011

Sertões 2011 - Etapa 2

Düsseldorf (churrasquinho no Alfredo logo mais)

Quinta-feira, 11 de agosto – 2ª etapa
Pirenópolis/GO a Porangatu/GO
Deslocamentos – 294km
Trechos cronometrados – 290 km 

Fui olhar o correio hoje cedo e percebi um envelope pardo. Nele uma carta datilografada e uma foto polaroid. Nosso Repórter Lampiao ataca novamente de maneira peculiar para nos informar sobre o andamento da batalha:




Missão cumprida parte 2

Dia muito difícil que superamos sem prejuízos ao nosso carro que já esta revisado e pronto para largada.

Especial longa, com 292 km, com muitas pedras , alguns trechos de alta, uma serra extremamente sinuosa e muita poeira...

Alem dos radares que nos pegaram mais uma vez, nos tirando o segundo lugar da categoria e nos colocando em quarto...

O rally só esta começando e ainda temos 8 especiais para dar trabalho. Estão dizendo por aí que os 285 km de trecho cronometrado de amanhã serão ainda piores que os de hoje. Mas vamos deixar para amanha.

Quanto a equipe, Bartolomeu bateu em uma cerca perdendo o radiador e o Fábio saiu em uma curva batendo em uma pedra. Ambos forfetaram mas a equipe esta trabalhando pesado para coloca-los no grid da terceira etapa.

Foto: Alex Rayol

Film erzählt Musik 2011

Düsseldorf (Filme conta Música)

A Guéia me mandou o flyer do festival que acontece entre 30/09 e 02/10 em Köln (Colônia). Show da Elza Soares na Europa nao é pra qualquer um. O festival veio mais compacto esse ano, mas qualidade é sempre melhor do que quantidade.

Me lembro do show do Simoninha e Max de Castro no festival em 2009. Os caras sao gente finíssima, tocaram muito e depois vieram conversar com a galera na maior simplicidade. Um tal Jairzinho assistia a tudo até ser chamado para uma canja. Depois do show, ficou posando de popstar, dando uma de gostosao da bala Chita. Até que Ela chegou no ouvido dele e perguntou: por que você nao tocou Meu Ursinho Pimpao?! Ele olhou puto da Vida, indignado mesmo, e saiu fora. Ela ficou gargalhando e olhando.

Quem mora por essas bandas nao pode perder. Clique no flyer pra ampliar.


Sertoes 2011 - Etapa 1

Düsseldorf (Ela quer correr...)

Quarta-feira, 10 de agosto – 1ª etapa
Goiânia/GO a Pirenópolis/GO
Deslocamentos – 153km
Trechos cronometrados – 83km
Revivendo nosso Repórter Truta, só que agora nos sertao brasileiro, recebo telex do mais novo colaborador do Truta: o Repórter Lampiao, vulgo Leo Kroc or Die.

Em sua segunda participacao no mais importante rally do país com a Lana Racing e o piloto Marco Túlio Lana, Leo, o navegador, manda suas impressoes após o término da primeira etapa, dia 10/08, quarta-feira:

Missão 1 cumprida

Especial duríssima, com muitos trechos de trial , muita pedra, erosões e trechos de baixa. Na segunda metade a especial ficou mais rápida e conseguimos percorrer os 89 km sem comprometer o equipamento.

Finalizamos a etapa em terceiro na categoria.

Como equipe também tivemos sucesso na primeira etapa, os outros dois carros também chegaram inteiros e o pessoal da mecânica já esta revisando os carros.

Amanha o rally segue para Porangatu.

Friday, August 12, 2011

Bati Gol

Düsseldorf (usando e abusando do Você Tubo...)

Acho que vi uma notícia no UOL falando que Gabriel Batistuta, ex-atacante da selecao argentina, Fiorentina e Roma, está com sérios problemas no joelho, ou rodilhas, em espanhol.

Como quem procura acha, vi os 20 melhores gols de sua carreira. O nr. 1 é de fato o mais bonito, difícil de ser feito e nao é pra qualquer atacante.

Bati Gol, como era carinhosamente chamado, era daqueles atacantes matadores. Bobeou, dancou. Tinha potente chute de direita, cabeceava com perfeicao e quase todo jogo guardava o dele. Tem um, acho que o nr. 5, onde ele recebe um passe do Edmundo. Sim, o Animal. Dá um toque sutil por cima do goleiro, de fora da área, e sai pro abraco.

Aumente o som, já que a "eletronika" do Armin van Buuren casou perfeitamente com as imagens.

Thursday, August 11, 2011

Seis semanas comendo

Düsseldorf (viraria um balao fácil, fácil)

Edicao muito bem feita. Comidas idem. Mas senti falta de um franguinho ao molhor pardo. Ou de um pao de queijo, caldo de feijao, canjiquinha...

Seis semanas aprendendo

Düsseldorf (verao com chuva, casamento de viúva)

Na verdade o post abaixo é apenas um terco da estória. Vi no don Gomes que sao três videos e que durante a viagem de 6 semanas eles percorreram 11 países, pegando 38 voos, usando duas câmeras de vídeo. A missão era produzir filminhos de um minuto cada contando a viagem. O foco foi em três assuntos: mover, aprender e comer.

Fantástico!

Seis semanas em um minuto

Düsseldorf (sopa com cerva é bom)

Boa noite macacada! Dizem que a STA mandou 3 malandros para uma volta ao Mundo em um mês e meio. Condensaram tudo em 60 segundos e o resultado virou a propaganda abaixo. Essa turma da publicidade às vezes acerta na mosca.

Me lembrou Where the Hell is Matt?!

A dica foi da Manu, que daqui a alguns dias será a mamae do Tiago.

Wednesday, August 10, 2011

Cine Bresson 7 - Budapest Parade, o início

Düsseldorf (larguei em antepenúltimo, cheguei em terceiro... eram 15)

Quando: 28/08/2004, sábado
Onde: dentro do metrô em Budapest
Quem: Haroldo e eu
Por que: indo pra Budapest Parade


Onde exatamente você estava no dia no fatídico sábado em 28 de Agosto de 2004?! Depois de comemorar na sexta no chelsea com os hermanos, meu mestre e tutor Haroldinho e eu rumamos pra capital húngara.

A Budapest Parade é uma espécie de CarnaBelô com música eletrônica. Parecido com a I Love Techno que conferi na Bélgica em 2003 quando virei traficante por um dia. Isso é uma outra longa estória... só que ao invés de acontecer dentro de galpoes organizados era tudo no meio da rua mesmo. Depois da passeata dos trios pelas principais ruas da cidade, a turma toda seguia pras after parties até o dia seguinte. Como ilustres visitantes, resolvemos nao quebrar o protocolo.

A cena abaixo mostra a matilha enlatada dentro do metrô rumo à Hősök tere, ou Praca dos Heróis em húngaro.

Aliás, essa língua é do capeta. Literalmente. Dizem que só o finlandês se aproxima das insanidades pronunciadas por essa turma pacata de homens cachaceiros e mulheres estonteantes. E ninguém fala inglês ali. As estacoes sao pessimamente sinalizadas, entao é tudo na base da mímica. Confia-se que o local fala a verdade e a banda segue.

ps. li o livro do Chico Buarque com o mesmo nome da capitar magyar. Recomendo a leitura.