Düsseldorf (11° C, durante a semana o frio comeu solto)
Charles Bukowski escreveu esse livro em 1982 sobre um adolescente de origem alema vivendo nos Estados Unidos da recessao pós-1929. O que pode ser pior para Henry Chinaski, ou simplesmente Hank, do que crescer pobre, ter espinhas colossais, um pai autoritário e covarde, uma mae passiva e ignorante, nenhuma namorada e nem sequer uma pequena chance de ter uma, e um futuro com perspectivas de servir de mao-de-obra barata num mundo cada vez menos propício às pessoas sensíveis e problemáticas?!
Bukowski sempre escreve com pitadas autobiográficas e a origem de suas bebedeiras e alcoolismo sao mostradas crua e friamente neste relato. Hank é único, nao aceita as tendências e muito menos a Vida burguesa e fútil de seus colegas ricos. Necessita saber sempre a verdade e permanece numa busca incessante. Também nao tem muita paciência com outros problemáticos e nerds que o circundam sempre. Vai se tornando um ser cruel, bruto, ignorante, mas que no fundo só queria amar e ser amado.
Se sentia muito bem deitado em sua cama, a luz apagada, ninguém enchendo o saco ou ditando ordens. Nada pra fazer, uma sensacao de paz enorme. Ele dizia que se pudesse dormiria por 3 anos seguidos pulando a adolescência sofrida e solitária.
Ultimamente tenho a mania de dobrar a ponta das páginas dos livros e marcar com a unha alguma frase ou parágrafo que me interessam. Hank tem várias tiradas excepcionais. Vamos a elas:
Sobre escritores e o que os leitores esperavam deles: "Entao era isso que eles queriam: mentiras. Mentiras maravilhosas. Era disso que precisavam. As pessoas eram idiotas."
Sobre a verdade: "Encontrar uma verdade pela primeira vez pode ser uma experiência muito divertida. Quando a verdade de outra pessoa fecha com a sua, e parece que aquilo foi escrito só para você, é maravilhoso."
Ficando bêbado pela primeira vez: "Sentei no sofá. Ficar bêbado era bacana. Decidi que sempre me embebedaria. A bebida levava o que era vulgar para longe, e talvez, se você conseguisse ficar afastado do que era vulgar por tempo suficiente, pudesse escapar desse destino."
Sobre os filhinhos-de-papai e as meninas interesseiras ao redor: "Riqueza significava vitória, e vitória era a única realidade. Que tipo de mulher escolheria viver com um lavador de pratos?"
Beleza x hipocrisia x riqueza x dificuldades (ao assistir seu baile de formatura pela janela): "Havia um preco a ser pago por tudo aquilo, uma falsidade generalizada na qual facilmente se poderia acreditar e que poderia ser o primeiro passo para um beco sem saída. Enquanto eu observava os garotos e garotas dancando, dizia para mim mesmo que um dia minha danca iria comecar. Quando este dia chegasse teria alguma coisa que eles nao tem, algum dia serei tao feliz quanto voces, esperem para ver."
Injusticas: "Acho que o único momento em que as pessoas pensam em injustica é quando acontece com elas."
Lembrando da adolescência: "Que tempos penosos foram aqueles anos - ter o desejo e a necessidade de viver, mas nao a habilidade."
A bebida, única e fiel companheira: "A bebida era a única coisa que impedia um homem de se sentir para sempre atordoado e inútil."
A guerra: "Morrer na guerra nunca havia evitado que novas guerras acontecessem."
Outras pérolas:
"Jamais confie num homem de bigode perfeitamente aparado."
"Dê uma máquina de escrever a um homem e ele se tornará um escritor."
Esse foi meu primeiro Bukowski. Sua obra é vasta e vários romances viraram filmes como Factotum, Barfly e Tales of Ordinary Madness para citar alguns.
Mixto Quente é altamente recomendado e daria um bom filme. Será que alguém já fez um roteiro adaptado?!
viagens, Vida cotidiana, automobilismo, arte, música, pessoas, cinema... TUDO!!! trips, real Life, motorsports, Art, muzik, people, movies... EVERYTHING!!!
Saturday, October 17, 2009
Saturday, October 10, 2009
Gerd, der Trabi
Düsseldorf (os elefantes estao chegando)
Berlin, 12. Setembro 2009 - Sábado, GP Monza
Na volta desse passeio, faltavam 15min pra terminar a classificação em Monza. Fingia tranquilidade ao lado da Juju e do Pedrão. Disse que estava com fome. Desculpa esfarrapada pra entrar num bar com TV. Achei um turco vendendo frango assado. Uma Samsung brilhava em cima da porta num suporte. Antes de pedir qualquer coisa, perguntei se poderia ligar a TV e sintonizar na RTL. Pedido atendido, peguei uma cerva e subi pro segundo piso. A visão era melhor.
E pensar que tudo começou assim.
Berlin, 12. Setembro 2009 - Sábado, GP Monza
Antes de falar sobre Gerd, vi essa miragem parado ao lado da East Side Gallery, os grafites naquele pedação do muro ainda de pé em Berlin. Um Melkus, motor de Wartburg e mecânica misturada desde com o Trabant. Waltinho + Gerd = Melkus. Apenas 101 unidades foram feitas segundo a Wiki. Coincidência ou destino?!
Na volta desse passeio, faltavam 15min pra terminar a classificação em Monza. Fingia tranquilidade ao lado da Juju e do Pedrão. Disse que estava com fome. Desculpa esfarrapada pra entrar num bar com TV. Achei um turco vendendo frango assado. Uma Samsung brilhava em cima da porta num suporte. Antes de pedir qualquer coisa, perguntei se poderia ligar a TV e sintonizar na RTL. Pedido atendido, peguei uma cerva e subi pro segundo piso. A visão era melhor.
Leipzig, 13. Setembro 2009 - Domingo, GP Monza (Hamilton pole)
Saímos muito cedo de Berlin, às 7h da matina. Eu e Juju, companheira e amante inseparável, seguimos da Ostbahnhof em direção à mega Hauptbahnhof, vulgo Hbf. De lá, pulamos num regional até Leipzig onde Heiko - marido de Pia - dona do Trabi, nos pegaria às 10h. Às 9:30h chegamos na belíssima estação central esperando por Heiko, o ainda proprietário do Trabant ano 1988 comprado há quase 6 meses pelo jornalista e doido varrido Flavio Gomes, don Gomes para os íntimos.
O McDonalds era o ponto de encontro. Sugestão do Heiko. A antiga DDR realmente não é mais a mesma. Entrei no furgão com minha bagagem com destino a uma cidadezinha nas redondezas. Juju preferiu ficar com a amiga Cris para um passeio pela cidade. Um obscuro galpão guardava o carrinho desde o começo de Setembro por módicos 30 EUR. No caminho contei ao Heiko e seu filho sobre Waltinho, irmão mais velho e sofisticado do Trabi, da exportação para o Brasil, a coleção de +/- 26 carros e 3 motos do don Gomes, a volta em Interlagos, o blog, entre outras coisas. Paramos num posto pra encher um pequeno galão com gasolina e óleo 2T na proporção de 300ml de óleo a cada 10 lt de benzin, vulgo gasosa. Pedi para pagar, mas Heiko recusou. Disse que essa era dele.
A família Lorenz nos aguardava ansiosa. Pia, a dona e mãe, sua irma mais nova com a filhinha nos braços e o marido mecânico, a filha da Pia com Heiko que desenhava calmamente num livrinho, e Michael, o mecânico. Apresentamo-nos uns aos outros, olhei o carrinho rapidamente e logo me interessei por um Volga russo. Estava a venda por 9 mil EUR. Só o viadinho saltitante no capo custou 900 lascas. A primeira vista o Trabi parecia em boa forma. Olhando melhor, descobri dois riscos na carroceria de Duraplast, que não enferruja nunca evidentemente, mas resseca de vez em quando.
Heiko me explicou o funcionamento dos austeros equipamentos de série, inclusive a chavinha de gasolina igual a usada por mobiletes com reserva e tudo. O vidro do motorista não fechava direito e os três, Heiko, o cunhado e o mecânico, atacaram o problema e só saíram de cima após resolvido. O tanque de apenas 24 litros fica dentro do compartimento do motor, vulgo cofre. Não tem medidor no painel, apenas uma régua com escala mostrando de 0 a 24 lt presa no forro do capo. A agora famosa reguinha explicada pelo doido Gomes. A autonomia seria de 300 km com “pé embaixo” e de 400 km com uma tocada mais tranqüila. Heiko estava muito otimista. A reserva tem pouco mais de 4 lt.
Logo no começo percebi a carinha triste da dona Pia. Me contou que o Trabi se chama Gerd, e que assim gostaria que permanecesse. Antes de ir embora perguntei o motivo da venda. Ela havia comprado um Renault, que não durou muito, e logo em seguida um pequeno Toyota. Disse a ela pra não chorar, que Gerd estaria em boas mãos e em breve ganharia uma fantástica e numerosa família em terras tropicais. Que seu irmão mais velho, Waltinho, o aguardava saudoso e feliz por poder voltar a buzinar em alemão.
O cambio no volante em posição vertical na coluna de direção foi novidade pra mim. Como nunca havia dirigido um DKW, achei engraçado e fácil levar Gerd pelo asfalto agora novo do Leste alemão. O radio ocidental funciona perfeitamente, mas preferi o som do motor 2T acompanhado da fumacinha característica.
Após a sessão de fotos e agradecimentos mútuos, prometi enviar fotos e o endereço do Blig do Gomes para que a família Lorenz acompanhe as peripécias de Gerd pelo Leste Europeu e depois America do Sul.
Após a sessão de fotos e agradecimentos mútuos, prometi enviar fotos e o endereço do Blig do Gomes para que a família Lorenz acompanhe as peripécias de Gerd pelo Leste Europeu e depois America do Sul.
Sai com Gerd pelo portão com Heiko ao meu lado observando meu desempenho. Seguimos numa tocada tranquila até o mesmo posto do galão. O alemão me elogiou na língua nativa com sotaque do Leste. Disse que eu era um ótimo motorista de Trabi. Ficou aliviado. Já no posto ele se despediu, entrou no carro do cunhado e se mandou sem olhar pra trás. Quem olha pra trás vira estátua de sal, diz a Condessa Julyanna von und zu Pampuglia com certa frequência.
Comprei óleo, coloquei 600ml seguidos de 20 litros e voltei pra pagar. Agia naturalmente, como se o Trabi fosse meu. Alguns olhavam, mas sem muita surpresa. Estavam acostumados.
Ao pagar, vi a dona passar um patê num pão de sal e colocar presunto. Não tinha comido nada. Perguntei quanto era e pedi um. A Coca veio junto.
Tinha que contar a novidade pro novo dono. Escrevi um SMS “Gerd (o Trabi) e eu estamos abastecidos indo pra Leipzig. Juju e Cris nos esperam pro almoço. Abração e obrigado.”, mas acho que ele nunca recebeu.
Logo após sair do posto, o primeiro de tantos outros, com o sanduba no banco, a coca no meio das pernas, a câmera numa mão e a outra pra guiando e mudando as marchas, fiz o video abaixo. Fiz uma edição tosca no iMovie, que aprendi a mexer ontem, e já pro vocêtubo:
Seguindo pela estrada da cidadezinha que levava até Leipzig Zentrum, peguei uma avenida. E não é que logo ali na frente seguia outro Trabi?! Cor gelo, um cara sozinho dentro que quanto viu o parente ligou os piscas, deu tchauzinho, buzinou. Fui seguindo ele até o Zentrum. Parei na estação e aguardei pela Ju e Cris. Olhava pro Gerd já imaginando a longa jornada até Düsseldorf. O carro ficou parado desde 2006 na casa da Pia. Aí vem um maluco a pedido de outro, pega ele e já enfia quase 500km no carrinho. Seria a maior viagem que ele faria na Vida. Viagem tão sonhada pelos alemães orientais até pouco menos de 20 anos atrás. Sair do Leste socialista em direção ao Oeste capitalista. O mesmo país que produzia Porsches, Mercedes e BMWs de um lado, fazia Trabants, NSUs, IFAs e Barkas do outro. Mesmo povo, idioma, cultura, costumes, músicas, mas separados por ideologias, por consequências de uma guerra onde eles tanto sofreram.
Consegui assistir a corrida após convencer as meninas a almoçar. Baixou um telão, desligou-se a música, veio cerveja e tome corrida. Não foi das melhores, mas matou a vontade. Na estrada, Gerd não decepcionou em momento algum. Saímos às 4 e meia com céu carregado e o frio de outono chegando tranquilo e sereno. Terceira pista da direita seria o habitat natural. Alguns caminhões iam ficando pelo caminho. Passar de 100km/h era forçar demais o carrinho. Estabeleci essa velocidade por que não tinha sentido forçar.
Gerd enfrentou intempéries bravamente. A chuva era constante. Os limpadores de pára-brisa foram desgastando durante o trajeto. Chegando em Düsseldorf o da esquerda ficou no ferro, quase arranhando o vidro. Paramos umas três ou quatro vezes para abastecer, descansar, comer, respirar. O ar quente esquentava, mas trazia junto o aroma da gasolina. Juju rezava pra que nada de errado acontecesse pelo caminho. Estava cansada, mas achava tudo ótimo. A folga na direção preocupava para o exame do TÜV, a inspeção obrigatória a que cada veículo alemão se submete. Sem TÜV não se muda o dono.
Chegamos às 23:30 fazendo o percurso em honrosas 7 horas. Em CNTP num carro normal, sem graça, charme e história sao entre 5 e 5:30. Na entrada triunfal na capital da Renânia do Norte e Westfália, a mesma por onde Napoleão invadiu a Prússia em 1700 e Kafunga, Gerd sentia que a missão tão sonhada por seu povo chegava ao fim.
Achei uma vaga na porta. Da janela dava pra ver ele. Depois do banho, abri a cortina pra espiar a rua. Um poste o iluminava. Parecia sorrir. Seus dias de marasmo e rotina casa-feira-escola-salao-casadasogra-casa chegaram ao fim.
Monday, September 28, 2009
O Poder da Música
Düsseldorf (Gerd levanta âncoras na quarta)
Esse tipo de manifestacao popular chama-se Flashmob ou simplesmente MOB. Segundo a mae dos burros, MOB são aglomerações instantâneas de pessoas em um local público para realizar determinada ação inusitada previamente combinada, estas se dispersando tão rapidamente quanto se reuniram. A expressão geralmente se aplica a reuniões organizadas através de e-mails ou meios de comunicação social (vide Wiki).
Os videos abaixo foram feitos em London. O primeiro na Liverpool station e o segundo na Trafalgar Square. Sao estilos diferentes, mas o efeito é o mesmo. A companhia telefônica ficou famosa na Europa inteira.
Esse tipo de manifestacao popular chama-se Flashmob ou simplesmente MOB. Segundo a mae dos burros, MOB são aglomerações instantâneas de pessoas em um local público para realizar determinada ação inusitada previamente combinada, estas se dispersando tão rapidamente quanto se reuniram. A expressão geralmente se aplica a reuniões organizadas através de e-mails ou meios de comunicação social (vide Wiki).
Os videos abaixo foram feitos em London. O primeiro na Liverpool station e o segundo na Trafalgar Square. Sao estilos diferentes, mas o efeito é o mesmo. A companhia telefônica ficou famosa na Europa inteira.
Saturday, September 19, 2009
Caipirinha industrial
Düsseldorf (minha mulher era o Zacarias, hahahahaha)
Impagável essa piada dos Trapalhoes com o Mussum.
Impagável essa piada dos Trapalhoes com o Mussum.
Rammstein - Pussy
Düsseldorf (o verao nao acabou)

Ando meio sumido, é verdade. Muitas atividades na Sulamérica e Leste Europeu. No Norte alemao e Holanda também. As rodinhas nos pés nunca estiveram tao afiadas.
Bem, quem gosta do som pesado e alemao dos Rammstein e de mulher, vale a pena conferir o clip novo aqui.
Recomendável abrir no recanto do seu lar, de preferência. A dica foi do Don Dimas, que apesar de estar grávido, continua tarado.

Ando meio sumido, é verdade. Muitas atividades na Sulamérica e Leste Europeu. No Norte alemao e Holanda também. As rodinhas nos pés nunca estiveram tao afiadas.
Bem, quem gosta do som pesado e alemao dos Rammstein e de mulher, vale a pena conferir o clip novo aqui.
Recomendável abrir no recanto do seu lar, de preferência. A dica foi do Don Dimas, que apesar de estar grávido, continua tarado.
Wednesday, September 09, 2009
Dribles existem
Dusseldorf (adeus ferias...)
Nao sei onde nem quem, mas funcionou perfeitamente.
Nao sei onde nem quem, mas funcionou perfeitamente.
Sunday, August 16, 2009
Don Diego
Düsseldorf (amanha tem DTM em Nürburgring)
Impossível nao chorar com essas imagens, mesmo depois de tanto tempo.
E olha que Victor Hugo Morales, o narrador, é uruguaio. Imagina se fosse argentino.
Impossível nao chorar com essas imagens, mesmo depois de tanto tempo.
E olha que Victor Hugo Morales, o narrador, é uruguaio. Imagina se fosse argentino.
Tuesday, August 04, 2009
Vida
Düsseldorf (indo dormir no quentinho com Ela)
Vou dar um CTRL+C CTRL+V do que vi no ßlig do don Gomes por que esse video merece demais ser visto e revisto:
É uma peça publicitária, um viral, como queiram. A Olympus tirou mais de 60 mil fotos, “revelou” 9.600 delas e usou 1.800 para fazer o filme que você vê abaixo, que segundo a empresa não tem nada de pós-produção. É uma colagem pura e simples. Um espetáculo de criatividade.
Vou dar um CTRL+C CTRL+V do que vi no ßlig do don Gomes por que esse video merece demais ser visto e revisto:
É uma peça publicitária, um viral, como queiram. A Olympus tirou mais de 60 mil fotos, “revelou” 9.600 delas e usou 1.800 para fazer o filme que você vê abaixo, que segundo a empresa não tem nada de pós-produção. É uma colagem pura e simples. Um espetáculo de criatividade.
Friday, July 31, 2009
Radio Truta
Düsseldorf (liebe Freitag!)
Antigamente se fazia música assim. Ela comecava despretenciosa, como se fosse mais uma. Mesmo que nos anos 70 essa "mais uma" jamais seria chamada assim.
Dava-se tempo pra guitarra entrar solando sem pressa. A bateria e o baixo marcando o ritmo, calmamente. O vocal acompanhando, duelando com as cordas.
A evolucao é gradativa. O resultado nao poderia ser outro. Um dos mais belos solos de guitarra da História.
A letra já diz tudo: a relatividade do Tempo. Seja onde for, no Amor, no trabalho, na Vida, o sr. Tempo é o Senhor de tudo.
Meu avô e xará Pedro, vulgo Dotô Pedro por que era veterinário (no fundo somos todos uns animais mesmo), já dizia: "o Tempo é a coisa mais preciosa que você tem. Um minuto, hora ou dia perdidos nao tem recuperacao. Nunca mais."
Hoje em dia, músicas com mais de 4 minutos sao uma raridade. Nao encaixam na programacao das rádios e MTVs, no consumo imediato e desesperado por mais, sempre mais. Mais quantidade e menos qualidade, claro.
Menos é mais. Cada vez mais.
Antigamente se fazia música assim. Ela comecava despretenciosa, como se fosse mais uma. Mesmo que nos anos 70 essa "mais uma" jamais seria chamada assim.
Dava-se tempo pra guitarra entrar solando sem pressa. A bateria e o baixo marcando o ritmo, calmamente. O vocal acompanhando, duelando com as cordas.
A evolucao é gradativa. O resultado nao poderia ser outro. Um dos mais belos solos de guitarra da História.
A letra já diz tudo: a relatividade do Tempo. Seja onde for, no Amor, no trabalho, na Vida, o sr. Tempo é o Senhor de tudo.
Meu avô e xará Pedro, vulgo Dotô Pedro por que era veterinário (no fundo somos todos uns animais mesmo), já dizia: "o Tempo é a coisa mais preciosa que você tem. Um minuto, hora ou dia perdidos nao tem recuperacao. Nunca mais."
Hoje em dia, músicas com mais de 4 minutos sao uma raridade. Nao encaixam na programacao das rádios e MTVs, no consumo imediato e desesperado por mais, sempre mais. Mais quantidade e menos qualidade, claro.
Menos é mais. Cada vez mais.
How come twenty four hours, baby sometimes seem to slip into days?
Oh twenty-four hours, baby sometimes seem to slip into days
A minute seems like a lifetime, baby when I feel this way
Sittin, lookin at the clock, time moves so slow
Ive been watchin for the hands to move
Until I just cant look no more
How come twenty four hours, baby sometimes seems to slip into days?
A minute seems like a lifetime, baby when I feel this way.
To sing a song for you, I recall you used to say
Oh baby this ones for we two, which in the end is you anyway
How come twenty four hours, baby sometimes slip into days?
A minute seems like a lifetime, baby when I feel this way.
There was a time that I stood tall, in the eyes of other men
But by my own choice I left you woman, and now I cant get back again
How come twenty-four hours, sometimes slip into days?
A minute seems like a lifetime, baby when I feel this way
A minute seems like a lifetime
When I feel this way...i feel this way
Tuesday, July 28, 2009
Zeppelin
Düsseldorf (final de semana em casa é bom demais)
Estava eu voltando de trem hoje ouvindo esta música quando olho pro lado e vejo um dirigível, vulgo zeppelin. Acho que nunca havia visto um ao vivo.
Tinha aquela sandália preta baranga demais de mesmo nome.
Me veio a lembranca do desastre com o Hindenburg em 1937 (viva a Wiki), aquela bola de fogo na cena que todos conhecem.
Estava eu voltando de trem hoje ouvindo esta música quando olho pro lado e vejo um dirigível, vulgo zeppelin. Acho que nunca havia visto um ao vivo.
Tinha aquela sandália preta baranga demais de mesmo nome.
Me veio a lembranca do desastre com o Hindenburg em 1937 (viva a Wiki), aquela bola de fogo na cena que todos conhecem.
Sunday, July 19, 2009
Ca" Sagredo
Venezia (internet na TV é o máximo)

A primeira vez que se conhece Venezia é apenas o comeco de uma história de Amor, já diria o poeta.
Agora vou ali tomar um banho de espuma com Ela no meu palazzo veneziano da foto.
Depois jantar na La Vedoveva, logo na esquina.
Ciao!

A primeira vez que se conhece Venezia é apenas o comeco de uma história de Amor, já diria o poeta.
Agora vou ali tomar um banho de espuma com Ela no meu palazzo veneziano da foto.
Depois jantar na La Vedoveva, logo na esquina.
Ciao!
Thursday, July 16, 2009
Mineirão 1969
Dusseldorf (Verón gosta de comer raposa)
Sensacional essa relíquia feita no Mineirão em 1969.
Filmado em 8mm mostrando corridas no saudoso autodromo 'Marcelo Campos' ao redor do Estadio Magalhaes Pinto (Mineirão), nos arredores da UFMG na Pampulha, em Belo Horizonte.
A corrida foi vencida pelo Marcelo Campos com o Puma da Carbel, em segundo ficou Toninho da Mata com o Opala 21 da Motorauto ainda na cor azul claro. Notem o protótipo VW fundo de quintal do Kid Cabeleira feito no "machado", Boris Feldman correndo com o Corcel 4 portas da Cisa e o Simca do Edu Malavéia que a cada curva abria a porta do lado do passageiro, obrigando o piloto a esticar o corpo e fechar a porta nas retas.
O Super 8 é dos acervos pessoais de Artur Melo de SJC.
Dica do Leonardo Korea.
Sensacional essa relíquia feita no Mineirão em 1969.
Filmado em 8mm mostrando corridas no saudoso autodromo 'Marcelo Campos' ao redor do Estadio Magalhaes Pinto (Mineirão), nos arredores da UFMG na Pampulha, em Belo Horizonte.
A corrida foi vencida pelo Marcelo Campos com o Puma da Carbel, em segundo ficou Toninho da Mata com o Opala 21 da Motorauto ainda na cor azul claro. Notem o protótipo VW fundo de quintal do Kid Cabeleira feito no "machado", Boris Feldman correndo com o Corcel 4 portas da Cisa e o Simca do Edu Malavéia que a cada curva abria a porta do lado do passageiro, obrigando o piloto a esticar o corpo e fechar a porta nas retas.
O Super 8 é dos acervos pessoais de Artur Melo de SJC.
Dica do Leonardo Korea.
Monday, July 13, 2009
Dia Mundial do Rock
Düsseldorf (Metamorphosis hoje no Major)
Uma vez Mestre Leopoldo me contou que essa música, na versao Slight Return, foi gravada de primeira por Eddie Kramer no Record Plant, NYC.
Sem ensaio nem nada, com a letra em criacao, meio que no improviso, Hendrix juntou a galera que estava num bar perto do estudio em Greenwich Village e foram pra la fazer uma jam.
Steve Winwood, entao com 19 anos, tava lá de bobeira afinando o órgao Hammond. Jimi pediu a todos que se posicionassem com os instrumentos e mandou bala. Criou o melhor solo de guitarra de todos os tempos.
Nas palavras de Joe Satriani, outro monstro sagrado:
"It's just the greatest piece of electric guitar work ever recorded. In fact, the whole song could be considered the holy grail of guitar expression and technique. It is a beacon of humanity."
Nao confunda com Voodoo Child, outro classico de Jimi.
Uma vez Mestre Leopoldo me contou que essa música, na versao Slight Return, foi gravada de primeira por Eddie Kramer no Record Plant, NYC.
Sem ensaio nem nada, com a letra em criacao, meio que no improviso, Hendrix juntou a galera que estava num bar perto do estudio em Greenwich Village e foram pra la fazer uma jam.
Steve Winwood, entao com 19 anos, tava lá de bobeira afinando o órgao Hammond. Jimi pediu a todos que se posicionassem com os instrumentos e mandou bala. Criou o melhor solo de guitarra de todos os tempos.
Nas palavras de Joe Satriani, outro monstro sagrado:
"It's just the greatest piece of electric guitar work ever recorded. In fact, the whole song could be considered the holy grail of guitar expression and technique. It is a beacon of humanity."
Nao confunda com Voodoo Child, outro classico de Jimi.
A Última Ceia
Düsseldorf (Edinburgh, Berlin, Paris...)

Ou Il Cenacolo em italiano é uma das obras-primas de Leo da Vinci. Fica em Milano no antigo refeitorio do convento de Santa Maria delle Grazie, feita a pedido do Duque Lodovico Sforza, protetor do gênio renascentista.
Sabia que seria preciso reservar a visita. Dei uma olhada no site e só tem ticket pro dia 21 de Agosto... sacanagem.
Nao poderei confirmar as conspirações de Dan Brown e muito menos admirar a Arte.
Já tenho motivo pra voltar a Milano.

Ou Il Cenacolo em italiano é uma das obras-primas de Leo da Vinci. Fica em Milano no antigo refeitorio do convento de Santa Maria delle Grazie, feita a pedido do Duque Lodovico Sforza, protetor do gênio renascentista.
Sabia que seria preciso reservar a visita. Dei uma olhada no site e só tem ticket pro dia 21 de Agosto... sacanagem.
Nao poderei confirmar as conspirações de Dan Brown e muito menos admirar a Arte.
Já tenho motivo pra voltar a Milano.
Friday, July 10, 2009
La Marseillaise
Marne-la-Vallée (Leopoldo tá nervoso)
O hino mais belo de todos. Na voz de Edith Piaf então, tudo fica ainda mais belo e imponente.
Exalta a França, seu povo, soldados e batalhões, mas a realidade é outra. Foram guerreiros com Napoleão, mas se acovardaram como ratos na Segunda Guerra "liderados" por Petain. Viraram fonte de iguarias e vinhos para os nazistas.
Bem, isso é um longo e polemico assunto. Tenho uma defesa de mestrado pra assistir logo mais.
O hino mais belo de todos. Na voz de Edith Piaf então, tudo fica ainda mais belo e imponente.
Exalta a França, seu povo, soldados e batalhões, mas a realidade é outra. Foram guerreiros com Napoleão, mas se acovardaram como ratos na Segunda Guerra "liderados" por Petain. Viraram fonte de iguarias e vinhos para os nazistas.
Bem, isso é um longo e polemico assunto. Tenho uma defesa de mestrado pra assistir logo mais.
Thursday, July 09, 2009
Paris
Nunca fui a Paris no verão. Nem vi ainda o Canal de St. Martin. Tenho interesse tambem no Parc Monceau, ambos proximos a Montmartre.
Faltam poucas atrações na minha lista como:
- subir no Arc du Triumph
- Palais Royal et Petit Palais
-Madeleine
- entrar no Pantheon (amarrei $$$ da ultima vez)
- ficar hospedado em Montmartre
- passear de Bateau Mouche pelo Sena
Faltam poucas atrações na minha lista como:
- subir no Arc du Triumph
- Palais Royal et Petit Palais
-
- entrar no Pantheon (amarrei $$$ da ultima vez)
- ficar hospedado em Montmartre
- passear de Bateau Mouche pelo Sena
- massagens e chás na Mosché de Paris
Vamos ver o que acontece dessa vez. Garanto que pelo menos um entrecôte delicioso vai rolar.
Vamos ver o que acontece dessa vez. Garanto que pelo menos um entrecôte delicioso vai rolar.
Tuesday, July 07, 2009
Gangs & Drugs
Dusseldorf (viva a Malaysia)

Comecei a ler domingo no trem vindo de Berlin o livro Gangs, de Tony Thompson. Como a capa diz, uma viagem ao coracao do submundo britanico.
Ainda na pag. 72 de 398, nao consigo mais largar. Impressionante a naturalidade com que os mais diversos tipos de crimes sao descritos. Comecando com assaltos a bancos e entrando agora no mundo das drogas, bem menos arriscado e lucrativo no final dos anos 80 e inicio dos 90. Parece uma coletanea das melhores cronicas policiais dos jornais dominicais.
Me disse meu amigo berlinense Dimas, o dono do livro, que Tony, o autor, viaja pra Bolivia, Colombia e Jamaica experimentando varias drogas e relatando suas sensacoes. Encontra-se também com varios baroes das drogas numa especia de Scarface ou Blow literario.
E hoje leio que encontraram uma mega fabrica de cocaina na Bolivia. A maior descoberta da Historia na "luta" contra o narcotrafico.
A principal pergunta feita é por que o DEA (a agência anti-drogas americana) não encontrou essas fábricas?!
Acho que nao quiseram. Ou a grana limpa vinda de lá nao justificava o fechamendo da fábrica. Muito mais fácil culpar os governos latinos de incompetencia no combate ao tráfico quando o maior mercado consumidor é justamente os EUA.
Cambada de hipócritas.
Ps. O autor do livro é o correpondente do Observer para crimes e autor do tambem aclamado Gangland Britain.

Comecei a ler domingo no trem vindo de Berlin o livro Gangs, de Tony Thompson. Como a capa diz, uma viagem ao coracao do submundo britanico.
Ainda na pag. 72 de 398, nao consigo mais largar. Impressionante a naturalidade com que os mais diversos tipos de crimes sao descritos. Comecando com assaltos a bancos e entrando agora no mundo das drogas, bem menos arriscado e lucrativo no final dos anos 80 e inicio dos 90. Parece uma coletanea das melhores cronicas policiais dos jornais dominicais.
Me disse meu amigo berlinense Dimas, o dono do livro, que Tony, o autor, viaja pra Bolivia, Colombia e Jamaica experimentando varias drogas e relatando suas sensacoes. Encontra-se também com varios baroes das drogas numa especia de Scarface ou Blow literario.
E hoje leio que encontraram uma mega fabrica de cocaina na Bolivia. A maior descoberta da Historia na "luta" contra o narcotrafico.
A principal pergunta feita é por que o DEA (a agência anti-drogas americana) não encontrou essas fábricas?!
Acho que nao quiseram. Ou a grana limpa vinda de lá nao justificava o fechamendo da fábrica. Muito mais fácil culpar os governos latinos de incompetencia no combate ao tráfico quando o maior mercado consumidor é justamente os EUA.
Cambada de hipócritas.
Ps. O autor do livro é o correpondente do Observer para crimes e autor do tambem aclamado Gangland Britain.
Monday, July 06, 2009
Até que ponto vai a crueldade humana?!
Düsseldorf (viajar muito também cansa)

Outro dia Bernie Ecclestone, o dono dos direitos comerciais da Formula 1, elogiou Hitler dizendo que ele fazia as coisas acontecerem. Ou ele pirou de vez ou se esqueceu completamente da História. Ou pior ainda, nunca teve a curiosidade (e obrigacao) de visitar um campo de concentracao como Sachsenhausen, em Oranienburg ao norte de Berlin.
Já visitei Buchwald perto de Weimar e também Auschwitz. A sensacao é sempre a mesma. Absurdo, indignacao, impotência. Sente-se no ar a energia extremamente negativa. Fico me perguntando até que ponto chega a crueldade humana.
Nestes campos, nao bastava simplesmente matar. A humilhacao era o mais importante. Destruir o corpo era muito fácil. Tinha que destruir a alma. Deixar só o esqueleto consumido pela barbárie do ser humano.
Os restos de onde ficavam a câmara de gases e o crematório ainda estao lá. O chao afundou tamanha energia negativa. Nos outros lugares acontece o mesmo.

Todas as pessoas desse Mundo deveriam visitar pelo menos uma vez na Vida um campo de concentracao na Alemanha. Às vezes vemos declaracoes infelizes e, na minha opiniao passíveis de algum tipo de punicao, de pessoas públicas. Eles nao tem a menor idéia (e nem eu) dos horrores e sofrimentos das vítimas do Holocausto. Parecem desconhecer os fatos.
O humano vira desumano. E até hoje o Mundo é assim. Cruel e injusto. Parece que sempre será.
Mais de 1 bilhao de pessoas continuam morrendo de fome. Isso também pode ser chamado de o Holocausto da ganância.
Outro dia Bernie Ecclestone, o dono dos direitos comerciais da Formula 1, elogiou Hitler dizendo que ele fazia as coisas acontecerem. Ou ele pirou de vez ou se esqueceu completamente da História. Ou pior ainda, nunca teve a curiosidade (e obrigacao) de visitar um campo de concentracao como Sachsenhausen, em Oranienburg ao norte de Berlin.
Já visitei Buchwald perto de Weimar e também Auschwitz. A sensacao é sempre a mesma. Absurdo, indignacao, impotência. Sente-se no ar a energia extremamente negativa. Fico me perguntando até que ponto chega a crueldade humana.
Nestes campos, nao bastava simplesmente matar. A humilhacao era o mais importante. Destruir o corpo era muito fácil. Tinha que destruir a alma. Deixar só o esqueleto consumido pela barbárie do ser humano.
Os restos de onde ficavam a câmara de gases e o crematório ainda estao lá. O chao afundou tamanha energia negativa. Nos outros lugares acontece o mesmo.
Todas as pessoas desse Mundo deveriam visitar pelo menos uma vez na Vida um campo de concentracao na Alemanha. Às vezes vemos declaracoes infelizes e, na minha opiniao passíveis de algum tipo de punicao, de pessoas públicas. Eles nao tem a menor idéia (e nem eu) dos horrores e sofrimentos das vítimas do Holocausto. Parecem desconhecer os fatos.
O humano vira desumano. E até hoje o Mundo é assim. Cruel e injusto. Parece que sempre será.
Mais de 1 bilhao de pessoas continuam morrendo de fome. Isso também pode ser chamado de o Holocausto da ganância.
Thursday, July 02, 2009
25 Carros Mais Caros do Mundo # 22
Dusseldorf (tira o terno, poe a bermuda)
Seguindo em velocidade estonteante com a serie, o #22 e um puro sangue alemao: o Porsche 917 apresentado ao Mundo 40 anos atras.
Valendo a bagatela de 1,7 Mio. EUR, oito dos celebrados exemplares ainda existem sendo tres pertencentes a marca alema. Os outros 5 estao por ai, flanando pelas ruas do Planeta humilhando o resto.
Seguindo em velocidade estonteante com a serie, o #22 e um puro sangue alemao: o Porsche 917 apresentado ao Mundo 40 anos atras.
Valendo a bagatela de 1,7 Mio. EUR, oito dos celebrados exemplares ainda existem sendo tres pertencentes a marca alema. Os outros 5 estao por ai, flanando pelas ruas do Planeta humilhando o resto.
25 Carros Mais Caros do Mundo # 23
Dusseldorf (ICE rumo a Berlin)
Continuando a saga exibida na Autobild alema com o Cadillac Fleetwood 60 Special de Elvis Presley, o Rei do Rock. Valor: 1,7 Mio. EUR. Era o carro preferido do cantor comprado em 1955 pra sua mae. Eles nunca andaram juntos no carrinho que era azul e foi pintado de rosa.
Hoje ele descansa no Museu Elvis Presley em Memphis, imagino eu.
Continuando a saga exibida na Autobild alema com o Cadillac Fleetwood 60 Special de Elvis Presley, o Rei do Rock. Valor: 1,7 Mio. EUR. Era o carro preferido do cantor comprado em 1955 pra sua mae. Eles nunca andaram juntos no carrinho que era azul e foi pintado de rosa.
Hoje ele descansa no Museu Elvis Presley em Memphis, imagino eu.
Friday, June 26, 2009
25 Carros Mais Caros do Mundo # 24
Dusseldorf (rumo ao Paraiso)

Continuando a serie, o carro #24 pertenceu a JFK. Esse belo Lincoln Continental GG 300 vale 1.4 Mio EUR na cotacao de hoje. Um dos carros mais celebrados do Mundo, foi nele mesmo que John Kennedy morreu assassinado, dizem que por Lee Oswald. A verdade nunca foi oficialmente descoberta, mas desconfia-se de ligacoes da CIA e da Mafia no crime. Vou investigar.
Mais tarde, os presidentes Johnson, Nixon, Ford e Carter tambem usaram o veiculo oficial da Casa Branca que hoje repousa em paz no Museu Henry Ford.

Continuando a serie, o carro #24 pertenceu a JFK. Esse belo Lincoln Continental GG 300 vale 1.4 Mio EUR na cotacao de hoje. Um dos carros mais celebrados do Mundo, foi nele mesmo que John Kennedy morreu assassinado, dizem que por Lee Oswald. A verdade nunca foi oficialmente descoberta, mas desconfia-se de ligacoes da CIA e da Mafia no crime. Vou investigar.
Mais tarde, os presidentes Johnson, Nixon, Ford e Carter tambem usaram o veiculo oficial da Casa Branca que hoje repousa em paz no Museu Henry Ford.
The King is Dead
Dusseldorf (seco num whisky)

O Rei esta morto. O Rei da pop music, o Rei da danca, o Rei do videoclip, mas tambem o Rei das excentricidades, o Rei dos complexos, o Rei das aberracoes.
Nao consegui comprar ingressos pra ultima turne de Michael Jackson que comecaria julho agora em London. Adiaram varias vezes a estreia devido a problemas de saude do artista. Quero ver agora se devolvem o $$$ dos ingressos. Morreu incrivelmente endividado apesar de ser o artista mais bem sucedido da historia da musica e de ter possuido por um bom tempo os direitos autorais da maioria das musicas dos Beatles.
Thriller marcou minha infancia/adolescencia e de todo mundo. Pode ser considerado o primeiro videoclip a fazer sucesso mundial. Versao longa e curta, producao cinematografica, lancamento simultaneo no Mundo todo e os varios superlativos que sempre acompanharam a carreira do astro.
Beat it com os solos de guitarra magistrais de Eddie van Halen tambem e outra musica que virou um hit instantaneo. Billie Jean entao com os passos luminosos se eternizou tambem.
Fico me perguntando onde foi que ele se perdeu. Essa mania de querer ficar branco quando sua maior fonte de energia era justamente o swing negro, o gingado que os brancos nao tem. A infancia nos palcos junto dos irmaos mais velhos ajuda a justificar a sindrome de Peter Pan. Ele nao queria crescer nunca ou nao viveu essa fase importantissima da Vida?!
Na verdade, o Rei ja estava morto fazia algum tempo. Vivia escondido e passava aos filhos seu modo maluco de Vida, tentando se esconder dentro de si mesmo. Do Mundo, da midia, da fama. E um caminho sem volta. O preco que se paga e maior que o prazer de ser famoso.
Essa cultura de celebridades nem existia ainda. Ele foi o primeiro em tudo. Talvez por isso tenha morrido agora, nao tao velho assim.
Perde-se um astro, ganha-se um mito. Material farto para jornais, revistas, blos, internet, etc.. do jeito que esse Mundo louco gosta.
Rest in Peace... if possible.

O Rei esta morto. O Rei da pop music, o Rei da danca, o Rei do videoclip, mas tambem o Rei das excentricidades, o Rei dos complexos, o Rei das aberracoes.
Nao consegui comprar ingressos pra ultima turne de Michael Jackson que comecaria julho agora em London. Adiaram varias vezes a estreia devido a problemas de saude do artista. Quero ver agora se devolvem o $$$ dos ingressos. Morreu incrivelmente endividado apesar de ser o artista mais bem sucedido da historia da musica e de ter possuido por um bom tempo os direitos autorais da maioria das musicas dos Beatles.
Thriller marcou minha infancia/adolescencia e de todo mundo. Pode ser considerado o primeiro videoclip a fazer sucesso mundial. Versao longa e curta, producao cinematografica, lancamento simultaneo no Mundo todo e os varios superlativos que sempre acompanharam a carreira do astro.
Beat it com os solos de guitarra magistrais de Eddie van Halen tambem e outra musica que virou um hit instantaneo. Billie Jean entao com os passos luminosos se eternizou tambem.
Fico me perguntando onde foi que ele se perdeu. Essa mania de querer ficar branco quando sua maior fonte de energia era justamente o swing negro, o gingado que os brancos nao tem. A infancia nos palcos junto dos irmaos mais velhos ajuda a justificar a sindrome de Peter Pan. Ele nao queria crescer nunca ou nao viveu essa fase importantissima da Vida?!
Na verdade, o Rei ja estava morto fazia algum tempo. Vivia escondido e passava aos filhos seu modo maluco de Vida, tentando se esconder dentro de si mesmo. Do Mundo, da midia, da fama. E um caminho sem volta. O preco que se paga e maior que o prazer de ser famoso.
Essa cultura de celebridades nem existia ainda. Ele foi o primeiro em tudo. Talvez por isso tenha morrido agora, nao tao velho assim.
Perde-se um astro, ganha-se um mito. Material farto para jornais, revistas, blos, internet, etc.. do jeito que esse Mundo louco gosta.
Rest in Peace... if possible.
Thursday, June 25, 2009
25 Carros Mais Caros do Mundo # 25
Dusseldorf (NPV, IRR, interest rate... Mundo Business, my friend!)
Ou Die teuersten Autos der Welt da reportagem original que saiu na revista alema Autobild.
O artigo comeca perguntando "Crise, que crise?!" e continua dizendo que os classicos estao num nivel acima desses probleminhas mundanos capitalistas. Concordo.
Comecando com a Lotus 49 de Jim Clark. Valor: 1,1 Mio. EUR sem choro nem vela. Para os fans da Formula 1 nos anos 60 essa era a combinacao perfeita. Construida de 1967 ate 1970, o piloto ia sentado num charutinho equipado com o potente canhao Cosworth DFV-V8. Na foto temos o modelo de chassis nr. R2 que levou Clark a sua primeira vitoria em 67. A barata descansa atualmente na garagem de um colecionador privado.
A serie continua qualquer dia desses com o 24° carro mais caro da Historia.
Edit: Vi uma replica dessa Lotus ano passado no Schloss Dyck, um encontro de antigos famoso na Alemanha. Tinha uma replica da Maserati do Fangio e um Porsche 956 pilotado pelo Senna nas 24h de Nurburgring. Esse era original e teve sua historia muito bem contada pelo Pandini aqui. As fotos foram feitas por mim na Techno Classica Essen desde ano, outro encontro sensacional de antigos e esportivos. Tenho que postar essas fotos qualquer dia desses.
Ou Die teuersten Autos der Welt da reportagem original que saiu na revista alema Autobild.
O artigo comeca perguntando "Crise, que crise?!" e continua dizendo que os classicos estao num nivel acima desses probleminhas mundanos capitalistas. Concordo.
Comecando com a Lotus 49 de Jim Clark. Valor: 1,1 Mio. EUR sem choro nem vela. Para os fans da Formula 1 nos anos 60 essa era a combinacao perfeita. Construida de 1967 ate 1970, o piloto ia sentado num charutinho equipado com o potente canhao Cosworth DFV-V8. Na foto temos o modelo de chassis nr. R2 que levou Clark a sua primeira vitoria em 67. A barata descansa atualmente na garagem de um colecionador privado.
A serie continua qualquer dia desses com o 24° carro mais caro da Historia.
Edit: Vi uma replica dessa Lotus ano passado no Schloss Dyck, um encontro de antigos famoso na Alemanha. Tinha uma replica da Maserati do Fangio e um Porsche 956 pilotado pelo Senna nas 24h de Nurburgring. Esse era original e teve sua historia muito bem contada pelo Pandini aqui. As fotos foram feitas por mim na Techno Classica Essen desde ano, outro encontro sensacional de antigos e esportivos. Tenho que postar essas fotos qualquer dia desses.
Monday, June 22, 2009
Batistinha
Dusseldorf (segundinha braba)

Acabo de descobrir esse sujeito, um dos melhores restauradores de carros antigos do Brasil. Aqui voce le a reportagem feita por Fred Melo Paiva, que define muito bem o papel de um colecionador de antigos e de um restaurador:
"O possuidor de carro antigo é um revolucionário, um inimigo do sistema, um guerrilheiro urbano. Se todos fizessem como ele, substituindo Corollas por Mavericks, Mercedes atuais por Pagodas da década de 60, a indústria automobilística iria para o saco e o próprio capitalismo estaria ameaçado. É claro que, sem catalisadores, nossos narizes e pulmões seguiriam o mesmo destino rumo à falência. Mas isso não seria nada diante da possibilidade do triunfo: Viva a revolução bolivariana!"

Acabo de descobrir esse sujeito, um dos melhores restauradores de carros antigos do Brasil. Aqui voce le a reportagem feita por Fred Melo Paiva, que define muito bem o papel de um colecionador de antigos e de um restaurador:
"O possuidor de carro antigo é um revolucionário, um inimigo do sistema, um guerrilheiro urbano. Se todos fizessem como ele, substituindo Corollas por Mavericks, Mercedes atuais por Pagodas da década de 60, a indústria automobilística iria para o saco e o próprio capitalismo estaria ameaçado. É claro que, sem catalisadores, nossos narizes e pulmões seguiriam o mesmo destino rumo à falência. Mas isso não seria nada diante da possibilidade do triunfo: Viva a revolução bolivariana!"
Thursday, June 18, 2009
Doutor Pedrinho
Düsseldorf (correr que é bom, nada)
Doutor Pedrinho é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Localiza-se a uma latitude 26º42'52" sul e a uma longitude 49º29'00" oeste, estando a uma altitude de 530 metros. Sua população estimada em 2008 era de 3.402 habitantes.
Se eu soubesse, teria me mudado pra lá há muito tempo atrás. Já previam o futuro, impressionante!
Será que o prefeito se chama Nostradamus?!
Mais informacoes na vasta página da Wiki.
Doutor Pedrinho é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Localiza-se a uma latitude 26º42'52" sul e a uma longitude 49º29'00" oeste, estando a uma altitude de 530 metros. Sua população estimada em 2008 era de 3.402 habitantes.
Se eu soubesse, teria me mudado pra lá há muito tempo atrás. Já previam o futuro, impressionante!
Será que o prefeito se chama Nostradamus?!
Mais informacoes na vasta página da Wiki.
Monday, June 15, 2009
Le Mans 2009 - final
Düsseldorf (nao gostei de 'Illuminati')
E os leoes franceses ganharam, finalmente desbancando a Audi. Gené/Wurz/Brabham levaram o caneco com o Peugeot 908. Melhor ainda, fizeram dobradinha, com Bourdais/Sarrazin/Montagny. O primeiro Audi veio em seguida completando o pódio.
Vou preparar minha barraca pra acompanhar essa corrida ano que vem.
Clique na foto para ampliar. Vale a pena.
E os leoes franceses ganharam, finalmente desbancando a Audi. Gené/Wurz/Brabham levaram o caneco com o Peugeot 908. Melhor ainda, fizeram dobradinha, com Bourdais/Sarrazin/Montagny. O primeiro Audi veio em seguida completando o pódio.
Vou preparar minha barraca pra acompanhar essa corrida ano que vem.
Clique na foto para ampliar. Vale a pena.
Sunday, June 14, 2009
Rossi, sensacional
Düsseldorf (ele é o maior de todos!)
Valentino tem mais de NOVENTA vittórias na Moto GP, a categoria máxima das duas rodas. A maneira como ele venceu hoje e a comemoracao eletrizante de como se fosse um novato mostram a diferenca de um craque pra um mito.
As duas últimas voltas da corrida estao aí embaixo. Isso é competicao, é o esporte ao extremo disputado e conquistado justamente pelos melhores. Nao existe enganacao.
Valentino tem mais de NOVENTA vittórias na Moto GP, a categoria máxima das duas rodas. A maneira como ele venceu hoje e a comemoracao eletrizante de como se fosse um novato mostram a diferenca de um craque pra um mito.
As duas últimas voltas da corrida estao aí embaixo. Isso é competicao, é o esporte ao extremo disputado e conquistado justamente pelos melhores. Nao existe enganacao.
Le Mans 2009 - parcial
Düsseldorf (os fogos japoneses foram doidos!)
Os leoes estao uma volta na frente. Vou dormir. Vamo ver como termina amanha.
Pos # Team Driver in Pit Laps
1 9 Peugeot Sport Total BRABHAM David 155
2 1 Audi Sport Team Joest MCNISH Allan 153
3 8 Team Peugeot Total MONTAGNY Franck 153
4 17 Pescarolo Sport BOULLION Jean-Christophe 152
5 007 AMR Eastern Europe MUCKE Stefan 151
6 14 Kolles LOTTERER Andre 150
7 11 Team Oreca Matmut AIM LAPIERRE Nicolas 149
8 16 Pescarolo Sport TINSEAU Christophe 149
9 15 Kolles ALBERS Christian 149
10 13 Speedy Racing Sebah JANI Neel 148
Os leoes estao uma volta na frente. Vou dormir. Vamo ver como termina amanha.
Pos # Team Driver in Pit Laps
1 9 Peugeot Sport Total BRABHAM David 155
2 1 Audi Sport Team Joest MCNISH Allan 153
3 8 Team Peugeot Total MONTAGNY Franck 153
4 17 Pescarolo Sport BOULLION Jean-Christophe 152
5 007 AMR Eastern Europe MUCKE Stefan 151
6 14 Kolles LOTTERER Andre 150
7 11 Team Oreca Matmut AIM LAPIERRE Nicolas 149
8 16 Pescarolo Sport TINSEAU Christophe 149
9 15 Kolles ALBERS Christian 149
10 13 Speedy Racing Sebah JANI Neel 148
Saturday, June 13, 2009
Le Mans 2009
Düsseldorf (largada às 15h daqui)
Vai comecar a prova mais tradicional de Endurance do Mundo.

Reza a lenda que em 1920, o Automobile-Club de l'Ouest pôs em obra a realização de uma competição cujo caráter contribuísse para a evolução do progresso técnico e favorecer o desenvolvimento do automóvel. Em 1922, o clube anuncia a criação de um novo tipo de competição na Sarthe, uma prova de resistência. Durante a prova, equipes de dois Pilotos por carro vão-se alternando dia e noite. A primeira edição, com 33 concorrentes, desenrolou-se nos dias 26 e 27 de Maio de 1923 num circuito perto da cidade de Le Mans, no departamento da Sarthe. Hoje, as «24 Horas de Le Mans» têm lugar cada ano em Junho. É a mais antiga e a mais prestigiada corrida de resistência para carros desportivos e protótipos.
Os Audis R15 TDi de Tom Kristensen, Allan McNish e Dindo Capello sao os favoritos a vitória, como acontece desde 2000. O único carro que ameaca a vitória das quatro argolas é o leao francês Peugeot 908 HDi FAP. Bruno Senna pilota um Oreca 01-AIM e larga da 14ª colocação.
Vai comecar a prova mais tradicional de Endurance do Mundo.

Reza a lenda que em 1920, o Automobile-Club de l'Ouest pôs em obra a realização de uma competição cujo caráter contribuísse para a evolução do progresso técnico e favorecer o desenvolvimento do automóvel. Em 1922, o clube anuncia a criação de um novo tipo de competição na Sarthe, uma prova de resistência. Durante a prova, equipes de dois Pilotos por carro vão-se alternando dia e noite. A primeira edição, com 33 concorrentes, desenrolou-se nos dias 26 e 27 de Maio de 1923 num circuito perto da cidade de Le Mans, no departamento da Sarthe. Hoje, as «24 Horas de Le Mans» têm lugar cada ano em Junho. É a mais antiga e a mais prestigiada corrida de resistência para carros desportivos e protótipos.
Os Audis R15 TDi de Tom Kristensen, Allan McNish e Dindo Capello sao os favoritos a vitória, como acontece desde 2000. O único carro que ameaca a vitória das quatro argolas é o leao francês Peugeot 908 HDi FAP. Bruno Senna pilota um Oreca 01-AIM e larga da 14ª colocação.
Thursday, June 11, 2009
Radio Truta
Düsseldorf (um frio de rachar, 15° em plena primavera)
Ainda verei esses caras ao vivo. Fui convencido pelo Matheuzinho meu amigo de que essa é uma das melhores bandas de rock da atualidade.
Os caras mudam completamente o setlist de uma noite pra outra, sem preguica de tocar o que sabem.
Ainda verei esses caras ao vivo. Fui convencido pelo Matheuzinho meu amigo de que essa é uma das melhores bandas de rock da atualidade.
Os caras mudam completamente o setlist de uma noite pra outra, sem preguica de tocar o que sabem.
Alta velocidade
Düsseldorf (Steve Jobs é um gênio!)
Impressionante as fracoes de segundo captadas por essa câmera, o formato da água no ar, se desfazendo e comecando a cair.
Impressionante as fracoes de segundo captadas por essa câmera, o formato da água no ar, se desfazendo e comecando a cair.
Ken Block
Düsseldorf (viva a Apple)
Já tinha visto o 1° video desse maluco, mas esse agora é ainda mais sensacional. Um festival de cenas espetaculares em câmera lenta.
Pra quem gosta de velocidade é um prato cheio!
Já tinha visto o 1° video desse maluco, mas esse agora é ainda mais sensacional. Um festival de cenas espetaculares em câmera lenta.
Pra quem gosta de velocidade é um prato cheio!
Monday, June 08, 2009
5 anos no Velho Mundo
Dusseldorf (foi ontem… só me lembrei hoje)

Dia 7 de Junho de 2004, 5 anos atrás, desembarcava eu no aeroporto internacional de Viena após escala em Amsterdam. Quem me esperava era um brasileiro já velho de guerra em terras germânicas. Morava em Berlin desde 1998 e agora continuava sua saga no Mundo Ciência em território austríaco.
Chegava com um desafio pela frente: fazer um Doutorado em Eng. de Materiais sem nunca ter lido uma publicação sequer sobre o assunto, ligas de TiAl (titânio e alumínio), vulgo Tio Tânio nas palavras do Gordinho meu amigo.
Bem, Viena dispensa comentários. Cidade clássica, suntuosa, elegante com seus cafés maravilhosos, charretes, a residência da famosa casa dos Habsburg que tanto tempo dominaram a Europa e o Mundo. O Schloss Schonbrun, residência de verão do Napoleão e versão austríaca de Versailles, a Stephansdom, as ruas do centro antigo, musica clássica tão bem representada por Mozart e Strauss, a Staatsoper (casa de concertos com a melhor acústica do Mundo), o Danúbio que em alemão se chama Donau e passa longe do centro da cidade, o parque do Prater e sua famosa roda gigante e a prefeitura em estilo gótico mais linda de todas, a Wiener Rathaus.
Desnecessário dizer que pirei o cabeção. Morando numa das mais importantes capitais européias, rica em cultura e história, pra mim foi um prato cheio. Fui a incontáveis museus onde visitei obras de Chagal, Picasso, Kandinsky, Magritte, da Vinci, Tâmara de Lempika e tantos outros.
Logo no primeiro final de semana fui a um festival de rock. A noite de sexta foi fechada pelos Chilli Peppers e o sábado pelo Metallica. Melhor só se fossem Pink Floyd e Led Zeppelin. Shows que foram uma constante nessa Vida rica: Joe Cocker, Black Sabbath com Ozzy e abertura do Velvet Revolver com Slash e Scott Weiland do STP, Jethro Tull numa cidadezinha ali perto, Mark Knopfler na primeiríssma fila, na cara do gol, Scorpions num festival na beira do Danúbio, e ate Avril Lavigne eu vi e gostei. Teve o B.B. King num barco em pleno Lác Leman durante o Festival de Montreux em 2006. O show do Robert Plant com o Jeff Beck eu nem considero por que Roberto Planta não cantou uma musica sequer do Led e Jeff Losca não compareceu ao evento. O grande astro da noite foi Kid Rock... é mole?! Em Dusseldorf vi shows antológicos do Ben Harper, Eric Clapton, Velvet Revolver, Pearl Jam e dois do AC/DC na nova turnê. Show esse que deixou cicatrizes...
Cheguei solteiro, em busca de alguém pra aquecer minhas noites de inverno e ocupar meu coração. Seria mais lógico uma gringa ou galega como se diz por ai, mas seguindo os conselhos da mãe dum amigo meu, me casei com uma brasileira, mineirinha de BH que nem eu. Já conhecida, mas nem amiga era. O encontro em Viena foi mágico e 19 dias depois, sim dezenove, nos casamos. Claro que com um intervalo de 3 meses e meio entre o fim da viagem dela e a assinatura no cartório.
As viagens foram tantas por um lado e tão poucas por outro. Quando penso na quantidade de lugares sensacionais que existem nesse Planeta e me dou conta de que não vou conhecer nem 30%, fico desesperado. Às vezes em depressão mesmo. Pelas minhas contas, minhas rodinhas nos pés passaram por Madrid, Sevilla e Barcelona la pelos lados da Ibérica (ainda falta Portugal), Paris não sei quantas vezes, Lyon, Nice, Grenoble e Evian les Bans (a da água mineral), todas na Franca. Mônaco logo ao lado, a Suíça comparecendo com Lausanne, Vevey, e Montreux (no Jazz Festival de 2006) London, Dublin outro dia (falta muita coisa na ilha da Rainha), Viena e Salzburg apenas (arrependo não ter rodado mais a Áustria...) e Roma, Milano e Venezia na Bota. No Leste Europeu, tiveram o privilégio de me receber: Bratislava, capital da Eslováquia, com as tchecas visitei Praha e a micro cidade de Becniye do meu amigo Martin Pesza e Budapest no antigo Império Austro-húngaro. Na Polônia foram Krakow (Cracóvia com direito a uma noite sombria em Auschwitz sobre os trilhos dos trens nazistas), Wroclaw e uma cidadezinha chamada Zgorgelec na fronteira com a Alemanha.
Neste país de onde escrevo agora rodei bastante conhecendo Berlin (onde tudo começou em 2003), Dresden, Leipzig, Hamburg, Gottingen, Bonn, Koln (Colônia), Essen, Bochum, Munchen (Munich) pra celebrar 4 vezes seguidas a melhor festa do Mundo... Oktoberfest, o castelo de Neuschwanstein (uma das novas maravilhas do Mundo), Nurnberg, Bamberg, Bayreuth (terra de Richard Wagner e suas Valkyries), Rothemburg ob der Tauber onde meu pai estudou alemão 30 anos atrás e tive a honra de levá-lo novamente na cidade ano passado. Dusseldorf é a sede dessa confusão toda, a base eqüidistante na Europa. A Holanda, vulgo Netherlands ou die Niederlande, foi visitada apenas nas cidades de Amsterdam e a praia de Renesse ao sul de den Haag (Haia). A Bélgica das suas cervejas maravilhosas foi bem explorada em Antwerpen (Antuérpia), Brugge, Gent, Leuven, Spa (e o GP de Formula 1, evidentemente) e Brussels (Bruxelas). Pra completar BeNeLux, fomos até a charmosa Luxemburg visitar meu irmão que trabalha pra um indiano e sua esposa. Cidade pequena, porém interessante, no centro da Europa, perto de tudo também. E Kobenhavn, ou Copenhagen foi uma das melhores cidades que já visitamos. Me esqueci de Sarajevo, viagem inesquecível. Diferente de tudo.
Claro que os destinos futuros são vários, as idéias malucas rondam minha cabeça o tempo inteiro. Rotas como pegar um barco em Moscow e descer ate St. Petersburg, um dos meus sonhos. Ou chegar em Luxor no Egito e descer o Nilo ate Cairo, parando onde for interessante. Thailand, Viet Nam, Indonésia, Japão e China fazem parte da rota do Oriente. Não me esquecendo de Laos, pais onde dizem estar as pessoas mais puras dessa Terra. Aqui na Europa os roteiros são intermináveis e ficaria o resto da noite escrevendo. Mas queria mesmo fazer como o Heinz, austríaco meu amigo de 40 e poucos anos. Em 2003 ele restaurou uma moto Puch de 1933 e refez a mesma viagem que um outro austríaco maluco realizou nessa época indo de Vienna até Bombaim na India. Simplesmente sensacional! Quem sabe vamos de Trabi até Tóquio, passando pelo Laos?!
Já que me lembrei de Formula 1, em 2005 fui a Mônaco na minha primeira experiência automobilística. Nunca esquecerei o som do carro pela primeira vez. O responsável por estuprar meus tímpanos atende pelo nome de Vitantônio Liuzzi que na época andava pela Red Bull Racing. Até hoje não entendo por que nunca fui a Interlagos. Por que nunca vi Senna correr. Nunca enchi a paciência do meu pai pra me levar. Agora não adianta chorar. Mas venho compensado bem essa falha. Se 2004 e 2006 passaram em branco, 2007 veio em dose dupla: Nurburgring de forma inesperada e sem gastar um puto sequer, e depois Spa Francorchamps na Bélgica, presente da minha amada, idolatrada, salve, salve Mulher. Ainda estive na sessão de testes oficiais em julho deste mesmo ano desbravando cada centímetro do circuito e facilitando a visita para o GP em setembro. Eau Rouge... nunca vou esquecer. O ano de 2008 tambem passou em branco. Acho que anos pares não combinam com F1. Esse ano planejo ir em Monza, o templo da Ferrari. Queria ir a Silvertone ver o ultimo GP do circuito mais antigo da F1, onde tudo começou. Mas tá meio em cima da hora.
Teve também um BRA 3x0 GAN, na Copa de 2006 aqui em Dortmund. Ingresso comprado na porta, na sorte mesmo. Alem desse jogo, assisti ao pior jogo de todos os tempos entre Rapid Viena e Athletic Bilbao pela Copa da UEFA de 2005. Acabou 0x0 com dois chutes na direção do gol, uma pra cada lado. Nenhum deles seria um tento se o gol estivesse vazio. Um frio de arrebentar e o estádio cheio de cadeiras metálicas. Ninguém se sentava, impossível. O vento gelado só não era pior que a pelada de décima que rolava. Ainda vi o Hamburg SV meter 2x1 de virada no Stuttgart pela Bundesliga (campeonato alemão) em 2004. Estava a trabalho na cidade e fui ver se haveria jogo no final de semana. O SV jogaria em casa e, pra minha sorte, o estádio ficava ao lado de onde eu estava. Resultado: caminhada no frio, cerva, salsichão e um bom jogo que valia o 5° lugar no certame. E foi só. Meu negocio é F1 mesmo!
Outro dia meu chefe perguntou se eu gostaria de ver uma corrida da DTM. Falei “Warum nicht?!” ou por que não?! Em Zandvoort, Holanda, pra relembrar as corridas épicas de F1 e tentar imaginar como era. Será dia 19 de Julho. Depois conto como foi. Moto GP é outro tipo de corrida que me agrada. Tem um circuito holandês aqui do lado. Tenho que ver o Rossi pelo menos uma vez na Vida!
Esqueci de contar sobre o Waltinho, um Warburg 353 S ano 1988 fabricado em Eisenach, antiga Alemanha Oriental, aqui conhecida como DDR. Exportei esse carro pra um jornalista maluco lá no Brasil. Walter deixou saudades. Nos levou a Paris e Spa. Virou gente, parte da família. Ganhou Vida aqui, mas resolveu curtir o Brasil. Como todo alemão que por lá pisa, não volta mais. Nunca mais. E como se sente sozinho, já encomendou um irmão. Um Trabi que logo vai pintar por essas bandas. Preciso tirar carteira primeiro pra depois buscá-lo. Onde?! Na DDR de novo, onde mais?!
Bem, tudo isso é detalhe. A oportunidade de viver na Europa muda qualquer um, por mais apegado ao Brasil que seja. Impossível não ver e viver os benefícios de um sistema de transporte democrático, fácil, funcional e confiável que serve a todas as classes sociais sem discriminação. Seja de ônibus, bonde (Strassenbahn), metrô, barco (sim, o rio Reno é o São Francisco da Alemanha e rasga Dusseldorf no meio), bicicleta, a pé e de trem circula-se como quiser, na hora que der na telha. Resumindo: carro é luxo. E quando dá vontade, é só alugar um no final de semana. Mesmo não tendo carteira... ainda.
A sensação de segurança não tem preço. Esse simples fato modifica completamente os hábitos da sociedade e a forma como seus cidadãos se relacionam. Aqui os espaços públicos são parte da Vida de cada um. As praças e parques são utilizados, visitados e curtidos por todos, sem exceção. Seja em feiras de comida, shows, festivais ou simples finais de semana com os amigos onde um churrasquinho rola fácil ou um casal se deita na grama pra namorar ou mesmo uma pessoa sozinha com um bom livro fica curtindo seu momento solitário, tão importante pra nós todos. No Brasil, a falta de segurança gera desigualdade social. Os espaços públicos vivem abandonados e mal cuidados, com raras exceções. Ninguém usa mesmo, quase ninguém põe o pé ali. Pra que cuidar?! Com isso, os ricos constroem suas fortalezas, convidam os amigos e ficam todos ali, naquele mundinho particular, longe dos problemas sociais, em "segurança". Quem não tem condições que se vire. Divirta-se como puder, onde der, gastando o mínimo. A isso chamam democracia.
Austríaco é um alemão mais devagar, segundo os teutônicos. Imaginei uma Bahia ali onde ficava o Império dos Habsburg e Vienna cheia de acarajé e a negada pela cidade afora. Não deixa de ser uma ponta de inveja dos alemães. Nenhuma cidade deles chega aos pés de Viena. Não tiveram o glamour e o poder dos austríacos, não na diplomacia, nas alianças, nos conchavos, e sim na força. Mesmo assim não durou muito, todos nos sabemos. Por outro lado, a Alemanha não tem uma única atração. São várias cidades espalhadas pelo país com importância e significado histórico. Estratégia de guerra. Se uma ou duas fossem completamente arrasadas, existiriam outras pra reerguer a nação. Esses caras só pensam em brigar com os outros.
Até hoje, quase todos os dias, os canais alemães exibem documentários da Segunda Guerra, principalmente mostrando os feitos e a personalidade do bigodudo mais odiado do Mundo. Nas bancas de jornal e revistas não é diferente. Sempre tem uma capa sobre o assunto. São completamente obcecados. Claro que querem contar aos mais jovens os horrores do Holocausto e do Nazismo, mas às vezes tenho a sensação de que não querem deixar o assunto morrer. Seja lá por qual motivo seja.
Após mudar de Viena pra Dusseldorf e dar inicio a fase de homem casado (e responsável ou irresponsável?!) morando com a melhor Mulher do Universo, também mudei de projeto no Doutorado. Depois de muito sofrimento, consegui finalmente adicionar algumas letrinhas na frente do meu primeiro nome, a saber: Dr.-Ing.. Portanto, se você algum dia me vir na rua, não pode me chamar apenas pelo primeiro nome. Lembre-se das letrinhas, senão eu nem olho. Hahahahahaha! E pensar que no Brasil, qualquer pessoa com um pouco de dinheiro, principalmente no interior, é chamado de Doutor. O Dotô Ruy!
Metade dessas letrinhas só viraram realidade pelo simples fato de eu ter me casado com uma pessoa fantástica. A mulher da minha Vida é, pra minha sorte grande, a melhor do Universo inteiro! Companheira pra todas as horas, exemplo de profissional dedicada e responsável (sou exatamente o oposto, caótico) me incentivou e apoiou desde sempre. Os filminhos dos meus treinos para as apresentações em congressos são hilários, tragicômicos até.
Inventei uns 300 nomes pra chamar ela: Piquitita, Criança, Mininete, Amore mio, Beibinha, Xuxuca, Mon Amour, Beibete, Polvilhete, Juju e por ai vai. Mora no meu coração e quando pedi a Deus pra mandar ela pra mim, prometi fazê-la feliz... SEMPRE! Acho que venho cumprindo bem essa promessa, apesar das tempestades passageiras que todo casal enfrenta. O barraco é solido e aguenta o tranco. Uma telha ou outra vai embora, mas logo é substituída e nem se nota. Como toda chuvarada, nunca se pensa que estamos preparados, mas depois que passa percebemos que o alicerce é forte, as paredes vem sendo construídas tijolo por tijolo, sem pressa, esperando a massa secar pra nao trincar lá na frente. Quando a gente assustar, estamos no segundo andar!
Junto com ela, veio no pacote um grande amigo chamado Leopoldo Magnífico, cachaceiro, safado e sem vergonha, mas de coração gigante.
A saudade da família, dos amigos, das comidas, bebidas, lugares, viagens e de tudo que faz o Brasil ser o melhor país do Mundo, pelo menos dos que eu já visitei e/ou morei, não é fácil. Ate hoje não é fácil. Saudade é como um furacão. Fica longe, lá no meio do nada, despercebida, ganhando forca. Se alimentando todos os dias de um pouquinho de fraqueza, de nostalgia. E quando aparece costuma ser devastadora. Dura pouco, mas deixa estragos. Te fazem rever alguns conceitos, a repensar a Vida. Por que estamos aqui, qual o sentido disso tudo?! Um misto de egoísmo, determinação e coragem justificam um pouco esse viver longe de tudo e de todos. Mas até quando?!
Enfrentar a operação do meu pai daqui foi uma das piores coisas, senão a pior de todas. A sensação de impotência é enorme. Não se pode fazer nada, nem ao menos dar um abraço, um olhar de apoio, dizer palavras confortáveis. Pelo menos Amore mio estava lá me representando e apoiando, como sempre.
Acontece que meu pai é um cara de sorte também. Tem ao seu lado minha mãe e seu Amor e apoio incondicionais. Muito do que fiz e sou devo a eles. O que seria de nós sem nossas mães e nossos pais?! Minha tia, que é minha segunda mãe, e minha sogra que me ama também sempre estiveram presentes nessa caminhada. E meu sogro, que é professor, me acha o máximo. Aliás, Petrus Maximus!
Minha irmã e meus irmãos que amo também já riram muito dessas confusões. Dos sonhos que tinha e mandava pra eles. Um deles gosta tanto de mim e me admira que veio morar em Luxemburgo. O do meio é jornalista de mão cheia e o cacula faixa preta de jiu-jitsu.
Ah, e tem o cunhado fanático pela Ducati. Já viajei uma fez pro Brasil com dois cilindros duma 916, sem falar nas várias outras peças. Outro doido.
Acho que já escrevi demais. Se você chegou até aqui, parabéns. Acaba de ganhar um pão quente e um Grapete. Se não, perdeu uma das melhores retrospectivas já feitas por um brazuca morando na Europa em todos os tempos. Premio Pullitzer é pouco.
E vamos levando a Vida antes que ela nos leve. Espero que não seja de avião...
Já que agora sou tio de três pimpolhos, pela ordem: Matheus, Marina e André. A família cresce e agradece. Essa é a pior parte de morar do outro lado do Atlântico...
Os planos para o futuro são os melhores possíveis. Filhos, plantar uma floresta tropical e escrever livros. E várias fotos. E vídeos.
Que venham os próximos CINCO!
ps. Antes que alguém pergunte, as fotos e videos desses 5 anos estao sendo selecionadas. Processo longo e demorado. Nostalgico, emocionante! Vou postar algumas por aqui, sem ordem cronologica. Aguardem. A melhor coisa a se fazer é acessar esse Blog todos os dias. Depois que a série comecar, não acaba nunca mais. Eu prometo!
Comecemos com Korfu, Grécia - Ago 2005:

Dia 7 de Junho de 2004, 5 anos atrás, desembarcava eu no aeroporto internacional de Viena após escala em Amsterdam. Quem me esperava era um brasileiro já velho de guerra em terras germânicas. Morava em Berlin desde 1998 e agora continuava sua saga no Mundo Ciência em território austríaco.
Chegava com um desafio pela frente: fazer um Doutorado em Eng. de Materiais sem nunca ter lido uma publicação sequer sobre o assunto, ligas de TiAl (titânio e alumínio), vulgo Tio Tânio nas palavras do Gordinho meu amigo.
Bem, Viena dispensa comentários. Cidade clássica, suntuosa, elegante com seus cafés maravilhosos, charretes, a residência da famosa casa dos Habsburg que tanto tempo dominaram a Europa e o Mundo. O Schloss Schonbrun, residência de verão do Napoleão e versão austríaca de Versailles, a Stephansdom, as ruas do centro antigo, musica clássica tão bem representada por Mozart e Strauss, a Staatsoper (casa de concertos com a melhor acústica do Mundo), o Danúbio que em alemão se chama Donau e passa longe do centro da cidade, o parque do Prater e sua famosa roda gigante e a prefeitura em estilo gótico mais linda de todas, a Wiener Rathaus.
Desnecessário dizer que pirei o cabeção. Morando numa das mais importantes capitais européias, rica em cultura e história, pra mim foi um prato cheio. Fui a incontáveis museus onde visitei obras de Chagal, Picasso, Kandinsky, Magritte, da Vinci, Tâmara de Lempika e tantos outros.
Logo no primeiro final de semana fui a um festival de rock. A noite de sexta foi fechada pelos Chilli Peppers e o sábado pelo Metallica. Melhor só se fossem Pink Floyd e Led Zeppelin. Shows que foram uma constante nessa Vida rica: Joe Cocker, Black Sabbath com Ozzy e abertura do Velvet Revolver com Slash e Scott Weiland do STP, Jethro Tull numa cidadezinha ali perto, Mark Knopfler na primeiríssma fila, na cara do gol, Scorpions num festival na beira do Danúbio, e ate Avril Lavigne eu vi e gostei. Teve o B.B. King num barco em pleno Lác Leman durante o Festival de Montreux em 2006. O show do Robert Plant com o Jeff Beck eu nem considero por que Roberto Planta não cantou uma musica sequer do Led e Jeff Losca não compareceu ao evento. O grande astro da noite foi Kid Rock... é mole?! Em Dusseldorf vi shows antológicos do Ben Harper, Eric Clapton, Velvet Revolver, Pearl Jam e dois do AC/DC na nova turnê. Show esse que deixou cicatrizes...
Cheguei solteiro, em busca de alguém pra aquecer minhas noites de inverno e ocupar meu coração. Seria mais lógico uma gringa ou galega como se diz por ai, mas seguindo os conselhos da mãe dum amigo meu, me casei com uma brasileira, mineirinha de BH que nem eu. Já conhecida, mas nem amiga era. O encontro em Viena foi mágico e 19 dias depois, sim dezenove, nos casamos. Claro que com um intervalo de 3 meses e meio entre o fim da viagem dela e a assinatura no cartório.
As viagens foram tantas por um lado e tão poucas por outro. Quando penso na quantidade de lugares sensacionais que existem nesse Planeta e me dou conta de que não vou conhecer nem 30%, fico desesperado. Às vezes em depressão mesmo. Pelas minhas contas, minhas rodinhas nos pés passaram por Madrid, Sevilla e Barcelona la pelos lados da Ibérica (ainda falta Portugal), Paris não sei quantas vezes, Lyon, Nice, Grenoble e Evian les Bans (a da água mineral), todas na Franca. Mônaco logo ao lado, a Suíça comparecendo com Lausanne, Vevey, e Montreux (no Jazz Festival de 2006) London, Dublin outro dia (falta muita coisa na ilha da Rainha), Viena e Salzburg apenas (arrependo não ter rodado mais a Áustria...) e Roma, Milano e Venezia na Bota. No Leste Europeu, tiveram o privilégio de me receber: Bratislava, capital da Eslováquia, com as tchecas visitei Praha e a micro cidade de Becniye do meu amigo Martin Pesza e Budapest no antigo Império Austro-húngaro. Na Polônia foram Krakow (Cracóvia com direito a uma noite sombria em Auschwitz sobre os trilhos dos trens nazistas), Wroclaw e uma cidadezinha chamada Zgorgelec na fronteira com a Alemanha.
Neste país de onde escrevo agora rodei bastante conhecendo Berlin (onde tudo começou em 2003), Dresden, Leipzig, Hamburg, Gottingen, Bonn, Koln (Colônia), Essen, Bochum, Munchen (Munich) pra celebrar 4 vezes seguidas a melhor festa do Mundo... Oktoberfest, o castelo de Neuschwanstein (uma das novas maravilhas do Mundo), Nurnberg, Bamberg, Bayreuth (terra de Richard Wagner e suas Valkyries), Rothemburg ob der Tauber onde meu pai estudou alemão 30 anos atrás e tive a honra de levá-lo novamente na cidade ano passado. Dusseldorf é a sede dessa confusão toda, a base eqüidistante na Europa. A Holanda, vulgo Netherlands ou die Niederlande, foi visitada apenas nas cidades de Amsterdam e a praia de Renesse ao sul de den Haag (Haia). A Bélgica das suas cervejas maravilhosas foi bem explorada em Antwerpen (Antuérpia), Brugge, Gent, Leuven, Spa (e o GP de Formula 1, evidentemente) e Brussels (Bruxelas). Pra completar BeNeLux, fomos até a charmosa Luxemburg visitar meu irmão que trabalha pra um indiano e sua esposa. Cidade pequena, porém interessante, no centro da Europa, perto de tudo também. E Kobenhavn, ou Copenhagen foi uma das melhores cidades que já visitamos. Me esqueci de Sarajevo, viagem inesquecível. Diferente de tudo.
Claro que os destinos futuros são vários, as idéias malucas rondam minha cabeça o tempo inteiro. Rotas como pegar um barco em Moscow e descer ate St. Petersburg, um dos meus sonhos. Ou chegar em Luxor no Egito e descer o Nilo ate Cairo, parando onde for interessante. Thailand, Viet Nam, Indonésia, Japão e China fazem parte da rota do Oriente. Não me esquecendo de Laos, pais onde dizem estar as pessoas mais puras dessa Terra. Aqui na Europa os roteiros são intermináveis e ficaria o resto da noite escrevendo. Mas queria mesmo fazer como o Heinz, austríaco meu amigo de 40 e poucos anos. Em 2003 ele restaurou uma moto Puch de 1933 e refez a mesma viagem que um outro austríaco maluco realizou nessa época indo de Vienna até Bombaim na India. Simplesmente sensacional! Quem sabe vamos de Trabi até Tóquio, passando pelo Laos?!
Já que me lembrei de Formula 1, em 2005 fui a Mônaco na minha primeira experiência automobilística. Nunca esquecerei o som do carro pela primeira vez. O responsável por estuprar meus tímpanos atende pelo nome de Vitantônio Liuzzi que na época andava pela Red Bull Racing. Até hoje não entendo por que nunca fui a Interlagos. Por que nunca vi Senna correr. Nunca enchi a paciência do meu pai pra me levar. Agora não adianta chorar. Mas venho compensado bem essa falha. Se 2004 e 2006 passaram em branco, 2007 veio em dose dupla: Nurburgring de forma inesperada e sem gastar um puto sequer, e depois Spa Francorchamps na Bélgica, presente da minha amada, idolatrada, salve, salve Mulher. Ainda estive na sessão de testes oficiais em julho deste mesmo ano desbravando cada centímetro do circuito e facilitando a visita para o GP em setembro. Eau Rouge... nunca vou esquecer. O ano de 2008 tambem passou em branco. Acho que anos pares não combinam com F1. Esse ano planejo ir em Monza, o templo da Ferrari. Queria ir a Silvertone ver o ultimo GP do circuito mais antigo da F1, onde tudo começou. Mas tá meio em cima da hora.
Teve também um BRA 3x0 GAN, na Copa de 2006 aqui em Dortmund. Ingresso comprado na porta, na sorte mesmo. Alem desse jogo, assisti ao pior jogo de todos os tempos entre Rapid Viena e Athletic Bilbao pela Copa da UEFA de 2005. Acabou 0x0 com dois chutes na direção do gol, uma pra cada lado. Nenhum deles seria um tento se o gol estivesse vazio. Um frio de arrebentar e o estádio cheio de cadeiras metálicas. Ninguém se sentava, impossível. O vento gelado só não era pior que a pelada de décima que rolava. Ainda vi o Hamburg SV meter 2x1 de virada no Stuttgart pela Bundesliga (campeonato alemão) em 2004. Estava a trabalho na cidade e fui ver se haveria jogo no final de semana. O SV jogaria em casa e, pra minha sorte, o estádio ficava ao lado de onde eu estava. Resultado: caminhada no frio, cerva, salsichão e um bom jogo que valia o 5° lugar no certame. E foi só. Meu negocio é F1 mesmo!
Outro dia meu chefe perguntou se eu gostaria de ver uma corrida da DTM. Falei “Warum nicht?!” ou por que não?! Em Zandvoort, Holanda, pra relembrar as corridas épicas de F1 e tentar imaginar como era. Será dia 19 de Julho. Depois conto como foi. Moto GP é outro tipo de corrida que me agrada. Tem um circuito holandês aqui do lado. Tenho que ver o Rossi pelo menos uma vez na Vida!
Esqueci de contar sobre o Waltinho, um Warburg 353 S ano 1988 fabricado em Eisenach, antiga Alemanha Oriental, aqui conhecida como DDR. Exportei esse carro pra um jornalista maluco lá no Brasil. Walter deixou saudades. Nos levou a Paris e Spa. Virou gente, parte da família. Ganhou Vida aqui, mas resolveu curtir o Brasil. Como todo alemão que por lá pisa, não volta mais. Nunca mais. E como se sente sozinho, já encomendou um irmão. Um Trabi que logo vai pintar por essas bandas. Preciso tirar carteira primeiro pra depois buscá-lo. Onde?! Na DDR de novo, onde mais?!
Bem, tudo isso é detalhe. A oportunidade de viver na Europa muda qualquer um, por mais apegado ao Brasil que seja. Impossível não ver e viver os benefícios de um sistema de transporte democrático, fácil, funcional e confiável que serve a todas as classes sociais sem discriminação. Seja de ônibus, bonde (Strassenbahn), metrô, barco (sim, o rio Reno é o São Francisco da Alemanha e rasga Dusseldorf no meio), bicicleta, a pé e de trem circula-se como quiser, na hora que der na telha. Resumindo: carro é luxo. E quando dá vontade, é só alugar um no final de semana. Mesmo não tendo carteira... ainda.
A sensação de segurança não tem preço. Esse simples fato modifica completamente os hábitos da sociedade e a forma como seus cidadãos se relacionam. Aqui os espaços públicos são parte da Vida de cada um. As praças e parques são utilizados, visitados e curtidos por todos, sem exceção. Seja em feiras de comida, shows, festivais ou simples finais de semana com os amigos onde um churrasquinho rola fácil ou um casal se deita na grama pra namorar ou mesmo uma pessoa sozinha com um bom livro fica curtindo seu momento solitário, tão importante pra nós todos. No Brasil, a falta de segurança gera desigualdade social. Os espaços públicos vivem abandonados e mal cuidados, com raras exceções. Ninguém usa mesmo, quase ninguém põe o pé ali. Pra que cuidar?! Com isso, os ricos constroem suas fortalezas, convidam os amigos e ficam todos ali, naquele mundinho particular, longe dos problemas sociais, em "segurança". Quem não tem condições que se vire. Divirta-se como puder, onde der, gastando o mínimo. A isso chamam democracia.
Austríaco é um alemão mais devagar, segundo os teutônicos. Imaginei uma Bahia ali onde ficava o Império dos Habsburg e Vienna cheia de acarajé e a negada pela cidade afora. Não deixa de ser uma ponta de inveja dos alemães. Nenhuma cidade deles chega aos pés de Viena. Não tiveram o glamour e o poder dos austríacos, não na diplomacia, nas alianças, nos conchavos, e sim na força. Mesmo assim não durou muito, todos nos sabemos. Por outro lado, a Alemanha não tem uma única atração. São várias cidades espalhadas pelo país com importância e significado histórico. Estratégia de guerra. Se uma ou duas fossem completamente arrasadas, existiriam outras pra reerguer a nação. Esses caras só pensam em brigar com os outros.
Até hoje, quase todos os dias, os canais alemães exibem documentários da Segunda Guerra, principalmente mostrando os feitos e a personalidade do bigodudo mais odiado do Mundo. Nas bancas de jornal e revistas não é diferente. Sempre tem uma capa sobre o assunto. São completamente obcecados. Claro que querem contar aos mais jovens os horrores do Holocausto e do Nazismo, mas às vezes tenho a sensação de que não querem deixar o assunto morrer. Seja lá por qual motivo seja.
Após mudar de Viena pra Dusseldorf e dar inicio a fase de homem casado (e responsável ou irresponsável?!) morando com a melhor Mulher do Universo, também mudei de projeto no Doutorado. Depois de muito sofrimento, consegui finalmente adicionar algumas letrinhas na frente do meu primeiro nome, a saber: Dr.-Ing.. Portanto, se você algum dia me vir na rua, não pode me chamar apenas pelo primeiro nome. Lembre-se das letrinhas, senão eu nem olho. Hahahahahaha! E pensar que no Brasil, qualquer pessoa com um pouco de dinheiro, principalmente no interior, é chamado de Doutor. O Dotô Ruy!
Metade dessas letrinhas só viraram realidade pelo simples fato de eu ter me casado com uma pessoa fantástica. A mulher da minha Vida é, pra minha sorte grande, a melhor do Universo inteiro! Companheira pra todas as horas, exemplo de profissional dedicada e responsável (sou exatamente o oposto, caótico) me incentivou e apoiou desde sempre. Os filminhos dos meus treinos para as apresentações em congressos são hilários, tragicômicos até.
Inventei uns 300 nomes pra chamar ela: Piquitita, Criança, Mininete, Amore mio, Beibinha, Xuxuca, Mon Amour, Beibete, Polvilhete, Juju e por ai vai. Mora no meu coração e quando pedi a Deus pra mandar ela pra mim, prometi fazê-la feliz... SEMPRE! Acho que venho cumprindo bem essa promessa, apesar das tempestades passageiras que todo casal enfrenta. O barraco é solido e aguenta o tranco. Uma telha ou outra vai embora, mas logo é substituída e nem se nota. Como toda chuvarada, nunca se pensa que estamos preparados, mas depois que passa percebemos que o alicerce é forte, as paredes vem sendo construídas tijolo por tijolo, sem pressa, esperando a massa secar pra nao trincar lá na frente. Quando a gente assustar, estamos no segundo andar!
Junto com ela, veio no pacote um grande amigo chamado Leopoldo Magnífico, cachaceiro, safado e sem vergonha, mas de coração gigante.
A saudade da família, dos amigos, das comidas, bebidas, lugares, viagens e de tudo que faz o Brasil ser o melhor país do Mundo, pelo menos dos que eu já visitei e/ou morei, não é fácil. Ate hoje não é fácil. Saudade é como um furacão. Fica longe, lá no meio do nada, despercebida, ganhando forca. Se alimentando todos os dias de um pouquinho de fraqueza, de nostalgia. E quando aparece costuma ser devastadora. Dura pouco, mas deixa estragos. Te fazem rever alguns conceitos, a repensar a Vida. Por que estamos aqui, qual o sentido disso tudo?! Um misto de egoísmo, determinação e coragem justificam um pouco esse viver longe de tudo e de todos. Mas até quando?!
Enfrentar a operação do meu pai daqui foi uma das piores coisas, senão a pior de todas. A sensação de impotência é enorme. Não se pode fazer nada, nem ao menos dar um abraço, um olhar de apoio, dizer palavras confortáveis. Pelo menos Amore mio estava lá me representando e apoiando, como sempre.
Acontece que meu pai é um cara de sorte também. Tem ao seu lado minha mãe e seu Amor e apoio incondicionais. Muito do que fiz e sou devo a eles. O que seria de nós sem nossas mães e nossos pais?! Minha tia, que é minha segunda mãe, e minha sogra que me ama também sempre estiveram presentes nessa caminhada. E meu sogro, que é professor, me acha o máximo. Aliás, Petrus Maximus!
Minha irmã e meus irmãos que amo também já riram muito dessas confusões. Dos sonhos que tinha e mandava pra eles. Um deles gosta tanto de mim e me admira que veio morar em Luxemburgo. O do meio é jornalista de mão cheia e o cacula faixa preta de jiu-jitsu.
Ah, e tem o cunhado fanático pela Ducati. Já viajei uma fez pro Brasil com dois cilindros duma 916, sem falar nas várias outras peças. Outro doido.
Acho que já escrevi demais. Se você chegou até aqui, parabéns. Acaba de ganhar um pão quente e um Grapete. Se não, perdeu uma das melhores retrospectivas já feitas por um brazuca morando na Europa em todos os tempos. Premio Pullitzer é pouco.
E vamos levando a Vida antes que ela nos leve. Espero que não seja de avião...
Já que agora sou tio de três pimpolhos, pela ordem: Matheus, Marina e André. A família cresce e agradece. Essa é a pior parte de morar do outro lado do Atlântico...
Os planos para o futuro são os melhores possíveis. Filhos, plantar uma floresta tropical e escrever livros. E várias fotos. E vídeos.
Que venham os próximos CINCO!
ps. Antes que alguém pergunte, as fotos e videos desses 5 anos estao sendo selecionadas. Processo longo e demorado. Nostalgico, emocionante! Vou postar algumas por aqui, sem ordem cronologica. Aguardem. A melhor coisa a se fazer é acessar esse Blog todos os dias. Depois que a série comecar, não acaba nunca mais. Eu prometo!
Comecemos com Korfu, Grécia - Ago 2005:
Assuntos:
cronicas,
europa,
promessas,
retrospectiva,
viagens
Friday, June 05, 2009
AF447 Rio de Janeiro - Paris-Charles de Gaulle
Dusseldorf (...)
Passos sobre a areia
Ademar de Barros
Uma noite, eu tive um sonho,
Eu caminhava pela praia, lado a lado com o Senhor, deixando uma dupla pegada na areia, a minha e a do Senhor.
Veio-me a idéia – era um sonho – de que cada um dos meus passos representava um dia da minha vida. (…) Mas observei que em certos lugares em vez de duas pegadas, havia apenas uma. Então, dirigindo-me ao Senhor, ousei repreendê-Lo:
“O Senhor nos havia no entanto prometido de estar conosco todos os dias!
Por que não cumpristes a vossa promessa?
Por que me deixastes sozinho no pior momento da minha vida?
Nos dias em que eu mais precisava da vossa presença.”
Mas o Senhor me respondeu:“Meu amigo, os dias em que tu vês uma única marca de passos sobre a areia, são os dias em que Eu te carreguei.”
Passos sobre a areia
Ademar de Barros
Uma noite, eu tive um sonho,
Eu caminhava pela praia, lado a lado com o Senhor, deixando uma dupla pegada na areia, a minha e a do Senhor.
Veio-me a idéia – era um sonho – de que cada um dos meus passos representava um dia da minha vida. (…) Mas observei que em certos lugares em vez de duas pegadas, havia apenas uma. Então, dirigindo-me ao Senhor, ousei repreendê-Lo:
“O Senhor nos havia no entanto prometido de estar conosco todos os dias!
Por que não cumpristes a vossa promessa?
Por que me deixastes sozinho no pior momento da minha vida?
Nos dias em que eu mais precisava da vossa presença.”
Mas o Senhor me respondeu:“Meu amigo, os dias em que tu vês uma única marca de passos sobre a areia, são os dias em que Eu te carreguei.”
Friday, May 29, 2009
Rendezvous in Paris
Dusseldorf (de vez em quando eu apareco...)
Esquece as coisas erradas que o cara faz. Simplesmente sensacional o filme. Pra quem conhece bem Paris entao, melhor ainda.
A estoria e mais ou menos assim: em agosto de 1978, o cineasta francês Claude Lelouch montou uma câmera giroscopicamente estabilizada na frente de uma Ferrari 275 GTB e convidou um amigo, piloto profissional de Formula 1, para fazer um trajeto no coração de Paris à maior velocidade que ele pudesse. A hora seria logo que o dia clareasse.
O filme só dava para 10 minutos e o trajeto era de Porte Dauphine, através o Louvre até a basílica de Sacre Coeur. Lelouch não conseguiu permissão para interditar nenhuma rua no trajeto.
O piloto completou o circuito em 9 minutos, chegando a 140 mph (224 km/h) em certos momentos. O filme mostra ele furando sinais vermelhos, quase atropelando pedestres e entrando em ruas de mão única na contra-mão.
Quando mostrou o filme em publico pela primeira vez, Lelouch foi preso.
Ele nunca revelou o nome do piloto e o filme foi proibido, passando a circular só no underground.
E quem era a loira?!
Esquece as coisas erradas que o cara faz. Simplesmente sensacional o filme. Pra quem conhece bem Paris entao, melhor ainda.
A estoria e mais ou menos assim: em agosto de 1978, o cineasta francês Claude Lelouch montou uma câmera giroscopicamente estabilizada na frente de uma Ferrari 275 GTB e convidou um amigo, piloto profissional de Formula 1, para fazer um trajeto no coração de Paris à maior velocidade que ele pudesse. A hora seria logo que o dia clareasse.
O filme só dava para 10 minutos e o trajeto era de Porte Dauphine, através o Louvre até a basílica de Sacre Coeur. Lelouch não conseguiu permissão para interditar nenhuma rua no trajeto.
O piloto completou o circuito em 9 minutos, chegando a 140 mph (224 km/h) em certos momentos. O filme mostra ele furando sinais vermelhos, quase atropelando pedestres e entrando em ruas de mão única na contra-mão.
Quando mostrou o filme em publico pela primeira vez, Lelouch foi preso.
Ele nunca revelou o nome do piloto e o filme foi proibido, passando a circular só no underground.
E quem era a loira?!
Friday, May 15, 2009
Radio Truta
Dusseldorf (mudanca... mais uma)
Pra quem acha que o Mundo tá do meio pro fim e perdeu as esperancas, Bob mostra que nao é bem assim.
Pra quem acha que o Mundo tá do meio pro fim e perdeu as esperancas, Bob mostra que nao é bem assim.
Wednesday, April 29, 2009
Autômatos
Dusseldorf (Armas na veia)
Detlev acorda todos os dias no mesmo horario. Lava o rosto, escova os dentes, coloca o terno, pega a carteira, o chicletes e algumas moedas, da um beijo na espreguicante mulher, pega a pasta preta, calca os sapatos, bota o paleto, gira as chaves e cai no Mundo. Esse modus operandi se repete em tantas outras familias alemas com pequenas variacoes.
Anda ate a estacao de metro e no curto caminho vai pensando no que escutar em seu ipod logo mais. Entra no trem rumo a estacao principal aproveitando pra comer uma barra de cereais. Silencio absoluto, a nao ser por duas garotinhas falantes e um pai de cabelos lisos e compridos idem. Ate os cachorros olham indiferentemente, como se tivessem sendo incomodados. As criancas nao sorriem. Limitam-se a olhar para um angustiado Detlev.
Sai do metro, sobe as mesmas escadas de sempre, entra no ultimo vagao por que no destino e o que fica mais perto da escada de saida, desabotoa o paleto, tira os fones, acomoda-se no assento, tira a carteira do bolso de tras colocando-a na tampa da lixeira ao lado da janela, toma um gole d'agua, posiciona a pasta preta no bagageiro sobre sua cabeca e dos demais, nao sem antes tirar um livro ou revista, senta-se, olha pela janela esperando o trem partir pontualmente as 7:54 da matina e comeca a leitura. Olha para os lados e quase todos fazem a mesma coisa, com pequenas diferencas. Uns ouvem musica, de pessima qualidade na maioria das vezes. Outros leem bons livros. Raramente se ve alguem com uma "profunda" revista de fofocas nas maos.
A viagem passa rapido com a leitura. Levanta a cabeca de quando em vez pra desfrutar o verde da primavera e os raios de sol que logo logo desaparecerao no ainda distante outono. Chega no destino, ajuda a formar uma fila dentro do trem para o desembarque. Todos caminham na mesma direcao em passos rapidos e pesados. Parecem apostar corrida. Desce escadas ate chegar no metro novamente, agora numa outra cidade. Telas grandes despejam informacoes nas mentes aparentemente abobalhadas. Engolem tudo. Detlev nao sabe se entendem ou se apenas absorvem as informacoes. Entra novamente num metro, mas agora para uma viagem curta de uma estacao.
As portas se abrem e ele caminha mais uma vez pela escada. Na sua frente tres homens usando ternos pretos carregando maletas pretas na mao direita caminham no mesmo ritmo. Parecem estar num trilho imaginario. Farao o mesmo caminho de volta a tarde. Detlev esboca um sorriso maroto. Seu terno e cinza e ele carrega a pasta preta na mao esquerda. Seu ipod reproduz Guns & Roses - Estranged, e os riffs de guitarra massageiam sua alma.
Todos caminham pelo estacionamento em direcao ao parque. Detlev muda de direcao, meio que para tentar sair do trilho imaginario e fazer seu proprio caminho. Passa sob as arvores respirando o ar puro da primavera europeia. Atravessa a avenida rapidamente e percebe que um Porsche 912 preto, ano provavel 74, vem em sua direcao. Deseja o veiculo e entra no trabalho.
Detlev ainda tem salvacao.
Detlev acorda todos os dias no mesmo horario. Lava o rosto, escova os dentes, coloca o terno, pega a carteira, o chicletes e algumas moedas, da um beijo na espreguicante mulher, pega a pasta preta, calca os sapatos, bota o paleto, gira as chaves e cai no Mundo. Esse modus operandi se repete em tantas outras familias alemas com pequenas variacoes.
Anda ate a estacao de metro e no curto caminho vai pensando no que escutar em seu ipod logo mais. Entra no trem rumo a estacao principal aproveitando pra comer uma barra de cereais. Silencio absoluto, a nao ser por duas garotinhas falantes e um pai de cabelos lisos e compridos idem. Ate os cachorros olham indiferentemente, como se tivessem sendo incomodados. As criancas nao sorriem. Limitam-se a olhar para um angustiado Detlev.
Sai do metro, sobe as mesmas escadas de sempre, entra no ultimo vagao por que no destino e o que fica mais perto da escada de saida, desabotoa o paleto, tira os fones, acomoda-se no assento, tira a carteira do bolso de tras colocando-a na tampa da lixeira ao lado da janela, toma um gole d'agua, posiciona a pasta preta no bagageiro sobre sua cabeca e dos demais, nao sem antes tirar um livro ou revista, senta-se, olha pela janela esperando o trem partir pontualmente as 7:54 da matina e comeca a leitura. Olha para os lados e quase todos fazem a mesma coisa, com pequenas diferencas. Uns ouvem musica, de pessima qualidade na maioria das vezes. Outros leem bons livros. Raramente se ve alguem com uma "profunda" revista de fofocas nas maos.
A viagem passa rapido com a leitura. Levanta a cabeca de quando em vez pra desfrutar o verde da primavera e os raios de sol que logo logo desaparecerao no ainda distante outono. Chega no destino, ajuda a formar uma fila dentro do trem para o desembarque. Todos caminham na mesma direcao em passos rapidos e pesados. Parecem apostar corrida. Desce escadas ate chegar no metro novamente, agora numa outra cidade. Telas grandes despejam informacoes nas mentes aparentemente abobalhadas. Engolem tudo. Detlev nao sabe se entendem ou se apenas absorvem as informacoes. Entra novamente num metro, mas agora para uma viagem curta de uma estacao.
As portas se abrem e ele caminha mais uma vez pela escada. Na sua frente tres homens usando ternos pretos carregando maletas pretas na mao direita caminham no mesmo ritmo. Parecem estar num trilho imaginario. Farao o mesmo caminho de volta a tarde. Detlev esboca um sorriso maroto. Seu terno e cinza e ele carrega a pasta preta na mao esquerda. Seu ipod reproduz Guns & Roses - Estranged, e os riffs de guitarra massageiam sua alma.
Todos caminham pelo estacionamento em direcao ao parque. Detlev muda de direcao, meio que para tentar sair do trilho imaginario e fazer seu proprio caminho. Passa sob as arvores respirando o ar puro da primavera europeia. Atravessa a avenida rapidamente e percebe que um Porsche 912 preto, ano provavel 74, vem em sua direcao. Deseja o veiculo e entra no trabalho.
Detlev ainda tem salvacao.
Tuesday, April 21, 2009
Loucos
Düsseldorf (insanidade mental)
Quem algum dia já chamou alguém de louco ou foi assim chamado tem a obrigacao de ver esse video. Se isso nao se chamar LOUCURA, entao eu nao sei de mais nada.
Ah, um dos caras diz que isso se chama base jump... tá bom.
wingsuit base jumping from Ali on Vimeo.
Quem algum dia já chamou alguém de louco ou foi assim chamado tem a obrigacao de ver esse video. Se isso nao se chamar LOUCURA, entao eu nao sei de mais nada.
Ah, um dos caras diz que isso se chama base jump... tá bom.
wingsuit base jumping from Ali on Vimeo.
Enquanto isso...
Düsseldorf (mixidao)
... nas ruas de Jakarta, Indonésia, o simpático símio do Valentino Rossi desfilava calmamente pela cidade.
Beawiharta/Reuters
... nas ruas de Jakarta, Indonésia, o simpático símio do Valentino Rossi desfilava calmamente pela cidade.
Beawiharta/Reuters
Sunday, April 05, 2009
McLaren Bluetooth
Düsseldorf (cai o mundo em Sepang)
Recebi o email do meu amigo Ti Gui, louco pelo AC/DC.
Um cara (muito louco) desenvolve um controle remoto de carrinho de corrida no seu telefone usando Bluetooth, apenas por diversão.
Daí ele faz um vídeo com uma pista de corrida feita em um escritório. Publica isso na internet e quem vê o filme e responde para eles? A McLaren!
Daí o cara leva o controle lá eles adaptam no carro verdadeiro e veja só como ficou e quem pilota o carro.
O melhor de tudo é a cara do cidadão no final dos testes, pois ele não acredita no que fez.
Recebi o email do meu amigo Ti Gui, louco pelo AC/DC.
Um cara (muito louco) desenvolve um controle remoto de carrinho de corrida no seu telefone usando Bluetooth, apenas por diversão.
Daí ele faz um vídeo com uma pista de corrida feita em um escritório. Publica isso na internet e quem vê o filme e responde para eles? A McLaren!
Daí o cara leva o controle lá eles adaptam no carro verdadeiro e veja só como ficou e quem pilota o carro.
O melhor de tudo é a cara do cidadão no final dos testes, pois ele não acredita no que fez.
Sunday, March 29, 2009
2009 comeca do jeito que terminou 2008
Düsseldorf (homenagem ao Kroc or Die)

Eletrizante!!!
A BRAWN GP fez uma dobradinha histórica em Melbourne com Button e Barrichello no 1-2 seguido pela Toyota de Trulli.
E pensar que há pouco menos de 5 meses atrás Jenson Button exorcizava seu carro em chamas depois do final eletrizante em Interlagos.
Rubens se salvou da lambanca na largada onde ficou parado e depois causou um acidente. Ainda foi beneficiado pelo acidente estúpido entre Kubica e Vettel faltando 4 voltas para o fim ganhando o 2° lugar de brinde. O polaco foi afoito. Poderia ter esperado mais um pouco já que passaria de qualquer jeito. O alemao foi um idiota, segundo suas próprias palavras. Perderam o pódio.
As Toyotas, se nao fosse a punicao na classificacao, ameacariam a vitória da estreante. Chegaram em 3° com o italiano narigudo e 5° com Glock. Este com direito a uma ultrapassagem categórica pra cima do Alonso nas voltas finais.
Hamilton também fez uma excelente corrida. Saiu em 18° e quase belisca o pódio. Terminou em 4°. Um lucro enorme pra uma equipe desacreditada no início da temporada. Já Kovalainen...
Alonso, bom piloto que é, ficou ali na espreita, tentando de tudo e chegou em 6°. Tá bom demais pra quem nao passou para o Q3 e nao esperava muito da corrida. Ele já havia dito que só muitos acidentes com a entrada do safety-car poderia dar-lhe chance de pontos. Em condicoes normais, ficarao atrás nesse início de temporada.
Rosberguinho bem que tentou, mas os pneus macios acabaram com sua corrida no final. Foi ultrapassado por pelo menos 4 carros em menos de 2 voltas. Chegou em 7° quando poderia ter ido mais longe. Esse moleque já passou da hora de mostrar a que veio.
E o Buemi?! Evitou as várias confusoes e marcou seu 1° pontinho, logo no GP de estréia. Tio Didi Materschitz está feliz da Vida. E viva a Suica!
E a Ferrari?! Parece que os caras fazem o encontro anual Vroooom pra apagar da memória da equipe e pilotos tudo que aconteceu na temporada anterior. Um festival de trapalhadas na pista. Nao entendi o pit stop prematuro do Massa na segunda parada. O safety car acabara de sair da pista. Óbvio que ficaria atrás do pelotao e andando lento por estar mais pesado. Já Kimi, discreto como sempre, rodou sozinho e visitou os boxes 3 vezes antes de abandonar. Uma vergonha.
Nelsinho vinha bem, com uma estratégia correta aproveitando-se dos acidentes e confusoes. Ameacado por Rosberg, assustou-se, ferveu no freio e passou reto antes da primeira curva parando na brita. Disse depois que os freios ficaram loucos... sei. Comeca mal um ano chave na sua carreira. A paciência de Briatore nao será tao grande como em 2008.
Ross Brawn é mesmo um cara fora de série. Mesmo tendo comecado o desenvolvimento desde carro há 15 meses atrás, o que ele e sua equipe fizeram hoje chama-se História com H maiúsculo. Primeira fila, dobradinha com direito a vitória de ponta a ponta. Polêmicas envolvendo o difusor traseiro à parte, que Toyota e Williams também usam, a equipe já é a grande favorita para o título.
É melhor esperar mais 3 ou 4 corridas para se ter uma visao melhor da coisa, mas o carro gruda no chao de uma maneira impressionante. Bem nascido que é, numa temporada com testes proibidos, a chance das outras chegarem perto é dificultada.
Tomara que o Rubinho aprenda a largar e lembre-se mais uma vez que corre por uma equipe inglesa, com um chefe inglês, patrocinada por uma gigante inglesa (Virgin) e tendo Jenson UK Button como companheiro. Qualquer semelhanca com os anos em Maranello nao será mera coincidência...

Eletrizante!!!
A BRAWN GP fez uma dobradinha histórica em Melbourne com Button e Barrichello no 1-2 seguido pela Toyota de Trulli.
E pensar que há pouco menos de 5 meses atrás Jenson Button exorcizava seu carro em chamas depois do final eletrizante em Interlagos.
Rubens se salvou da lambanca na largada onde ficou parado e depois causou um acidente. Ainda foi beneficiado pelo acidente estúpido entre Kubica e Vettel faltando 4 voltas para o fim ganhando o 2° lugar de brinde. O polaco foi afoito. Poderia ter esperado mais um pouco já que passaria de qualquer jeito. O alemao foi um idiota, segundo suas próprias palavras. Perderam o pódio.As Toyotas, se nao fosse a punicao na classificacao, ameacariam a vitória da estreante. Chegaram em 3° com o italiano narigudo e 5° com Glock. Este com direito a uma ultrapassagem categórica pra cima do Alonso nas voltas finais.
Hamilton também fez uma excelente corrida. Saiu em 18° e quase belisca o pódio. Terminou em 4°. Um lucro enorme pra uma equipe desacreditada no início da temporada. Já Kovalainen...
Alonso, bom piloto que é, ficou ali na espreita, tentando de tudo e chegou em 6°. Tá bom demais pra quem nao passou para o Q3 e nao esperava muito da corrida. Ele já havia dito que só muitos acidentes com a entrada do safety-car poderia dar-lhe chance de pontos. Em condicoes normais, ficarao atrás nesse início de temporada.
Rosberguinho bem que tentou, mas os pneus macios acabaram com sua corrida no final. Foi ultrapassado por pelo menos 4 carros em menos de 2 voltas. Chegou em 7° quando poderia ter ido mais longe. Esse moleque já passou da hora de mostrar a que veio.
E o Buemi?! Evitou as várias confusoes e marcou seu 1° pontinho, logo no GP de estréia. Tio Didi Materschitz está feliz da Vida. E viva a Suica!
E a Ferrari?! Parece que os caras fazem o encontro anual Vroooom pra apagar da memória da equipe e pilotos tudo que aconteceu na temporada anterior. Um festival de trapalhadas na pista. Nao entendi o pit stop prematuro do Massa na segunda parada. O safety car acabara de sair da pista. Óbvio que ficaria atrás do pelotao e andando lento por estar mais pesado. Já Kimi, discreto como sempre, rodou sozinho e visitou os boxes 3 vezes antes de abandonar. Uma vergonha.
Nelsinho vinha bem, com uma estratégia correta aproveitando-se dos acidentes e confusoes. Ameacado por Rosberg, assustou-se, ferveu no freio e passou reto antes da primeira curva parando na brita. Disse depois que os freios ficaram loucos... sei. Comeca mal um ano chave na sua carreira. A paciência de Briatore nao será tao grande como em 2008.
Ross Brawn é mesmo um cara fora de série. Mesmo tendo comecado o desenvolvimento desde carro há 15 meses atrás, o que ele e sua equipe fizeram hoje chama-se História com H maiúsculo. Primeira fila, dobradinha com direito a vitória de ponta a ponta. Polêmicas envolvendo o difusor traseiro à parte, que Toyota e Williams também usam, a equipe já é a grande favorita para o título.
É melhor esperar mais 3 ou 4 corridas para se ter uma visao melhor da coisa, mas o carro gruda no chao de uma maneira impressionante. Bem nascido que é, numa temporada com testes proibidos, a chance das outras chegarem perto é dificultada.
Tomara que o Rubinho aprenda a largar e lembre-se mais uma vez que corre por uma equipe inglesa, com um chefe inglês, patrocinada por uma gigante inglesa (Virgin) e tendo Jenson UK Button como companheiro. Qualquer semelhanca com os anos em Maranello nao será mera coincidência...
Sunday, February 15, 2009
Nuri Bilge Ceylan
Düsseldorf (Herr Doktor... endlich!!!)

Nasceu em Istambul, Turquia, em 1959. Depois de se formar em Engenharia na Bosphorus University, estudou Cinema por dois anos na Mimar Sinan University. Ator, diretor, produtor e roteirista, fez seu primeiro curta-metragem, Koza, em 1995. Em 1997 realizou o primeiro longa, Kasaba. Com Mayis Sikintisi, de 1999, ganhou inúmeros prêmios, entre eles o de melhor filme no Festival de Ankara. Em 2002, concluiu Distante, vencedor do grande prêmio do júri no Festival de Cannes 2003 e integrante da seleção da 27ª Mostra. Climates (2006) foi exibido na 30ª Mostra.
Acontece que o turco era fotógrafo antes de virar diretor. Uma trajetória muito comum, aliás. Neste link aqui pode-se conferir várias chapas belíssimas dele.
Vou montar outro ßlog com minhas fotos desde Jun2004 quando a saga do Doutorado comecou. Aguardem!

Nasceu em Istambul, Turquia, em 1959. Depois de se formar em Engenharia na Bosphorus University, estudou Cinema por dois anos na Mimar Sinan University. Ator, diretor, produtor e roteirista, fez seu primeiro curta-metragem, Koza, em 1995. Em 1997 realizou o primeiro longa, Kasaba. Com Mayis Sikintisi, de 1999, ganhou inúmeros prêmios, entre eles o de melhor filme no Festival de Ankara. Em 2002, concluiu Distante, vencedor do grande prêmio do júri no Festival de Cannes 2003 e integrante da seleção da 27ª Mostra. Climates (2006) foi exibido na 30ª Mostra.
Acontece que o turco era fotógrafo antes de virar diretor. Uma trajetória muito comum, aliás. Neste link aqui pode-se conferir várias chapas belíssimas dele.
Vou montar outro ßlog com minhas fotos desde Jun2004 quando a saga do Doutorado comecou. Aguardem!
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